quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os prós e contras de suspender a menstruação

Incômodos característicos levam mulheres a cessarem definitivamente o ciclo menstrual

 

A menstruação significa para algumas mulheres o ápice da sua feminilidade e fertilidade. Para outras, ela representa somente incômodos como dores, inchaços, cólicas e a temida tensão pré-menstrual (TPM). Porém, atualmente, as mulheres do segundo grupo têm ao seu alcance a escolha de cessar a menstruação e por consequência, diminuir e até eliminar os sintomas que ela traz. Em alguns casos, a suspensão da menstruação é indicada pelo próprio médico a fim de tratar algumas doenças como mioma, endometriose (inflamação da camada que reveste o útero) e anemia.


O primeiro passo de quem deseja parar de menstruar é procurar um profissional para auxiliá-la. “É importante avaliar se a mulher possui indicação formal para suspender a menstruação ou se ela apresenta fortes sintomas de TPM, que prejudiquem seu dia a dia. Em casos de mulheres com pequenos sangramentos, não vale a pena o tratamento, pois ele envolve grandes alterações hormonais”, explica o médico ginecologista obstetra Domingos Mantelli Borges Filho.

Métodos

A ginecologista obstetra Denise Gomes, diretora médica da Plena Clínica, explica que existem quatro métodos mais utilizados na interrupção da menstruação. O mais comum é o uso contínuo da pílula anticoncepcional por via oral. Neste caso a paciente toma o medicamento, que pode ser uma combinação dos hormônios estrógeno e progesterona, sem interrupções.


O outro método é a administração da injeção de progestogênio trimestral.
O DIU com progesterona é um dispositivo em forma de T que é colocado pelo médico no útero da mulher e que pode durar cinco anos. E por fim, há o implante subcutâneo, um pequeno bastão é inserido, geralmente no braço da mulher, e libera diariamente o hormônio para inibir a menstruação e pode ser usado por até três anos.

Vantagens e desvantagens

As vantagens em interromper os ciclos menstruais mensais é que os anticoncepcionais hormonais reduzem o risco de surgimento de endometriose, miomas uterinos, câncer no endométrio. Além disso, combatem cólicas menstruais e auxiliam no combate à anemia e à tensão pré-menstrual.

Para as mulheres que querem inibir a menstruação, mas têm medo da infertilidade, a médica desmistifica o tema. “Os métodos hormonais não causam infertilidade permanente. Alguns meses após a interrupção do tratamento as mulheres estão aptas para a fecundação, mas é imprescindível visitar o ginecologista regularmente para verificar alterações indesejadas e controlar as taxas hormonais”, conta Denise.


Outra preocupação constante é sobre onde vai parar o sangue que não é liberado pelo corpo da mulher. “Quase todos os métodos inibem a ovulação. Com isso, o endométrio (camada que reveste o útero que se prepara para a chegada do óvulo) não se forma e logo não há o que sangrar ou eliminar do corpo”, explica Mantelli.


Como o tratamento é todo baseado na administração de hormônios, as fumantes, mulheres que têm problemas na tireoide ou que já tiveram trombose, não são aconselhadas a interromper o ciclo menstrual.

A possibilidade de iniciar um tratamento deste tipo inclui alguns problemas. “O fim da menstruação pode acarretar em aumento da oleosidade da pele e de acne ou reduzir a libido de algumas mulheres”, afirma. Denise.

Uma decisão

A massoterapeuta Rosângela Souza Barbieri, de 33 anos, decidiu parar de menstruar há três. “Tinha muitos sintomas por causa da menstruação. Dor nas costas, compulsão por doces e retenção de líquidos. E os sintomas chegavam a durar duas semanas. Com o fim do ciclo, fiquei mais disposta e não tenho mais problemas com os treinos de corrida”, conta.


Os dois profissionais ainda sugerem que a mulher deve ter acesso às informações para poder decidir, junto com um médico, se pode aumentar sua qualidade de vida cessando sua menstruação com um tratamento adequado e supervisionado.

Por Gisele Macedo Sá
Fonte: Dicasdemulher

Aprenda cuidar da higiene íntima e evite odores indesejados

Produtos de higiene íntima até disfarçam odores da região genital e evitam infecções, mas não precisam ser usados todos os dias. Saiba por quê.

 

Odor forte representa uma infecção quando vem acompanhado de secreções, coceira, ardência e dor
Foto: Getty Images

 Por trás de uma atitude que aparentemente seria apenas uma questão de higiene, existe um incômodo feminino velado: a má relação com o próprio cheiro, ou melhor, com o odor natural da região genital. "A mulher não lida bem com o odor da vulva nem com a secreção normal", atesta a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, coordenadora do Ambulatório da Sexualidade Feminina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


Para a médica, isso está relacionado à falta de intimidade com o próprio corpo, o que é fruto de uma educação sexualmente repressiva. "É comum a mãe dizer à filha para não colocar a mão na genitália por ser 'suja' ou 'nojenta'", diz Carolina. Isso explica por que tantas mulheres usam os produtos de higiene íntima diariamente e de forma até exagerada. "Eles não são essenciais para uma boa higiene íntima", revela. Entenda os motivos.


O que é pH vaginal?


Trata-se do grau de acidez que mantém a flora vaginal em equilíbrio e impede a ação de bactérias. O pH ideal (medido em exames de laboratório) fica entre 3,5 e 4,5. Quando esse número é alterado (por vários motivos, como estresse ou uso contínuo de antibióticos), alguns micro-organismos se proliferam na região, causando infecções vaginais. Produtos de higiene íntima seguem o padrão vaginal (de 3,5 a 4,5) e mantêm a acidez necessária para evitar infecções, mas a higiene íntima não precisa necessariamente ser feita só com esses produtos. "Eles podem ajudar mulheres que vivem tendo infecções ginecológicas", diz Carolina. O sinal de alerta é quando surgem três infecções em seis meses. "Quem não convive com esse problema não precisa usar esses produtos todos os dias", completa a médica. "Recomendo usar, no máximo, duas vezes por semana. E, na falta deles, substitua por sabonete neutro ou infantil", conclui a ginecologista Carolina.


Qual a importância da limpeza?


