terça-feira, 31 de maio de 2011

Fumar aumenta níveis do mau colesterol


Os malefícios causados pelo hábito de fumar vão muito além dos problemas pulmonares e respiratórios e do aumento do risco de desenvolvimento de câncer. O fumo também é responsável pelo aumento no índice do mau colesterol, o que por sua vez aumenta chances de aterosclerose, principal causa do infarto, derrame (AVC) e de outras doenças cardiovasculares.
 
 
Segundo Hélio Castello, cardiologista diretor da Angiocardio, de São Paulo, o cigarro ocupa lugar entre os principais fatores de risco, ao lado de problemas como obesidade, hipertensão, diabetes, problemas renais, hepáticos, e distúrbios endócrinos (principalmente dos hormônios da tireóide). "Nesses pacientes, há necessidade de realizar o exame de dosagem de colesterol com mais frequência, podendo ser até anualmente", afirmou.

Hoje cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto e, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem no mundo devido às doenças do coração, sendo que no Brasil pelo menos 300 mil sofrem infarto anualmente. "Apesar do colesterol ser uma substância necessária, é preciso saber quando ele deixou de ser saudável no organismo e começou a ser elevado", disse Hélio.

Há dois tipos de colesterol, o bom e o ruim. O ruim, conhecido como LDL, ou low density lipoprotein (lipoproteína de baixa densidade), propicia a formação das placas de gordura nos vasos, o que pode levar ao infarto e derrame cerebral. Já o bom, identificado como HDL, high density lipoprotein (lipoproteína de alta densidade), que colabora para a remoção do excesso de colesterol do sangue e, com isso, acaba reduzindo o risco de formar placas ateroscleróticas nas artérias, ou seja, a formação de placas de gordura.

"Além dos remédios disponíveis hoje no mercado para controlar colesterol alto, a prevenção tem de ser feita por completo, desde o controle de peso e pressão arterial até alimentação mais saudável e a realização de exercícios físicos", afirmou o médico, que enumera cuidados para evitar o descontrole das taxas do mau colesterol:

1 - Não fumar
2 -
Optar por produtos desnatados
3 -
Evitar ao máximo carnes gordas e produtos embutidos
4 -
Praticar exercícios regularmente
5 -
Observar o IMC (Índice de Massa Corporal), para ver se o índice de gordura no corpo está dentro dos padrões ideais
6 -
Encarar com seriedade o tratamento da Diabetes e da Hipertensão, se necessário Fazer anualmente um check-in completo com seu médico.

Ponto a Ponto Ideias

Borboletas fêmeas fecham as asas para evitar sexo, diz estudo

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos. 

Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes - elas fecham suas asas. 

Ao fechar suas asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada Ethology. 

O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas. 

"Eu também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades", disse Ide.
Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria. 

Virgens 

Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas, então ele testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio. 

Ele usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.
"Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas", disse o pesquisador à BBC. 

As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.
"Concluí então que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder", disse Ide. 

No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, "mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis". 

"O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual", disse. BBC Brasil 

Uso de celulares "pode ser cancerígeno" diz OMS

O Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC), agência especializada da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta terça-feira que o uso de telefones celulares deve ser considerado como fator "possivelmente cancerígeno para o ser humano".

"Testes sobre o assunto, nos campos eletromagnéticos de radiofrequência, apontam campos muito fortes para justificar uma preocupação quanto a esta classificação, considera Jonathan Samet, presidente do grupo de pesquisa patrocinado pelo CIRC, após uma reunião de oito horas em Lyon (região central da França) com cerca de 30 especialistas de 14 países.

"O grupo de pesquisa busca classificar (...) por meio de estudos epidemiológicos um risco crescente de glioma, um tipo de câncer do cérebro relacionado ao uso de celular", disse Jonathan Samet em uma entrevista coletiva.

Esta classificação significa que "pode haver risco e que, por isso, devemos ficar atentos à relação entre os telefones celulares e o aparecimento do câncer", concluiu.

Segundo Christopher Wild, diretor do CIRC, "é importante a realização de pesquisas complementares sobre a utilização intensiva, a longo prazo, dos celulares".

"Durante a espera da disponibilização de tais informações, é importante tomar medidas pragmáticas, a fim de reduzir a exposição (às ondas)", acrescentou, citando a utilização de kits que deixam as mãos livres e os SMS.

O grupo de trabalho não quantificou o risco, mas faz referência a um estudo sobre o uso desses aparelhos até 2004, que mostravam um aumento de 40% do risco de gliomas entre os maiores usuários (definidos, na época, como os que acionavam o aparelho durante 30 minutos por dia durante 10 anos).

Os especialistas estudam, também, os riscos em outros campos eletromagnéticos, tais como radares, micro-ondas, emissores de rádio ou televisão, ou telecomunicação sem fio, considerado as provas, nestes casos, ainda insuficientes.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"A escola virou um depósito de crianças"

Professora do Rio Grande do Norte ganha fama ao enfrentar deputados e expor a situação precária da educação no País

 Cláudia Jordão
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“Comecei a me desesperar diante de alunos de sexto ano
que não sabiam ler palavras básicas, como bola”

Oito minutos. Foi o tempo necessário para a professora potiguar Amanda Gurgel roubar a cena, dias atrás, numa audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com apenas 1,57 m de altura, mas postura de gigante, ela proferiu um discurso no qual dizia, com ideias bem amarradas e rara transparência, receber salário de R$ 930 por mês (“menos do que os deputados gastam em suas indumentárias”), que os professores vivem uma crise de identidade e estão doentes. A condição indigna dos docentes não é novidade, mas o vídeo com a sincera fala de Amanda correu o País com intensidade impressionante e colocou em foco esse profissional, sobre quem está depositado o futuro do Brasil. Duas semanas depois de o vídeo do discurso ser postado na rede, havia sido visto quase 1,6 milhão de vezes.
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Amanda e seu vídeo:
1,6 milhão de visualizações


