quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Encantos da música

                                            ©Shutterstock
 Sons melódicos influem no bem-estar físico e mental

 A música nos consola, anima, marca momentos especiais e favorece a criação de laços, mesmo não sendo necessária para a sobrevivência ou a reprodução. Cientistas já concluíram que sua influência pode ser um evento casual, que surge de sua capacidade de mobilizar sistemas do cérebro constituídos com outros objetivos – como dar conta da linguagem, da emoção e do movimento.

Em seu livro “Como a mente funciona”, o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva”, feita para “pinicar” áreas cerebrais envolvidas em funções importantes. Mas, como resultado desse acaso, os sons harmoniosos oferecem um novo sistema de comunicação, com base mais em percepções sutis que em significados. Pesquisas recentes mostram, por exemplo, que a música conduz certas emoções de forma consistente: o que sentimos ao ouvir algumas canções e melodias é bastante similar ao que todas as outras pessoas na mesma sala sentem.

Evidências também indicam que a música faz aflorar respostas previsíveis em pessoas de culturas diversas, com capacidades intelectuais e sensoriais variadas. Até mesmo recém-nascidos e adultos com cognição prejudicada apreciam a musicalidade.

“A música parece ser a forma mais direta de comunicação emocional, uma parte importante da vida humana, como a linguagem e os gestos”, afirma o neurologista Oliver Sacks, da Universidade Columbia, autor de “Alucinações musicais – Relatos sobre a música e o cérebro” e “Musicofilia”.

Tais comunicações fornecem um meio para as pessoas se conectar emocionalmente e, assim, reforçar os vínculos que são a base da formação das sociedades humanas – o que certamente favorece a sobrevivência.

Ritmos podem facilitar interações sociais, como marchar ou dançar juntos, solidificando relações. Além disso, os tons nos afetam individualmente manipulando nosso humor e, até mesmo, a psicologia humana de forma mais efetiva do que palavras – para excitar, energizar, acalmar ou promover a boa forma física.

Por Karen Schrock
Fonte: Mente e Cérebro

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