Mais importante do que "qual produto usar" é "como higienizar" corretamente a vulva, que é diferente da vagina: a primeira é a parte externa e a segunda, a interna. A limpeza, explica a ginecologista, deve ser diária, sempre com água corrente e sabonete comum. "É importante passar os dedos entre os pequenos e grandes lábios para tirar a gordurinha branca produzida naturalmente", ensina. "Além disso, é proibido lavar internamente a vagina com ducha, porque isso vai desequilibrar o pH e facilitar infecções." Também não é necessário lavar a região após evacuar: mas a limpeza com papel higiênico deve ser sempre feita da frente para trás, a fim de evitar qualquer contaminação vaginal. Não é preciso também fazer uma limpeza especial após a relação sexual, orienta Carolina. "Basta lavar normalmente com água e sabonete."


Quando o odor é anormal?


Um corrimento deixa de ser uma secreção natural e vira infecção quando está amarelo, provoca coceira, ardência, dor e odor forte. "Fica igual ao cheiro de peixe podre", diz a ginecologista Carolina. Se não existe nenhuma dessas alterações, não há motivo para se preocupar. Para as mulheres que se sentem desconfortáveis com a secreção e odor característicos, a médica aconselha a levar na bolsa calcinha extra e limpa, e trocá-la durante o dia. "É muito melhor do que passar encinho íntimo toda hora, porque esse hábito pode retirar a proteção natural", ressalta a médica. "Mas a limpeza com lencinho uma vez ao dia é até aceitável". Só durante o período de menstruação esse produto é bem-vindo a qualquer momento.

 Reportagem: Ciça Vallerio - Edição: MdeMulher
Conteúdo do site ANAMARIA

Anticorpos contra o HIV são descobertos no leite materno

Anticorpos que ajudam a impedir a infecção pelo vírus HIV foram encontrados no leite materno humano.
 
Pesquisadores da Universidade Duke (EUA) isolaram os anticorpos de células do sistema imunológico, chamadas células B, no leite materno de mães soropositivas.

Os pesquisadores demonstraram que as células B no leite materno podem gerar anticorpos neutralizantes que inibem o vírus que causa a AIDS.
O HIV-1 pode ser transmitido de mãe para filho através da amamentação, o que é um grande problema para as práticas de alimentação infantil segura em áreas de alta prevalência do vírus.

Contudo, apenas 1 em cada 10 mães infectadas pelo HIV passam o vírus aos seus bebês.

Os dois anticorpos com propriedades neutralizantes do HIV-1 agora isolados do leite materno dizem algo sobre a transmissão adulto-adulto, e não apenas sobre a transmissão de mãe para filho.

Os médicos então começaram a se questionar se haveria uma resposta imunológica que protege os outros 90% das crianças.

Eventualmente, essa resposta poderá ser usada para desenvolver uma profilaxia durante a amamentação para as mães infectadas, evitando inteiramente a transmissão do vírus para as crianças

A Dra. Permar conta que a transmissão do HIV-1 ocorre sobretudo nas mucosas do corpo – superfícies revestidas com células epiteliais, tais como o trato gastrointestinal ou o tecido vaginal.

Os compartimentos mucosais todos têm suas próprias células imunológicas.
“Estamos entusiasmados com esta descoberta porque as células do sistema imunológico nos compartimentos da mucosa podem trocar informações e migrar entre os compartimentos”, disse Permar. “Assim, os anticorpos que foram encontrados no leite materno podem agir em outros tecidos.”

Fonte: Robson Pires

Osteoporose pode atingir 33% das mulheres e virar epidemia até 2050. Saiba por que

Pesquisa feita pela IOF (Internacional Osteoporosis Foundation) revelou que nos próximos 38 anos os casos de mulheres brasileiras com a doença da osteoporose pode se tornar caso de saúde pública.

 No Brasil, a osteoporose é reconhecida como um problema de saúde importante
Foto: Getty Images

 

Ao menos uma em cada cinco mulheres acima dos 50 anos tem osteoporose hoje no Brasil e 3 milhões sofrem com fraturas vertebrais decorrentes da doença, aponta pesquisa realizada em 14 países da América Latina e divulgada na quinta-feira (24), pelo IOF (Internacional Osteoporosis Foundation), maior organização não governamental do mundo dedicada à osteoporose. O número é preocupante e, segundo um mapeamento feito pelos médicos da fundação, deve aumentar cerca de 14% até 2050 devido ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Outros fatores divulgados pela IOF que farão o número de mulher com osteoporose aumentar estão relacionados aos hábitos de vida como alimentação.


A osteoporose é uma doença crônica que costuma aparecer com a idade e atinge principalmente mulheres com mais de 50 anos no período pós-menopausa, quando os níveis de estrógeno (hormônio sexual que faz os ossos permanecerem fortes) diminuem. A doença enfraquece a massa óssea do nosso corpo e nos deixa frágeis e suscetíveis a fraturas, principalmente no pulso, quadril e vértebras.  Frequentemente a doença se desenvolve de forma silenciosa durante vários anos, sem sintomas ou dor e apesar de ser tratável a osteoporose exige da paciente uma combinação de mudanças no estilo de vida para que não haja quebra de ossos e debilitação física. Saiba por que as mulheres brasileiras estão prestes a passar por uma epidemia de "ossos fracos".


Aumento da expectativa de vida

Segundo o IBGE, hoje a expectativa de vida das mulheres brasileiras é de 71 anos e até 2050 esse número pode chegar a 81 anos. Ou seja, com mais mulheres idosas evidentemente o número de casos de osteoporose também vai aumentar, já que a doença se manifesta principalmente a partir dos 50 anos de idade.

 
Teremos mais idosos
De acordo com o Censo de 2010 a população brasileira com mais de 60 anos de idade representava 20 milhões de pessoas, três vezes a mais do que 30 anos atrás, em 1982. Isso indica que os idosos estão vivendo cada vez mês e crianças estão nascendo cada vez menos, invertendo a pirâmide etária.


Urbanização

Segundo o levantamento da IOF, a urbanização será um fator decisivo para o aumento da osteoporose. Estilo de vida, alimentação, e saúde nas grandes cidades estão relacionadas ao aparecimento da doença.