Amanda, 28 anos, começou a dar aula aos 21. Há três, foi diagnosticada com depressão, afastou-se da escola e retornou em funções fora da sala de aula. Hoje, dá expediente na biblioteca de um colégio estadual e no laboratório de informática de um municipal. Além dos R$ 930, seu salário do município, recebe R$ 1.217 pelo Estado. Amanda decidiu lecionar ainda adolescente, mesmo sabendo que a remuneração era baixa. “Só entendi de fato o que isso significava quando tive de me sustentar e comprar meu primeiro quilo de feijão”, conta. Órfã de pais desde menina, ela nasceu em Natal e foi criada pelos tios. Estudou em escolas públicas e privadas, no interior do Estado. Solteira, sem filhos, tem uma rotina puxada. Mora sozinha numa quitinete, acorda às 5 horas, pega três ônibus para ir trabalhar e volta para casa somente às 22 horas.

ISTOÉ – O que mudou na sua vida desde a divulgação do vídeo?

Amanda Gurgel – Minha rotina está temporariamente alterada. A repercussão do vídeo gerou um assédio nacional e esse é um momento que eu quero divulgar os problemas da educação no País e ser uma porta-voz de meus colegas. Então, estou me doando. 


ISTOÉ – Pensa em se candidatar a algum cargo público?

Amanda – Olha, não me vejo agora fazendo outra coisa. Sei que o meu lugar é na classe trabalhadora, no chão, na escola, junto com os meus colegas. Sou filiada ao PSTU desde o ano passado, mas sempre fui militante, primeiro no movimento estudantil, depois pela causa da educação. Mas, nunca pensei em me candidatar a nada. É uma discussão futura.
 


ISTOÉ – Como gasta seu salário?

Amanda – Não tenho luxo, só gasto com o essencial, como alimentação, moradia, vestimentas e plano de saúde. Quase não tenho acesso a lazer. A última vez que fui ao cinema foi em 2010. 
 


ISTOÉ – Por que se afastou da sala de aula?

Amanda – Houve um tempo em que eu trabalhava em três horários, estava na rede privada, acabei assumindo o município e tinha uma média de 600/700 alunos. Comecei a dar aula em 2002, tinha 21 anos, estava eufórica, topando tudo. O ápice do problema de saúde foi de 2007 para 2008, quando percebi que estava estafada. Estava em sala de aula com alunos pouquíssimos proficientes. Alunos de sexto ano que não sabiam ler palavras básicas como bola, pato, entendeu? Comecei a me desesperar diante da realidade, não sou alfabetizadora. O que vou fazer se nada do que estou preparada para oferecer eles estão preparados para receber? Sou professora de língua portuguesa e literatura portuguesa e brasileira de alunos dos ensinos fundamental II e médio.
 


ISTOÉ – Por que as crianças não aprendem?

Amanda – O aluno de 6 anos está em uma sala de aula superlotada e não há condição de alfabetizar ninguém dessa forma. Fala-se muito em democratização do ensino básico, mas se cada etapa do processo de aprendizado não é trabalhada de forma adequada, não há democracia. A escola virou um depósito de crianças, que é o que os políticos querem. Eles querem ter um lugar para deixar a criança enquanto os pais vão trabalhar e nada mais.
 


ISTOÉ – Foi o início da sua crise?

Amanda – Foi. Fiquei um tempo de licença e voltei em adaptação de função. Minha última aula como professora de português foi em 2008.
 


ISTOÉ – Quais funções você desempenha em cada escola?

Amanda – A resposta revela um sério problema de infraestrutura. Na escola do Estado, onde trabalho de manhã, estou na biblioteca. Na escola do município, passei por diversas funções. Passei pela coordenação e pela biblioteca e agora estou no laboratório de informática. Apesar de os computadores terem chegado há cinco anos na escola, só agora eles começaram a funcionar. 
 


ISTOÉ – Por quê?

Amanda – Por várias questões. Primeiro, a instalação das máquinas foi muito demorada. Para isso, é necessário um técnico da secretaria porque a escola perde completamente a garantia daquelas máquinas se acontecer qualquer coisa errada. Depois de instaladas, foi um longo processo para a chegada de um técnico para fazer funcionar a internet e outro extenso período para a instalação do ar-condicionado na sala. Foram cinco anos que nós passamos com os computadores na caixa e com aquela sala fechada, apesar de toda a carência que se tem de espaço. 
 


ISTOÉ – Qual o principal problema da educação no País?

Amanda – Se for para eleger um apenas, eu diria a falta de investimento. Como pode um País que deveria investir 5% do seu PIB em educação e investe 3%, paga esse salário irrisório aos professores e deixa a estrutura da escola chegar a um estágio de precarização que precisa ser interditada, como aconteceu numa escola no interior do Rio Grande do Norte, na cidade de Ceará Mirim? 
 


ISTOÉ – Por que foi interditada?

Amanda – O corpo de bombeiros interditou a escola porque nada mais funcionava lá. O teto estava para desabar, a instalação elétrica estava precária, oferecendo risco à integridade física dos alunos e dos professores. Todos esses problemas estão relacionados à falta de investimento. Com um salário digno, o professor poderia ficar na escola, preparando as aulas, conhecendo os alunos, poderia evitar casos como o do atirador Wellington de Menezes. Como um professor vai ser capaz de observar algo se ele tem 600 alunos e não é capaz de, quando chega em casa, visualizar quem são todos? Não temos como mudar essa realidade se não tivermos um investimento imediato. Não estou falando de daqui a dez anos. Há a necessidade de se investir 10% do PIB do País em educação.
 


ISTOÉ – A que você credita a sua educação?

Amanda – É uma junção de coisas. Desde muito novinha, sempre fui metida. Comecei a ser alfabetizada e já corrigia as pessoas. Também acho que o funcionamento das escolas no interior é bem diferente do da capital. Nas cidades pequenas, onde estudei, funciona melhor. O fato de o professor ter acesso direto aos pais dos alunos coloca a criança e o adolescente na situação de “eu não posso sair da linha, senão o professor vai falar para a minha mãe”. Então, há mais disciplina. Minha educação de base foi de fato muito boa.
 


ISTOÉ – Se algum aluno disser a você que quer ser professor o que diria?

Amanda – Depende do dia. Acho que fiz certo, mas tenho meus momentos. Já cheguei a dizer ‘não quero mais’, mas em outros momentos, como hoje, estou me sentindo cheia de energia para estar na sala de aula e trabalhar com o aluno. Quando a gente é adolescente, tem uma estrutura familiar por trás. Sempre soube que professor ganhava mal, mas só entendi de fato o que isso significava quando tive de me sustentar e comprar meu primeiro quilo de feijão.

O príncipe virou sapo: como reverter a situação?



Um príncipe encantado, o amor ideal, o relacionamento perfeito... Tudo isso é muito bonito na teoria, mas, na prática, a realidade é bem diferente. Com o passar do tempo, parece que o homem de sua vida se transforma em sapo e todos os sonhos de um casamento de conto de fadas caem por terra. O que fazer neste momento?


A resposta não é se descabelar! Confira algumas dicas para recuperar o seu relacionamento e voltar a amar o parceiro como se fosse a primeira vez.


Aceite o outro como ele realmente é
Nem adianta buscar o homem ideal porque ele não existe, ou melhor, existe a partir do momento que você o aceite como um ser humano, com alguns defeitos e muitas qualidades.


Veja se o erro não está em você
Às vezes, colocamos os nossos sonhos em primeiro lugar e acabamos ignorando o quesito mais importante de um relacionamento: compartilhar momentos. Ao escolher alguém para estar ao seu lado, você deve ter em mente que, tão importante quanto os seus desejos, é conseguir realizar os desejos dos dois, tanto individuais, quanto do casal.


Na saúde e na doença...
É claro que se pudéssemos escolher viveríamos de momentos bons e felizes. Mas, a vida não é cor de rosa. Por isso, uma relação é feita de altos e baixos. Desde que não se perca o respeito e que o amor não acabe, sempre vale à pena passar por cima das dificuldades.


O sapo pode voltar a ser príncipe
Quando a gente muda a visão sobre um relacionamento e começa a encará-lo com todas as suas dificuldades e glórias, a pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado acaba se transformando em um companheiro de todas as horas. E aí não importa o físico, os problemas, o que vai contar é que ele está ali para o que der e vier!
Fonte: Terra

8 bons motivos para comer chocolate

Foi-se o tempo em que o chocolate não tinha vez em um cardápio saudável. Sua matéria-prima, o cacau, é rica em substâncias benéficas e hoje até os cardiologistas aprovam seu consumo. Veja os bons motivos que você tem para se deliciar sem culpa:

1 – Combate o mau-humor: para isso, só o cheiro já basta. Pelo menos é o que garantem pesquisadores da Universidade Middlesex, na Inglaterra, que avaliaram a reação das pessoas em ambientes com distintos odores. “Ao sentir o aroma de chocolate, os participantes relataram menor estresse e maior satisfação. Algumas atividades cerebrais relacionadas ao estado de alerta foram reduzidas”, explica Neil Martin, professor de psicologia responsável pela investigação. Além disso, o cacau contém uma substância conhecida como feniletilamina, que, quando ingerida, manda de fato o mau humor embora. “É a mesma envolvida na química da paixão, e a sensação produzida é ótima”, diz Cláudia Degáspari, da UFPR. O chocolate tem também alto teor de magnésio, mineral que age como regulador do humor, equilibrando os níveis dos neurotransmissores serotonina e dopamina, envolvidos no bem-estar.

2 – Diminui a ameaça de pré-eclampsia: durante a gravidez, 5% das mulheres sofrem com uma espécie de hiperativação do sistema inflamatório, doença conhecida como pré-eclampsia, que também causa elevação da pressão arterial. “Provavelmente isso ocorre por uma intolerância do corpo materno ao feto”, pondera o obstetra Nelson Sass, da Universidade Federal de São Paulo. Já se sabe que algumas substâncias podem reduzir os riscos desses episódios. Um trabalho da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, mostra um consumo menor de chocolate entre as gestantes que desenvolveram a doença. “É possível que o chocolate amargo interfira no processo inflamatório”, sugere Nelson Sass. “Porém, estudos mais abrangentes são necessários antes de um consenso.” Enquanto isso, só não vale abusar para não ganhar quilos demais ao longo dos nove meses.