Estilo de vida: Pode parecer um pouco um pouco estranho, mas quem vive no campo tem menos chances de desenvolver a osteoporose do que quem vive nos grandes centros urbanos, segundo o médico da IOF e presidente da Associação Brasileira de Avaliação as Saúde Óssea, Dr. Bruno Muzzi. Isso acontece porque tomar sol e praticar exercícios físicos de impacto (corrida, caminhada, bicicleta) são fundamentais para saúde dos nossos ossos. Quem vive no campo está habituado passar mais tempo ao ar livre e também praticar atividades que demandam mais esforço muscular, já quem vive nas grandes cidades costuma ter uma vida mais sedentária, passar mais tempo dentro de escritórios e dentro de casa, praticar atividades físicas em lugares fechados como academias. Tomar sol é fundamental para o corpo produzir vitamina D. Por meio dos raios do tipo ultravioleta B nosso organismo produz essa vitamina que melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos.


Alimentação: Segundo a IOF, a alimentação também é um fator determinante para o aumento dos casos de fratura por osteoporose. Comidas pré-prontas, refrigerantes e os  "fast-foods" tão recorrentes no nosso dia-a-dia contém muito sódio e fósforo, grandes vilões para os ossos – nosso corpo eliminam seus excessos junto o cálcio, componente essencial para garantir força aos ossos.
  
Saúde: Casos de problemas respiratórios e alérgicos são bem mais comuns nas grandes cidades, segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia). Para tratar esses problemas geralmente os pacientes utilizam medicamentos a base de cortisona e corticosteroides, uma classe de esteroides que também é eliminada do nosso corpo junto com cálcio, além de interferir na produção do estrógeno. Outro fator diretamente ligado a saúde é a obesidade; cirurgias de redução do estômago feitas para emagrecimento alteram a absorção de nutrientes e componentes pelo intestino, também contribuindo para o enfraquecimento dos ossos.

 Mariana Zanon

Fonte: Mdemulher

domingo, 27 de maio de 2012

Mensagem: Claro que dá para sorrir, sempre!!

 

O sofrimento pode NÃO existir.
Ele é algo que aprendemos a sentir dentro de uma situação que contraria a nossa vontade.

A situação existe, mas sofrer dentro dela pode ser escolha nossa.


Finanças:


Se o dinheiro está "curto" ... Sorria!

O sorriso atrai a prosperidade.

Família:


Se está havendo conflitos ... Sorria!

O sorriso dissolve as energias pesadas.

Trabalho:


Se o progresso parece lento ... Sorria!

O sorriso abre portas para novas possibilidades.

Amigos:


Se alguns o desapontaram ... Sorria!

O sorriso é um imã para novas amizades.

Saúde:


Se não está bem ... Sorria!

O sorriso fortalece as defesas do corpo.

Idade:


Se ela o preocupa ... Sorria!

O sorriso emite a luz da jovialidade.

Solidão:


Se ela aparecer ... Sorria!

O sorriso conquista boas companhias.

Amor:


Se você está sem nenhum ... Sorria!

O sorriso nos torna mais atraentes.

Há momentos na vida em que realmente não dá para sorrir.


Nesses momentos sorria para Deus:

Ele há de retribuir o seu sorriso !!

(Desconheço a autoria)

A todos uma excelente semana !!!
Beijos no coração !! 

                 Jacinta
                             

Estresse pode encolher o seu cérebro?

Você leu corretamente. Segundo pesquisa recente da Universidade de Tóquio, no Japão, o estresse pode causar encolhimento do córtex orbito-frontal, região do cérebro responsável pela tomada de decisões e pela regulação das emoções.

Pelo menos, foi o que se observou em 42 sobreviventes do tsunami – causado por um terremoto de magnitude 9 –, que varreu parte do nordeste do Japão no último ano.

Para melhor compreender o transtorno de estresse pós-traumático – uma forma de depressão causada por uma experiência geralmente ruim e traumatizante –, os cientistas japoneses compararam tomografias cerebrais de 42 adolescentes saudáveis, feitas dois anos antes do tsunami, com imageamentos feitos em até quatro meses depois do incidente, com os mesmos jovens.

Como escreveram os cientistas no periódico Molecular Psychiatry, aqueles que desenvolveram estresse pós-traumático tiveram uma diminuição do córtex orbito-frontal.

O médico Atsushi Sekiguchi, principal responsável pelo estudo, afirma que as mudanças de volume na região estão relacionadas ao grau de severidade da doença, mas não são permanentes. O cérebro parece voltar ao normal depois de algum tempo.

Contudo, as implicações dessa descoberta ainda não são claras para os especialistas. Por enquanto, só se sabe que essas mudanças no volume cerebral podem ajudar a diagnosticar mais facilmente o estresse pós-traumático.

“O que causou estresse nesses pacientes não foi apenas o terremoto, mas também os posteriores tremores frequentes, o tsunami, o vazamento radioativo, entre outras razões”, conta Sekiguchi. Cerca de 19 mil pessoas morreram no terremoto de 2011, que atingiu as ilhas japonesas. [MedicalExpress, Telegraph, Foto]
 Fonte: Hypescience - por Luan Galani 

sábado, 26 de maio de 2012

A guerra de 40 anos contra o câncer




No dia 23 de dezembro de 1971, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, assinou o Ato Nacional do Câncer. A nova legislação teve grande apoio e veio em um tempo de muito otimismo. Muitos pensaram que essa passagem iria levar-nos até a cura da doença em poucos anos.

A legislação nunca mencionou a palavra “guerra”, mas alguns a consideram uma declaração de guerra ao câncer. A lei, e o movimento por trás dela, tirou a doença das sombras.

Quarenta anos depois, a guerra continua, e muito do otimismo acabou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, no ano 2030, a expectativa é de 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. O maior efeito desse aumento vai incidir em países de baixa e média rendas.

Esse ano, no Brasil, as estimativas (também válidas para o ano de 2013) apontam a ocorrência de aproximadamente 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma. Os tipos mais incidentes são os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago para o sexo masculino, e cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide para o sexo feminino.

Como a batalha obviamente não terminou, fica a pergunta: o que conseguimos nesses 40 anos?

Hoje, sabemos que o câncer é muito mais complicado do imaginávamos em 1971. A ciência conseguiu oferecer uma compreensão fantástica da doença em nível celular e molecular. Isso adicionou uma definição do câncer baseada na genética. 

O Ato Nacional de 1971 ofereceu recursos para pesquisas federais, especialmente as do Instituto Nacional do Câncer americano. Quatro décadas depois, muitas clínicas desenvolveram tratamentos, especialmente quando para os estágios iniciais da doença. Infelizmente, poucos casos de câncer conseguem ser curados após a metástase – quando ele se espalha para outras partes do corpo. 