3 – Favorece o emagrecimento: comer um tablete amargo pela manhã, ainda em jejum, aumenta a saciedade e propicia a perda de peso. A descoberta vem de uma turma de cientistas dinamarqueses, da Universidade Real de Copenhague. No estudo, os participantes que consumiram chocolate amargo antes do café da manhã com o passar das horas sentiram menos fome que o restante da turma, que saboreou um tablete ao leite. “A diferença na ingestão de calorias ao longo do dia chegou a 15%”, diz a nutricionista Lone Brinkmann, que conduziu o trabalho. Por enquanto, não se sabe o mecanismo exato que promoveria tal sensação. “Talvez o sabor forte da versão amarga regule a fome ou, ainda, a maior quantidade de cacau atue impedindo o rápido esvaziamento do estômago”, especula. Por outro lado, vale reforçar, como se trata de um alimento calórico, não se pode abusar da quantidade.

4Atenua a cirrose hepática: o chocolate amargo combate o aumento da pressão arterial no abdome, que pode atingir níveis perigosos em pacientes com cirrose. “A inclusão do alimento com 85% de cacau no cardápio diário é capaz de reduzir a hipertensão portal, no abdome, diminuindo o risco de sangramento provocado pelo rompimento de vasos sanguíneos na região”, descreve Mário Guimarães Pessoa, hepatologista e vice- presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia. “O efeito ocorre rapidamente, apenas 30 minutos após a ingestão”, completa. Quem como chocolate branco não tem as mesmas vantagens. Isso porque o benefício, também nesse caso, se deve aos flavonoides — encontrados principalmente no tipo amargo. Essas substâncias químicas ajudam a relaxar e dilatar os vasos sanguíneos, o que facilita a circulação.

5 -Reduz a pressão arterial: após acompanhar mais de 19 mil pessoas entre 35 e 65 anos por uma década, cientistas alemães chegaram a uma conclusão deliciosa: aqueles que comem cerca de 7 gramas de chocolate por dia são menos propensos à hipertensão. A quantidade equivale a um quadradinho de chocolate amargo. “Há evidências de que os flavonoides aumentam a elasticidade dos vasos sanguíneos, por incentivarem a produção do óxido nítrico”, justifica o epidemiologista Brian Buijsse, que assina o trabalho do Instituto Alemão de Nutrição Humana. Esse gás, presente na circulação, relaxa as paredes dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo — por isso, diminui a pressão arterial. Mas há um porém: “É preciso cortar algum alimento calórico para inserir o chocolate na dieta. Ou o aumento de peso anulará os benefícios”, ressalva o pesquisador.

6 – Mantém o coração forte: os problemas cardíacos podem atingir pessoas de qualquer idade e, cada vez mais, aparecem na faixa dos 30 anos. Mas, se consumido moderadamente, o chocolate pode retardar danos no sistema cardiovascular. Mulheres que ingerem o do tipo amargo entre uma vez por mês e duas vezes por semana são menos suscetíveis a disfunções no coração quando comparadas com aquelas que não comem a delícia. A conclusão é de um estudo com 31 mil voluntárias saudáveis realizado pela Universidade Harvard em parceria com uma instituição sueca, o Instituto de Medicina Ambiental. “As substâncias do chocolate, além de promoverem dilatação dos vasos sanguíneos, reduzem a inflamação causada pelos radicais livres, que podem financiar problemas cardíacos”, explica o cardiologista Marcus Bolívar Malachias, presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

7 - Baixa a resistência à insulina: existe uma tribo indígena no Panamá que consome chocolate tanto quanto nós, brasileiros, comemos arroz com feijão. “E a incidência de diabete entre os índios kuna, como são conhecidos, é bem menor do que em outras populações”, aponta Marcus Bolívar. Não é difícil entender por quê. Um trabalho italiano, da Universidade de L’Aquila, demonstra que ingerir 100 gramas de chocolate amargo, todos os dias, reduz a resistência à insulina — e, assim, menos açúcar fica circulando no sangue. “Por isso, o chocolate com alta concentração de cacau poderia ser indicado aos diabéticos. Porém, seria imprescindível verificar a quantidade de açúcar no produto escolhido”, alerta o cardiologista. Senão, mais uma vez, os benefícios se perderiam, já que esse ingrediente é um verdadeiro veneno para os portadores do distúrbio.

8 - Previne o derrame: uma revisão de estudos feita na Universidade McMaster, no Canadá, é incisiva: comer chocolate pelo menos uma vez por semana reduz o risco de derrame e acelera a recuperação de pacientes que tiveram isquemia cerebral. Uma das pesquisas avaliou 44 mil pessoas, e as que consumiram uma porção de chocolate por semana apresentaram uma probabilidade 22% menor de sofrer um AVC. Em outro trabalho, apontou-se que comer 50 gramas por semana diminui em 46% o risco de morrer em caso de acidente vascular. “Tudo indica que, mais uma vez, o benefício se deve aos flavonoides, que são antioxidantes e conseguem dilatar os vasos sanguíneos”, diz a médica Sarah Sahib, que coordenou o trabalho. Segundo ela, é preciso fazer mais pesquisas antes de recomendar o alimento como salvador da massa cinzenta. Mas, enquanto isso, vale saborear uma barrinha amarga.

fonte: Revista Saúde

Higiene íntima: cinco hábitos em favor da mulher

Cuidados sutis e na medida certa ajudam a eliminar odores e protegem a região genital feminina de problemas sérios:

1 – Acerte nas roupas: no dia a dia, esqueça aquelas lingeries confeccionadas com rendas e tecido sintético. Elas abafam os genitais, aumentando a temperatura, o suor, a gordura e a multiplicação de bactérias. O melhor é investir nas calcinhas básicas, de algodão. A boa e velha calça jeans também não favorece a ventilação genital. Procure alterná-la com saias e peças de tecido mais leve, especialmente nos dias quentes.

2 – Fazer depilação na medida: aparar os pelos pubianos reduz o acúmulo de resídus no local. Em compensação, a depilação, principalmente a mais cavada, induz o ressecamento e irritações, que também favorecem processos infecciosos. Evite qualquer método — cera ou lâmina — ao menor sinal de que ele não respeita sua sensibilidade. E, nas primeiras 24 horas após o procedimento, faça compressas com calmantes naturais, como água boricada e camomila.

3 – Só usar um bom papel higiênico: opte pelos mais macios, sem perfume nem corantes, que agridem menos a barreira cutânea. Na hora da limpeza, realize movimentos suaves, sempre no sentido da frente para trás. E não repita. Se precisar de mais papel, pegue um novo pedaço. Isso tudo para evitar a contaminação da vulva por resíduos microscópicos de fezes, cheias de bactérias que moram no intestino – e que, ali, mal não vão fazer, mas na vagina…

4 – Secar bem sempre: esse  passo é fundamental, pois o excesso de umidade propicia condições perfeitas para a proliferação bacteriana. Depois do banho, utilize uma toalha de agodão, seca e limpa, de modo que absorva toda a umidade das reentrâncias, internas e laterais.

5 – Controlar o absorvente: subtitua os externos a cada quatro horas e o interno no prazo máximo de oito. A proteção também pode ser usada fora do período menstrual, especialmente por quem apresenta perda de urina. Mas atenção: nesse caso, prefira os produtos sem película plástica, que facilitam a ventilação e absorvem a umidade.

fonte: Revista e Saúde

sábado, 28 de maio de 2011

Frase do dia

"Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário."
Augusto Cury

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Câncer de mama

Como são as mamas:

As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para fora pelo mamilo. Como todos os outros órgãos do corpo humano, também se encontram nas mamas vasos sanguíneos, que irrigam a mama de sangue, e os vasos linfáticos, por onde circula a linfa. A linfa é um líquido claro que tem uma função semelhante ao sangue de carregar nutrientes para as diversas partes do corpo e recolher as substâncias indesejáveis. Os vasos linfáticos se agrupam no que chamamos de gânglios linfáticos, ou ínguas. Os vasos linfáticos das mamas drenam para gânglios nas axilas (em baixo dos braços) na região do pescoço e no tórax.

Os tipos de câncer de mama:

O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito freqüentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.

Fatores de risco para o câncer de mama:

O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.

Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é menor.

Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os seguintes:

Idade:

O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a idade maior a chance de ter este câncer. Mulheres com menos de 20 anos raramente têm este tipo de câncer.

Exposição excessiva a hormônios:

Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona aumentam o risco de câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar com o seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.
Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.
Retirar os ovários cirurgicamente diminui o risco de desenvolver o câncer de mama porque diminui a produção de estrogênio (menopausa cirúrgica).

Algumas medicações "bloqueiam" a ação do estrogênio e são usadas em algumas mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar estas medicações (como o Tamoxifen) é uma decisão tomada junto com o médico avaliando os risco e benefícios destas medicações.

Radiação:

Faz parte do tratamento de algumas doenças irradiar a região do tórax. Antigamente muitas doenças benignas se tratavam com irradiação. Hoje, este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que necessitaram irradiar a região do tórax ou das mamas têm um maior risco de desenvolver câncer de mama.

Dieta:

Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.

Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos. Manter-se dentro do peso ideal (veja o cálculo de IMC neste site), principalmente após a menopausa diminui o risco deste tipo de câncer.

Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama (veja Dieta do Mediterrâneo neste site).

Exercício físico:

Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.

História ginecológica:

Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama.
Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer.
Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama

História familiar:

Mulheres que tem parentes de primeiro grau, mães, irmãs ou filhas, com câncer de mama, principalmente se elas tiverem este câncer antes da menopausa, são grupo de risco para desenvolver este câncer.
Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e ter um parente de primeiro grau, como o pai, com este diagnóstico também eleva o risco familiar para o câncer de mama.
Pessoas deste grupo de risco devem se aconselhar com o seu médico para definir a necessidade de fazer exames para identificar genes que possam estar presentes nestas famílias. Se detectado um maior risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes riscos. Algumas medidas podem ser bem radicais ou ter efeitos colaterais importantes. Retirar as mamas e tomar Tamoxifen são exemplos destas medidas. A indicação destes procedimentos e a discussão dos prós e contras é individual e deve ser tomada junto com um médico muito experiente nestes casos.

Alterações nas mamas:

Ter tido um câncer de mama prévio é um dos maiores fatores de risco para este tipo de câncer. Manter-se dentro do peso ideal, fazer exercício físico, seguir corretamente as recomendações do seu médico e fazer os exames de revisão anuais são medidas importantes para diminuir a volta do tumor ou ter um segundo tumor de mama.
Ter feito biópsias mesmo que para condições benignas está associado a um maior risco de ter câncer de mama.
Mamas densas na mamografia está associado a um maior risco para este tumor. É muito importante que a mamografia seja feita em um serviço qualificado e que o exame seja comparado com exames anteriores.

Sintomas do câncer de mama:

O câncer de mama normalmente não dói. A mulher pode sentir um nódulo (ou caroço) que anteriormente ela não sentia. Isso deve fazer ela procurar o seu médico. O médico vai palpar as mamas, as axilas e a região do pescoço e clavículas e se sentir um nódulo na mama pedirá uma mamografia.

A mulher também pode notar uma deformidade na suas mamas, ou as mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma "ferida" (ulceração) na pele com odor muito desagradável.