A expansão da epidemiologia do câncer e dos programas de prevenção, em conjunto com a ciência, tem definido muitas causas da doença e maneiras de preveni-la. Ainda em 1971, estudos revelaram que o tabaco causa câncer de pulmão e doenças cardíacas. Estudos posteriores mostram que o fumo está ligado a 14 tipos de câncer e várias outras doenças. Outras causas já comprovadas do câncer são os poluentes do ambiente e a combinação de obesidade, ingestão de muitas calorias e falta de atividade física.

Com o tempo, o registro dos casos melhorou. Isso foi importante para revelar o aumento da mortalidade e declínio do câncer ao longo dos anos.

Os esforços para controlar a doença já salvaram milhares de pessoas. Mas pesquisas atuais mostram que ainda há muito potencial de prevenção. Por exemplo, um estudo recente mostrou que um em cada seis casos de câncer (2 milhões por ano) são causados por infecção tratáveis ou evitáveis. Isso pode ocorrer por falta de tratamento adequado, que não é disponível e aplicado em toda a população.

Em uma guerra, 2 milhões de mortes evitáveis são inaceitáveis. Mas com o câncer, isso é esquecido. Nos resta lutar para que seja lembrado.[CNN]

Fonte: Hypescience - por Bernardo Staut

Veja as 8 coisas que precisa saber sobre sua região íntima




1. É possível contrair uma DST mesmo usando preservativo- Isso mesmo, a camisinha não impede completamente que você contraia uma doença sexualmente transmissível (DST). Se a pele da vulva entra em contato com a pele afetada no escroto, ainda pode pegar uma DST. Por isso, dormir com diversos homens de forma aleatória pode não ser uma boa ideia. Pelo menos, se sair com os mesmos de um círculo fechado saberá de quem contraiu algo.

 2. Use ou perca -Normalmente, mulheres após a menopausa tendem a ter uma vagina com tamanho reduzido e tecido mais frágil, podendo tornar o sexo doloroso. Pois saiba que, quanto mais exercitá-la , menor é o risco de ter problemas. Não deixe de fazer sexo em qualquer idade.

 3. A maioria das mulheres pode não ter orgasmo durante a penetração - Não se sinta diminuída se você só chega lá com sexo oral ou com outro tipo de carícia. Algumas mulheres simplesmente não conseguem chegar ao orgasmo na penetração e mesmo assim têm uma vida sexual perfeitamente normal. Experimente novas posições, abuse da criatividade e tente se tocar mais e descubra o que lhe dá prazer.

4 . Não há mapa para o Ponto G - Muito se ouve falar sobre o ponto G e algumas mulheres podem se sentir frustradas se não encontrá-lo. Ele está em um lugar diferente para cada uma, por isso não há motivo para frustração. No entanto, de maneira geral, o ponto G se localiza ao longo da parede frontal do canal da vagina. Algumas mulheres são capazes de achá-lo usando o dedo em forma de gancho (como se estivesse falando vem cá ) e fazendo movimentos de sube e desce por essa parede.

 5. Vagina não tem perfume de rosas - Tudo bem que higiene é item fundamental em qualquer parte do corpo. Porém, algumas mulheres têm verdadeira obsessão em perfumar a vagina com sprays específicos ou usar duchas vaginais. Pois saiba que vagina não tem de ter perfume de rosas. Ela simplesmente deve ter aroma de vagina.

6. Precisar de lubrificação é normal - Muitas mulheres lutam para se tornar naturalmente lubrificadas. No entanto, não se sinta mal em dar uma ajudinha a seu prazer usando lubrificantes à base de água. Isso vai deixar o sexo mais agradável e confortável.

8. Não estranhe alguns ruídos - Determinadas posições fazem com que saia ar da vagina, o que lembra o barulho de um pum. Se isso acontecer com você, não pense que o parceiro está pensando: O que está errado com esta mulher? Ele certamente já passou por isso outras vezes. O barulho acontece quando o ar é empurrado para dentro da vagina durante a relação sexual e uma mudança de posições permite que saia rapidamente. Simplesmente ignore se isso acontecer e aproveite o momento..

 Fonte: Terra

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Descoberta de gene pode levar a contraceptivo masculino

Cientistas querem interromper formação de espermatozóides em estágio final da produção

 O desenvolvimento de uma pílula contraceptiva masculina pode estar mais próximo após pesquisadores em Edimburgo, Escócia, identificarem um gene essencial à produção de esperma saudável.

Experiências com ratos descobriram que o gene, Katnal1, é vital para a fases final de produção de esperma.

Os autores do estudo na PLoS Genetics afirmam que a droga que interrompe o funcionamento do Katnal1 poderia ser um contraceptivo reversível.

Um especialista em fertilidade disse que "certamente há necessidade" para esse tipo de medicamento.

Atualmente a contracepção em homens é possível apenas por meio de preservativos ou vasectomia.

'Efeitos reversíveis'

Os pesquisadores do Centro de Saúde Reprodutiva da Universidade de Edimburgo estavam investigando as causas da infertilidade masculina.

Eles aleatoriamente alteraram o código genético dos ratos para ver o que os tornava inférteis. Rastreadas as mutações que levavam à infertilidade, os cientistas chegaram ao Katnal1.

O gene contém as marcas de uma proteína que é importante em células que ajudam no desenvolvimento de esperma. Sem a proteína, os espermatozóides não se formam por completo e o corpo se desfaz deles.

Os cientistas esperam ser capazes de executar um truque semelhante em seres humanos para suspender o desenvolvimento de esperma sem causar danos permanentes.

Um dos pesquisadores, Lee Smith, disse: "Se conseguirmos encontrar uma forma de atingir este gene nos testículos, poderíamos potencialmente desenvolver um contraceptivo não hormonal".

"O importante é que os efeitos de uma droga sejam reversíveis, porque o Katnal1 afeta apenas as células do esperma nas fases posteriores do desenvolvimento, e por isso não prejudicaria os primeiros estágios da produção de espermatozóides e a capacidade geral de produzir esperma".

Lee afirma que seria "relativamente difícil" chegar ao resultado desejado já que as proteínas estão dentro das células. No entanto, ele diz haver "potencial" para encontrar associado à proteína e que seja um alvo mais fácil de atingir.

'Santo Graal'

Para o pesquisador Allan Pacey, que também é professor de andrologia da Universidade de Sheffield, há "certamente uma necessidade" para um contraceptivo não hormonal para homens.

Na visão do especialista, este tem sido o "Santo Graal" dos estudos nesta área por muitos anos.

Ele acrescentou: "A chave para o desenvolvimento de um contraceptivo não hormonal para homens é que o alvo molecular seja muito específico tanto no esperma quanto nas células no testículo que estão envolvidas na produção de espermatozóides".

"Se isso não ocorrer, tal contraceptivo poderia ter efeitos secundários indesejáveis sobre outras células e tecidos do corpo e ser perigoso".

"O gene descrito pelo grupo de pesquisa em Edimburgo parece ser um alvo novo e possível para um anticoncepcional masculino, mas também pode lançar luz sobre por que alguns homens são inférteis e por que seu esperma não funciona adequadamente", avalia Pacey.

Fonte: BBC Brasil 

Cada tipo de pele pede uma máscara facial diferente, que respeite as características da cútis, seja ela seca, oleosa ou mista

Peles secas pedem máscaras mais pesadas e cremosas. Ricas em óleos vegetais emolientes e umectantes hidrofílicos, elas são capazes de atuar nas camadas mais profundas da pele

 Marília Gonçalves, esteticista do Zahra Spa e Estética, aposta nas máscaras com composição de vinho e chá verde para melhorar o viço e hidratar a cútis oleosa

 Jefferson Alfredo de Barros, dermatologista e professor de dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC, recomenda máscaras em gel, como as de babosa para as peles oleosas

 Quem tem a pele mista pode abusar das máscaras de argila ou algas marinhas. Elas capturam as substâncias saturadas e dão equilíbrio à pele

Terra

Ronco forte pode aumentar chance de câncer, diz estudo

Risco de tumores pode ser até 4,8 maior em pessoas com o distúrbio do sono

 

 Pessoas que roncam muito e sofrem de distúrbios respiratórios durante o sono têm uma probabilidade quase cinco vezes maior de morrer de câncer, segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). O estudo foi apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society, em San Francisco, e será publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

A pesquisa analisou dados de mais de 1,5 mil pacientes que participaram de um estudo sobre Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono (DROS) ao longo de 22 anos. A forma mais comum de DROS é a apneia obstrutiva do sono, na qual a respiração é bloqueada deixando a pessoa sem ar, provocando interrupções no sono durante a noite. O distúrbio é associado a problemas como obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames. 

Os participantes do estudo passaram por testes a cada quatro anos, que incluíam análises de sono e respiração. Os resultados mostraram que a probabilidade de morte por câncer aumentava drasticamente de acordo com a gravidade do distúrbio - pacientes com uma forma leve de DROS tinham uma chance muito pequena de morrer por câncer, enquanto que pacientes com uma forma moderada de DROS tinham uma chance de morte duas vezes mais elevada. Já naqueles com distúrbios graves de respiração, o risco aumentava 4,8 vezes em comparação com aqueles que não sofrem com o problema. 

Os autores acreditam que a correlação pode ser explicada pelo suprimento inadequado de oxigênio durante a noite nos pacientes com o distúrbio. Testes anteriores em laboratório já haviam mostrado que a interrupção intermitente da respiração leva a um crescimento mais acelerado de tumores, já que a falta de oxigênio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que nutrem os tumores. 

Apneia não tem cura, mas pode ser controlada

Quem sofre do distúrbio geralmente acorda cansado e mal-humorado. Além disso, apresenta baixo rendimento nas atividades cotidianas e pode chegar a ficar incapacitado de participar de reuniões, assistir a filmes e dirigir por conta da sensação extrema de que precisa dormir. 

Fatores de Risco

Alguns fatores de risco, de acordo com a especialista Lia Bittencourt, coordenadora médica do Instituto do Sono e professora de Medicina e Biologia do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), são: ser do sexo masculino, estar acima do peso, entrar na menopausa e consumir álcool com muita frequência. As causas são diversas. Entre elas, obesidade, anormalidades endócrinas ou craniofaciais, como hipotireoidismo e hipoplasia maxilomandibular, e predisposição genética. 

Sintomas

As pausas na respiração características desse distúrbio podem durar de dez a 30 segundos e ocorrer até cinco vezes em uma hora de sono. Na tentativa de voltar a respirar, a pessoa acorda várias vezes, o que afeta a qualidade do sono e impede o descanso adequado. Já o ronco específico de quem tem apneia segue um mesmo ritmo, vai ficando mais alto e, de repente, é interrompido por um período de silêncio. É nesse momento que a respiração para, o que parece ser uma espécie de engasgo.


Diagnóstico

Quando esses ou outros sintomas, como dor de cabeça, falta de atenção, perda de memória e redução da libido são notados, é importante procurar um especialista em medicina do sono para fazer o diagnóstico. A confirmação da doença é feita por meio de uma polissonografia, exame que registra diversas funções do organismo durante uma noite passada em um laboratório de sono com sensores colocados na pele e no couro cabeludo. 

Tratamentos

Segundo Lia Bittencourt, perder peso, não beber álcool antes de ir para a cama, evitar dormir de barriga para cima e tratar doenças do nariz e da garganta são atitudes essenciais para o controle da apneia. Pode contribuir com a melhora dos sintomas o uso de um aparelho elétrico chamado CPAP (sistema de pressão positiva contínua das vias aéreas), que abre a garganta. Equipamentos intraorais que tracionam a mandíbula para abrir passagem para o ar durante a noite também podem ajudar.

Fonte: Minha Vida

Conheça 5 hábitos que podem te proteger do câncer de mama

Você já ouviu falar que o autoexame é fundamental para detectar o câncer de mama, mas não basta só isso. Alguns hábitos simples podem te ajudar identificar o tumor que mais ataca mulheres no Brasil.

 Hábitos simples e atenção especial com os seios podem te ajudar detectar precocemente o cancêr de mama
Foto: Getty Images

 

A mamografia é considerada o melhor exame para rastrear o câncer de mama, a segunda causa de morte entre as brasileiras. E consegue detectar uma lesão tão pequena quanto uma ervilha. Mas, hábitos e cuidados especiais podem evitar o aparecimento de tumores na mama. Cuidar da alimentação, praticar atividades físicas e amamentar são alguns deles.