No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e vermelha.

Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima devem fazer a mulher procurar o seu médico rapidamente. Só ele pode dizer se estas alterações podem ou não ser um câncer.

Como se faz o diagnóstico de câncer de mama:

A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para detecção precoce do câncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma. Caso a mama seja muito densa, o médico também vai pedir uma ecografia das mamas.

Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia que pode ser feita por agulha fina ou por agulha grossa. Geralmente, esta biópsia é feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, o material é examinado por um patologista (exame anátomo-patológico) que definirá se esta lesão pode ser um câncer ou não.

Tratamento para o câncer de mama:

Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem o que é mais adequado em cada caso. Antes da decisão de que tipo de tratamento é mais adequado o médico analisa o resultado do exame anátomo-patológico da biópsia ou da cirurgia se esta já tiver sido feita. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo.

Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia onde se tira o tumor. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente um quarto da mama ou setorectomia) ou retira a mama inteira (mastectomia) e os gânglios axilares.

As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de mais algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia.

Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada está a doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia. Radioterapia é o tratamento que se faz aplicando raios para eliminar qualquer célula que tenha sobrado no local da cirurgia que por ser tão pequena não foi localizada pelo cirurgião nem pelo patologista. Este tratamento é feito numa máquina e a duração e intensidade dependem das características do tumor e da paciente.

Quimioterapia é o uso de medicamentos, geralmente intravenosos, que matam células malignas circulantes. O tipo de quimioterápico utilizado depende se a mulher já está na menopausa e a extensão da sua doença. Hormonioterapia é o uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. Este tratamento é dado para aquelas pacientes em que o tumor mostrou ter estes receptores positivos (receptor de estrogênio e receptor de progesterona).

Detecção precoce do câncer de mama:

O exame de palpação realizado pelo médico e a mamografia são os exames realizados para uma detecção precoce desse tipo de câncer.

Como o médico faz esse exame?

O exame mais fácil de se realizar para se detectar uma alteração da mama é o exame de palpação. Neste exame o médico palpa toda a mama, a região da axila e a parte superior do tronco em busca de algum nódulo ou alteração da pele, como retração ou endurecimento, e de alguma alteração no mamilo.

A mamografia é um Raio X das mamas e das porções das axilas mais próximas das mamas. Nesse exame, o radiologista procura imagens sugestivas de alterações do tecido mamário e dos gânglios da axila. A ecografia das mamas pode auxiliar o radiologista a definir que tipo de alterações são essas.

Esses exames, quando realizados anualmente ou mais freqüentemente, dependendo da história individual da paciente (presença de fatores de risco ou história de tumores e biópsias prévias), pode diminuir a mortalidade por esse tipo de tumor, quando realizados entre os 50 e os 69 anos.

Porém, este tipo de tumor tem características diferentes para populações diferentes. Isto altera o quanto a mamografia é eficaz em diminuir a mortalidade por este tipo de tumor.

Realizar esses exames entre os 40 e os 49 anos pode diminuir a mortalidade por este tipo de tumor, mas o efeito dessa diminuição só se dará quando essas mulheres tiverem mais de 50 anos.

Fonte: Terra

A Mulher sexualmente feliz

*Por Jordana Fantini

A mulher sexualmente feliz confia em si mesma, tem autonomia sobre seus atos.

Sabe que dá conta do recado.

A mulher sexualmente feliz não acha que toda mulher é vítima;

Portanto não se sente uma;
Se permite até ser um tanto quanto sarcástica.

A mulher sexualmente feliz sabe a hora de ser feminina e a hora de ser feminista;

Sabe ser feliz na conquista e na rotina;
Nâo valida sua felicidade medindo o quanto é amada e desejada;
A mulher sexualmente feliz curte o sexo, não depende dele.

A mulher sexualmente feliz separa um momento pra ser amante e um momento pra ser amada;

Segura pra não se empolgar, mas se acontecer, nâo tem problema, tem tudo sobre controle.
A mulher sexualmente feliz sabe a hora de comprar e a hora de gozar;
Não troca uma coisa pela outra.
Para a mulher sexualmente feliz, cada prazer é um prazer, não dá pra substituir.

A mulher sexualmente feliz nâo perde tempo em clínica de estética e nâo tem medo de ficar velha;
Confia sempre no seu taco;
Se acha linda e poderosa;
Sabe que se algum dia nâo sobrar nenhum atrativo físico, vai continuar sendo uma mulher muito interessante.

A mulher sexualmente feliz é sexualmente feliz enquanto é dona de casa, mãe e tambem quando paga as contas;
Separa um tempinho do dia para cuidar de si mesma;
Consegue ter um orgasmo sem ter medo de perder o controle.

A mulher sexualmente feliz goza da vida quando dança, cozinha, ou mesmo quando está cansada do dia a dia;
Quando se veste pra ter prazer é porque está pronta pra ter prazer;
Não tem medo de experimentar novas sensações e acha linda a caretisse.

A mulher sexualmente não é a mulher mais sexy, magra de cabelos intocáveis, loira, fatal, boazuda sem celulite, estria ou gordura localizada;
A mulher sexualmente feliz é somente uma mulher feliz!

Mundo Ela 

Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil


CLÁUDIA COLLUCCI  Folha.com

Em uma década, dispararam no país os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção por HPV (papilomavírus humano), transmitidos por sexo oral.
O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990. Não há um aumento do número total de casos, mas sim uma mudança no perfil da doença. 

Antes, cânceres de boca e da orofaringe (região atrás da língua, o palato e as amígdalas) afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras.
Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido. 