1. Apalpar é preciso:
 
Todo mês, após o fim da menstruação, precisamos tocar nossas mamas e procurar qualquer tipo de alteração. Se perceber algum caroço, agende logo uma consulta médica. O autoexame começa com uma avaliação visual: precisamos observar nossos seios diante do espelho, levantar os braços e checar se eles têm o mesmo formato e tamanho. Fique atenta se houver alterações na pele e nos mamilos. Depois, levante uma das mãos, coloque-a atrás da cabeça e apalpe o seio com a ponta dos dedos da outra mão. Abaixe os braços e apalpe a região que vai da mama até a axila. Repita do outro lado. E atenção! O Instituto Nacional do Câncer alerta: o autoexame não substitui o exame feito pelo médico. Por isso, vá regularmente ao ginecologista.

2. Cuide da alimentação:
 
Há dezenas de estudos em curso tentando comprovar a eficácia de alguns alimentos na prevenção de diversos tipos de câncer, inclusive o de mama. Embora ainda não haja nada 100% comprovado, evidências apontam que a cúrcuma (especiaria muito usada na culinária indiana, aqui também conhecida como açafrão-da-terra) é uma poderosa aliada na prevenção de tumores mamários. Pesquisas demonstraram que a planta tem um componente ativo que impede a multiplicação de células cancerosas.

3. Amamente seus filhos:
 
O aleitamento materno protege mãe e filho dos riscos de câncer de mama. No período da amamentação exclusiva, o corpo não produz estrogênio, hormônio que pode desencadear o processo de formação do tumor. Quanto maior o período de aleitamento, mais protegida fica a mulher. O bebê também se beneficia, porque tem menos chances de se tornar um adulto obeso – já que excesso de peso é fator de risco para o câncer.

4. Faça uma atividade física:
 
Mexer o corpo enxuga medidas, combate a depressão e problemas no coração e, veja só, é uma ótima maneira de prevenir o câncer de mama. “Durante a atividade física, o aumento da circulação faz com que o sangue chegue até os pequenos vasos das mamas, ‘limpando’ o acúmulo de estrogênio, hormônio que pode estar ali parado, aumentando o risco de surgir um tumor”, diz Luiz Henrique Gebrim, mastologista da Unifesp. Além dessa faxina do bem, exercícios físicos evitam a obesidade, outro fator de risco.

5. Maneire no consumo de álcool:
 
Essa é uma conclusão fresquinha no meio científico, fruto de um enorme estudo divulgado recentemente numa conceituada publicação científica americana: mesmo em níveis moderados, a ingestão de álcool aumenta os riscos de aparecimento de tumores nas mamas. O consumo equivalente a duas taças de vinho por dia pode elevar em 15% as chances de desenvolver a doença. Mas, calma, ainda dá para brindar em ocasiões especiais! Tomar duas doses em um jantar, uma vez ou outra, não representa riscos.

Fonte: MdeMulher

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Como incentivar seu filho a ler

O hábito ajuda no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança

 

Ler um livro é sempre uma emoção. Uma viagem de quem não sai do lugar. Um momento de prazer. Mas nem todas as pessoas têm esse hábito. Por isso, o ideal é estimular as crianças desde pequenas. Tarefa que não é fácil, já que, atualmente, os pequenos têm diversos artifícios eletrônicos disponíveis ao alcance das mãos e que, muitas vezes são considerados mais atraentes. Porém só um livro pode proporcionar um momento em que criatividade e a imaginação estão soltas junto com as histórias e seus personagens. Elementos que ajudam o ser humano no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.

A psicopedagoga Amanda Elias Castanheira explica que não existe idade certa para a criança começar a se envolver com os livros. “O fator mais importante é o contato com o mundo da informação e do faz de conta.” Pode-se começar a estimular os pequenos, mesmo que ainda não alfabetizados, por meio de leitura de imagens, com livros infantis e que são uma alternativa estimuladora.


O exemplo dos pais em casa também é uma forma eficaz de fazer com que uma criança tenha interesse pela leitura. Mas não precisa ser apenas um livro. Procure ler jornais, revistas e outros materiais na frente delas. “Uma família que utiliza meios alternados de acesso à informação escrita, desencadeia na criança a vontade de ler diversos materiais”, explica Amanda.


No começo da alfabetização, os pais podem ler para a criança, e depois junto com ela. Mas é muito importante respeitar o tempo do pequeno ou mesmo verificar se ele está compreendendo a história. Para isso, faça pausas ou peça que ele lhe conte a história. E se necessário, reconte os fatos. Use a criatividade para estimular a imaginação das crianças. Use o momento a favor da família. “A leitura em conjunto estimula as relações e reforça os vínculos sociais”, conta a psicopedagoga.

Quando a criança está na fase escolar, geralmente ela recebe tarefa de ler algum material. “É importante que os pais estejam em sintonia com a escola e tragam para dentro de casa os livros sugeridos pela instituição”, explica. Se a obra já for conhecida pelos pais, é interessante compartilhar com os filhos as experiências que eles tiveram com a leitura.

O estímulo também deve ser feito por outros meios. Uma dica é levar as crianças para passear em bibliotecas, livrarias ou em sebos, mas não é importante comprar um título sempre que forem a esses lugares. Aqui, o que importa, é o contato e o passeio.

Em casa, tente criar um cantinho onde as crianças se sintam confortáveis para ler. Tente um sofá aconchegante ou mesmo uma bela almofada em um tapete. Deixe disponível neste local uma prateleira com os alguns títulos. O acesso fácil é um estímulo maior.

Mas lembre-se, a leitura não deve ser vista pela criança como uma obrigação. O momento deve ser associado ao prazer. “O ato não deve seguir um script, ele deve ocorrer naturalmente e ser um hábito espontâneo e prazeroso”, finaliza a psicopedagoga, Amanda Elias Castanheira.

Por Gisele Macedo Sá
Fonte: dicas de mulher

Benefícios dos chás naturais

Chá verde

Não é à toa que ele está na moda. Pesquisas mostram que o consumo de, no mínimo, três xícaras por dia aumenta a proteção contra vários tipos de câncer, além de fortalecer o sistema imunológico.