Uma recente análise publicada no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV. 

MAIS CASOS
 
No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos. 

O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos ""antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.
"O aumento dos tumores por HPV é real, e não porque houve melhora do diagnóstico. Os casos relacionados ao tabaco vêm caindo, mas o HPV está ocupando o lugar", diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo. 

No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos. 

"Começa-se a notar um maior número de mulheres com esse câncer, por causa do sexo oral desprotegido", diz o oncologista Gilberto de Castro Júnior, do Icesp.
No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada, segundo o cirurgião André Lopes Carvalho. 

"A maioria dos nossos pacientes tem o perfil clássico, de homens mais velhos que bebem e fumam. Mas estamos percebendo uma virada." O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. Segundo o cirurgião Fernando Dias, coordenador da área de cabeça e pescoço do instituto, o HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe. 

"O HPV está criando um novo grupo de pacientes. Por isso, é preciso reforçar a necessidade de fazer sexo oral com preservativo." O Inca estima que, por ano, o país registre 14 mil novos casos de câncer de boca. 

Segundo os especialistas, a boa notícia é que os tumores de orofaringe relacionados ao HPV têm um melhor prognóstico em relação àqueles provocados pelo fumo.
Paulo Kowalski afirma que eles respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia e, muitas vezes, não há necessidade de cirurgia. 


VACINA
A vacina contra o HPV não é aprovada para homens no Brasil. Nos EUA, onde foi liberada, a imunização masculina não protege contra o HPV 16, o tipo que mais causa câncer de boca e de orofaringe. 

No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900.

Editoria de Arte/Folhapress

Avisos antitabagismo em pacotes de cigarro podem ser eficazes

Um estudo realizado em 14 países – Bangladesh, Brasil, China, Egito, Índia, México, Filipinas, Polônia, Federação Russa, Tailândia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vietnã – entre os anos de 2008 e 2010 mostram que os avisos antitabagismo impressos em maços de cigarro fizeram que com os usuários se interessassem em parar de fumar.

 O impacto dos avisos variou de acordo com o país, porém mais de 90% dos fumantes deram atenção às mensagens. As exceções foram a Índia (78,4%) e o México (83,5%).
 O estudo mostra que as campanhas antifumo veiculadas em maços industrializados de cigarro podem conscientizar a população quanto aos malefícios do hábito de fumar, incentivando o abandono do vício.
Boa Saúde

A década de aumento dos seios

Em tempos em que a cirurgia plástica faz milagres, o sonho de ter seios fartos se torna realidade para muitas mulheres. Segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, as cirurgias para implante de próteses mamárias aumentaram em 40% na última década. Só em 2010, cerca de 300.000 mulheres se submeteram ao procedimento nos Estados Unidos.

Por outro lado, a procura por cirurgias como rinoplastia, lipoaspiração e aumento de lábios diminuiu. Enquanto o número de implantes mamários foi de 296.203, as cirurgias de redução somaram 82.871. Contudo, os médicos destacam que esse procedimento requer cuidados, e que a pessoa deve procurar um profissional de confiança para fazê-lo.
Boa Saúde

SÍNDROME DE TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL



Também conhecida por TPM, é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual podendo ser tão severos que interfiram significativamente na vida da mulher.

A TPM é uma desordem neuropsicoendócrina com sintomas que afetam a mulher na esfera biológica, psicológica e social.

A tendência hoje é acreditar que a função fisiológica do ovário seja o gatilho que dispara os sintomas da síndrome alterando a atividade da serotonina (neurotransmissor) em nível de sistema nervoso central.

O tratamento depende da severidade dos sintomas e incluem modificações alimentares, comportamentais e tratamentos medicamentosos.

Os sintomas mais comuns incluem:

Por ordem de freqüência: DESCONFORTO ABDOMINAL, MASTALGIA CEFALÉIA, FADIGA, IRRITABILIDADE, TENSÃO, HUMOR DEPRIMIDO, HUMOR LÁBIL, AUMENTO DO APETITE, ESQUECIMENTO E DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO, ACNE, HIPERSENSIBILIDADE AOS ESTÍMULOS, RAIVA, CHORO FÁCIL, CALORÕES, PALPITAÇÕES e TONTURAS.

Irritabilidade (nervosismo),
Ansiedade (alteração do humor com sentimentos de hostilidade e raiva),
Depressão (com sensação de desvalia, distúrbio do sono, dificuldade de concentração)
Cefaléia (dor de cabeça),
Mastalgia (dor ou aumento da sensibilidade das mamas),
Retenção de líquidos (inchaço ou dor nas pernas),
Cansaço,
Desejos por alguns alimentos como chocolates, doces e comidas salgadas.

Deve ser realizado um controle objetivo do ciclo menstrual (através de um diário) pelo período mínimo de dois ciclos. Devem ser excluídos outros transtornos como hiper ou hipotireoidismo, perimenopausa, enxaqueca, fadiga crônica, síndrome do intestino irritável ou exacerbação pré-menstrual de doenças psiquátricas; depressão, que pode se intensificar nesse período (magnificação pré- menstrual).


História, exame físico cuidadoso, avaliação endócrina ginecológica quando o ciclo menstrual é irregular, perfil bioquímico, hemograma e TSH para excluir condições médicas que podem apresentar sintomas que simulem uma TPM. Importante fazer o diagnóstico diferencial com a condição psiquiátrica: distúbio disfórico pré-menstrual.