Chá oolong

Rico em antioxidantes, previne contra o envelhecimento precoce e ajuda a fortalecer o coração. De acordo com os estudiosos do Centro de Pesquisa em Nutrição de Beltsville, nos Estados Unidos, ele também auxilia no emagrecimento. Cinco xícaras por dia aumentam a queima de energia em cerca de 300 calorias.

Chá preto

Um estudo da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, comprovou que cinco xícaras de chá preto por dia diminuem o LDL, o colesterol ruim. Os resultados foram obtidos com apenas 12 semanas de consumo.

Fonte: Revista Claudia

terça-feira, 22 de maio de 2012

Café faz você viver mais tempo

Adora começar o dia com uma xícara de café? É um amante da bebida? Então você tem sorte: se bebe bastante café por dia, sua expectativa de vida é provavelmente maior que a minha.

Um novo estudo publicado no New England Journal of Medicine seguiu 400.000 pessoas entre 50 e 71 anos e concluiu que homens que tomam seis xícaras ou mais de café por dia têm 10% menos chance de morrer no período de 14 anos (da pesquisa), e mulheres que bebem 6 ou mais xícaras de café por dia eram 15% menos propensas a morrer no mesmo período.

Porém, tomar menos café que isso não tem o mesmo benefício. Por exemplo, tomar apenas uma xícara de café por dia diminui as chances de morte em 6% para homens e 5% para as mulheres.

Os pesquisadores levaram em conta fatores como dieta, exercícios, tabagismo, consumo de álcool, índice de massa corporal e estado civil nos participantes do estudo, e as chances menores de morte continuaram as mesmas.

Porém, eles admitem que é possível que pessoas que bebem bastante café sejam diferentes do resto da população de alguma forma ainda não identificada, que os tornam menos propensos a doenças e morte prematura. Ou seja, o café pode não ser o causador da melhor expectativa de vida.

O café parecia ter um efeito protetor em especial contra doenças crônicas, mas o benefício foi visto em quase todas as causas de morte como doenças cardíacas, doenças respiratórias, derrames, diabetes e infecções. Câncer foi a única grande causa de morte que não teve relação com o café.

Esse é um fato curioso, pois uma grande pesquisa sueca descobriu que beber seis ou mais xícaras de café por dia pode reduzir o risco de câncer de próstata fatal em até 60%.

O café é um tema muito polêmico na comunidade científica, já que existem vários estudos que clamam diversos benefícios de sua ingestão, como menor risco de diabetes tipo 2, mal de Parkinson e câncer de fígado e de mama, mas existem o mesmo tanto de pesquisas dizendo que não, muito pelo contrário, ou que essas afirmações não são comprovadas.

Também já foi dito que café causa alucinações e aumenta o risco de dor de cabeça. Por outro lado, dizem que o café pode melhorar a experiência sexual em pessoas que não são usuários habituais da bebida, e que duas xícaras de café podem reduzir significativamente a dor muscular pós-academia.

Mas uma coisa parece certa: vários estudos já demonstraram que o café possui antioxidantes, que são bons para nossa saúde. A opinião dos experts é de que café faz bem.

“O café contém mais de mil compostos que podem afetar o nosso risco de morte. O composto mais bem estudado é a cafeína, apesar de associações similares de café sem cafeína sugerirem que, se a relação entre o consumo de café e mortalidade for causal, outros compostos no café, por exemplo, os antioxidantes, incluindo os polifenóis, podem ser importantes”, disse o principal autor do estudo, o Dr. Neal Freedman, do Instituto Nacional de Câncer americano e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, em Rockville, Maryland, EUA.

Fonte: hypescience -Por Natasha Romanzoti

Afegã que teve nariz decepado por marido tenta reconstruir vida nos Estados Unidos

EM SUA NOVA CASA NOS ESTADOS UNIDOS, AESHA TENTA RECONSTRUIR SUA VIDA
 
Aesha Mohammadzai, de 22 anos, foi capa da revista “Time” e chocou o mundo depois de ter o nariz decepado e as orelhas mutiladas, que hoje ficam escondidas sob o cabelo escuro. Tudo aconteceu após ser torturada pelo marido na tentativa de escapar de seu casamento o forçado.


Aos 18 anos, ela ousou desafiar o Talibã e fugiu para a América para fazer uma cirurgia reconstrutiva.
Aesha conquistou o asilo político em 2011 e tenta superar o passado traumático e se adaptar à nova vida nos Estados Unidos.
 
 À ESQUERDA, AESHA COM UM NARIZ PROTÉTICO USADO POR ATORES AMERICANOS. AS FERIDAS PSICOLÓGICAS SÃO MAIS PROFUNDAS DO QUE AS FÍSICAS, ACREDITAM OS ESPECIALISTAS
 
 Ela chegou ao país sem falar uma palavra em inglês e como analfabeta em sua língua materna pashto. Desde então, ela passou por uma cirurgia reconstrutiva pioneira para colocar um nariz protético. A cirurgia plástica que Aesha faria teve que ser adiada porque se acredita que ela ainda não está emocionalmente estável para lidar com a longa cirurgia. 
 
 Os especialistas acreditam que as cicatrizes psicológicas são as mais difíceis de curar. Quem convive com Aesha fala de suas oscilações de humor e da dificuldade de se relacionar com as pessoas. O psicólogo Shiphra Bakhchi disse a CNN que o trauma de sua desfiguração pode ter causado cicatrizes mentais mais profundas do que físicas.

A CAPA DA REVISTA AMERICANA "TIME" QUE CHOCOU O MUNDO
 
 O drama de Aesha começou quando ela tentou fugir, foi capturada e teve seu nariz e orelhas cortados pelo marido como punição. "Quando eles cortaram meu nariz e as orelhas, eu desmaiei”, afirmou a afegã à repórter da CNN Atia Abawi. "Abri meus olhos e não podia nem ver por causa de todo o sangue". Aesha foi abandonada nas montanhas para morrer. Ela se arrastou até a casa de seu avô e seu pai conseguiu levá-la a uma unidade médica americana, onde os médicos cuidaram dela durante dez semanas. 
 