O tratamento medicamentoso inclui o manejo específico de cada sintoma e deve ser individualizado. A maioria dos tratamentos medicamentosos propostos não se mostraram mais eficazes do que tratamentos placebo (progesterona, espironolactona, óleo de prímula e vitaminas B6 e E, ingestão de cálcio e magnésio). A fluoxetina, foi a única droga que mostrou eficácia, entretanto foi aprovada pelo FDA apenas para PMDD (Forma mais severa de TPM, com prevalência dos sintomas de raiva, irritabilidade e tensão). Na Europa esta droga não é aprovada na Europa para uso nem mesmo em PMDD.

Medidas preventivas são igualmente importantes e incluem:

orientação: explicar que a TPM não é grave e que os sintomas podem variar a cada ciclo,
modificações alimentares com diminuição da gordura, sal, açúcar e cafeína (café, chá, bebidas a base de colas),
fracionamento das refeições,
dieta com boas fontes de cálcio (leite e iogurte desnatado) e magnésio (espinafre), diminuição da ingestão de álcool,
parar de fumar,
fazer exercícios regulares (aeróbicos: 20 minutos 3 vezes por semana),
manejar o estresse.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que eu sinto naqueles dias antes do período menstrual são "coisas da minha cabeça"?

Os sintomas desagradáveis que surgem antes da menstruação podem ser considerados uma doença?

Existe tratamento para a Síndrome de Tensão Pré-Menstrual?

Qual o critério para determinar a gravidade da TPM?

Quando a TPM é caracterizada como desordem disfórica pré-menstrual?

Quando é necessário acompanhamento psiquiátrico para TPM?

Fazer exercícios físicos e de relaxamento ajudam no tratamento da TPM?

Quais os alimentos mais indicados para estes dias?

Deve usar vitaminas ou suplementos alimentares para ajudar na melhora dos sintomas?

Devo suspender o uso de álcool e cigarros?

Fonte: Terra

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Confira oito alimentos que ajudam a combater o estresse

A correria do dia a dia costuma resultar em estresse. A boa notícia é que alguns alimentos têm o poder de ajudar a combater o problema. Quer saber quais são? Então, clique na aba de fotos e confira. As informações são do médico e nutrólogo José Roberto Kater.

Vale acrescentar que algumas iguarias são estressoras quando consumidas em excesso. É o caso do café, chás-preto ou verde, chocolate, álcool, gorduras e frituras. Portanto, controle-se!

1 - Carboidratos complexos: os carboidratos complexos são os alimentos que melhor aumentam a produção de serotonina (ligada ao bem-estar) e, portanto, são mais relaxantes e têm ação mais prolongada. A lista de opções conta com massas integrais, cereais e leguminosas: arroz integral, macarrão integral, batata, pão integral, mandioca, inhame, mandioquinha, batata-doce, feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha.

2 - Doces:
em uma situação aguda de estresse, vale apostar em qualquer alimento doce, como o chocolate (apenas um) ou mel. É que os Açúcares abrem caminho para o triptofano, um aminoácido que penetra no cérebro e produz serotonina. Mas cuidado para não cometer excessos e engordar. Os diabéticos devem se precaver por conta do aumento da glicemia.

3 - Cebola:
a cebola colabora contra o estresse por contar com uma substância chamada quercetina. Além de excelente antioxidante, é um calmante natural. Os antigos egípcios já usavam a iguaria com a finalidade de acalmar.

4 - Fibras:
o intestino produz 90% da serotonina do corpo. Então, aumente o consumo de fibras para melhorar a flora intestinal. Coma cereais integrais, frutas (principalmente com casca) e verduras. Lance mão de prebióticos e probióticos, como FOS (um tipo de fibra solúvel vendida em cápsulas) e lactobacilos, mas um profissional deve indicar se você necessita ou não desses recursos

5 - Hortaliças e frutas:
os alimentos devem oferecer vitaminas e minerais importantes para o metabolismo cerebral, como vitamina C, E, betacaroteno, complexo B e minerais (selênio, zinco, magnésio e lítio). Portanto, nada melhor que investir em hortaliças e frutas em geral.

6 ¿ Arroz com feijão:
aposte em proteínas de origem vegetal. A combinação de arroz integral com feijão é uma boa dica, porque apresenta a mucuna, uma precursora de dopamina (ligada à sensação de prazer e motivação)

7 - Proteínas de origem animal e ômega 3: proteínas de origem animal também são indicadas. Podem vir de peixes de águas frias e frutos do mar. Além disso, os ácidos graxos poli-insaturados do tipo ômega 3 são úteis para melhorar o funcionamento do cérebro e estão no salmão, sardinha, arenque, trutas e também na linhaça

8 - Castanhas e sementes:
quando o assunto é combater o estresse, não se esqueça das castanhas (noz, castanha-do-Pará, amêndoa, pistache) e das sementes (abóbora, gergelim e linhaça) 

Fonte: Terra





Novo exame para câncer de próstata

Um novo exame foi desenvolvido na Universidade da California (EUA) para o diagnóstico do câncer de próstata. O teste é mais sensível do que o utilizado atualmente. Ele mede os níveis de antígenos específicos desse tipo de câncer e também seis anticorpos também específicos da condição.

O pesquisador Gang Zeng afirma que “essa é uma nova abordagem muito promissora. Ao invés de usarmos apenas um parâmetro, antígenos específicos do câncer de próstata, nós usamos parâmetros múltiplos que podem ser medidos em uma única reação”.

Como o teste usado tradicionalmente não diferencia o câncer de próstata da hiperplasia prostática, o novo exame traz novas perspectivas de tratamento e diagnóstico para pacientes desse tipo de câncer.

Boa Saúde