Por Redação Marie Claire
G1
 

Peso da mulher durante gravidez afeta saúde adulta do bebê

Mães que ganham muito peso durante a gestação podem estar prejudicando o futuro da saúde do filho. A literatura médica mostra que o ganho de peso da mãe durante a gravidez pode fazer com que os bebês sofram de obesidade na adolescência e infância. Uma nova pesquisa, desenvolvida em Israel, reforça essa afirmação, mostrando que existe uma relação entre o peso da mãe e as taxas de pressão, açúcar e gordura do sangue em adultos de 32 anos.
 
“Nós sabemos que os eventos que ocorrem no começo da vida do feto têm conseqüências a longo prazo para a saúde da pessoa na vida adulta”, explica a pesquisadora Hagit Hochner, da Hebrew University of Jerusalém. “Em uma época de ‘epidemia de sobrepeso’ no mundo, é importante saber os fatores que estão envolvidos no desenvolvimento do sobrepeso e outros riscos de saúde. Essa compreensão faz com que seja essencial identificar essas janelas precoces de oportunidade nas quais nós podemos intervir para reduzir os riscos de doenças crônicas na vida adulta”, completa.

Fonte: Blog de Boa Saúde

Cárie pode colocar seu coração em risco

O problema é mais sério do que se imagina, ela pode ser responsável pela endocardite e até levar à morte. Entenda como isso pode acontecer e aprenda a limpar corretamente os dentes

Você já teve algum dente cariado? Se a resposta for sim, saiba que não está sozinho. Ela é considerada a doença - sim, doença - mais comum no planeta, atingindo 5 bilhões de pessoas. Para ter ideia, 88% dos brasileiros já sofreram com o problema ao menos uma vez, segundo o Ministério da Saúde.


Para criar uma maior consciência sobre a gravidade desse buraquinho no esmalte dentário, chega ao país a Aliança para um Futuro Livre de Cárie, iniciativa internacional que reúne experts em odontologia ao redor do globo com a missão de alertar os profissionais de saúde e desafiar os responsáveis por políticas públicas sobre a necessidade de educar a população para prevenir o problema. "Nossa meta é ensinar às pessoas que o diagnóstico é simples e deve ser feito o mais rápido possível", conta o odontologista Marcelo Bönecker, professor da Universidade de São Paulo e presidente da Aliança no Brasil. Ousada, a empreitada almeja que crianças nascidas a partir de 2026 sejam livres de cárie. 


A origem do buraco

Tudo tem início quando a saliva não realiza uma de suas funções primordiais, que é ajudar a manter o pH da boca estável e, com isso, o esmalte, uma espécie de escudo da dentição, intacto. Fatores como má alimentação e falta de higiene impedem que esse detergente natural equilibre o pH, abrindo alas para a acidez. Ela contribui para a explosão demográfica de bactérias que vivem ali sossegadas e são responsáveis por converter o açúcar dos alimentos em mais e mais ácidos. E esse círculo causa estragos. 

"Os micro-organismos destroem o esmalte e, se não controlados, podem consumir o dente todo", explica o odontologista Luiz Akaki, de São Paulo. Essas verdadeiras erosões são agravadas por determinados quadros de saúde. Asmáticos, por exemplo, estão mais sujeitos a sofrer com elas. "Quando respiramos pela boca, a secreção salivar diminui, baixando a proteção do dente contra bactérias", aponta Bönecker. "Com a secura, a tendência é tomar bebidas doces, o que piora de vez a situação", completa. Outra doença que a presença de muita cárie pode denunciar é o diabete. Nele, os níveis de glicose vão às alturas e são outro sabotador da produção de saliva. Às vezes, porém, é a cárie que causa novas confusões. Ora, os bichos cariogênicos financiam problemas no coração. 

Para afastar o risco de cárie e doenças periodontais, escovar os dentes corretamente é importante, mas a limpeza profissional também não deve ser desprezada. Recentemente, a American Heart Association publicou um estudo revelando um dado inusitado: pessoas que se submetiam com frequência a esse procedimento no consultório apresentavam uma probabilidade 24% menor de ataque cardíaco e 13% mais baixa de um acidente vascular cerebral. Nada mal...

Essa relação surpreendente tem uma explicação simples. Uma gengiva inflamada, ou uma cárie que já atingiu a raiz do dente, libera no corpo uma porção de substâncias inflamatórias. "Esses agentes desestabilizam a placa de gordura que existe nas artérias, favorecendo seu rompimento", esclarece o dentista Ricardo Neves, diretor da Unidade de Odontologia do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. A inflamação pode dificultar o fluxo de sangue até que ele pare totalmente, ao gerar coágulos ou placas que tampam 100% da passagem. É esse acidente de trânsito que deflagra infartos e derrames. 


O elo entre saúde bucal e doenças cardiovasculares é tão relevante que desde 1977 existe no Incor uma divisão especialmente focada em tratar problemas na cavidade oral em pacientes cardíacos. A preocupação é justamente evitar o risco de endocardite, infecção grave com índice considerável de mortalidade (veja o infográfico na página ao lado). "A boca é responsável por 40% das ocorrências desse mal, e nossa função é evitar que todo o esforço no tratamento vá por água abaixo", expõe Neves. O cardiologista Max Grinberg, diretor da Unidade de Valvopatias do centro de referência paulistano, completa: "Sempre recomendamos que os pacientes com disfunções nas válvulas cardíacas façam visitas regulares ao odontologista". 


Mesmo quem tem o peito batendo no ritmo certo não deve fugir da cadeira do dentista. "Apenas esse profissional consegue retirar todo o tártaro, placa bacteriana que enrijece após 48 horas sem remoção, e realizar o polimento, que evita por um bom tempo a adesão de novas placas", explica Luiz Akaki. Capriche no uso do fio dental - só ele é capaz de limpar o espaço entre os dentes. Enxaguatórios bucais, de preferência sem álcool, também ajudam a limar a placa e alcançam lugares aonde a escova e o fio não chegam. Com a higiene em dia, é possível eliminar o perigo na boca - e no coração.

Doença periodontal
Assim como a cárie, essa infecção é causada pela placa bacteriana. Além de danificar a gengiva e os tecidos da maxila e mandíbula, causando sangramento e inchaço, ela provoca uma série de chabus. "Isso porque, de novo, as bactérias podem cair na corrente sanguínea e chegar a diferentes órgãos", alerta o odontologista Sigmar de Mello Rode, professor da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

por Hilda Sabino
Fotos Alex Silva | ilustração O.Silva
Fonte: Revista Saúde