sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Acne na mulher adulta: mal da vida moderna

                                           Foto reprodução


Para quem pensa que acne só aparece na adolescência, engana-se. Nas últimas décadas, as mulheres adultas, com idade a partir dos 25 anos, também estão sofrendo com o problema.


A chamada “doença da vida moderna” é causada pelo estresse e pela grande carga emocional sofrida pelas mulheres nos dias atuais. “Hoje em dia, a mulher trabalha mais, disputa espaço no mercado de trabalho, tem uma carga horária sobrecarregada (esposa, mãe, profissional, mulher) e isso causa alterações hormonais. Esse descontrole reflete na pele, pêlos e cabelos (queda) e no ciclo menstrual. Na verdade, o organismo da mulher não está preparado para esse tipo de dia-a-dia e sofre com isso”, explica a fisioterapeuta Juliana Piola, especialista no assunto, que dá dicas e indica tratamentos para acabar com a acne de uma vez por todas.

A acne é uma doença do folículo pilossebáceo, que surge nas áreas que concentram maior número de glândulas sebáceas, como no rosto, pescoço, costas e na região do colo.

Na mulher adulta existem dois tipos de acne: a chamada persistente, que se desenvolveu na adolescência e continua com o passar dos anos, e a de instalação tardia, que surge a partir dos 25 anos, sendo desencadeada por problemas hormonais devido à grande carga de estresse. “Além do descontrole hormonal, o uso de cosméticos e maquiagem de maneira incorreta e a questão de não limpar a pele corretamente também são fatores que podem ajudar no surgimento da acne na mulher adulta”, argumenta Juliana.

“Existem vários fatores que podem levar ao aparecimento da acne, porém os principais estão relacionados com a hereditariedade e com o desequilíbrio hormonal. Este último ocorre durante a puberdade em cerca de 80% dos adolescentes, e em mulheres com a síndrome do ovário policístico. Outros fatores envolvem o uso de certos medicamentos, cosméticos comedogênicos e stress” diz Juliana.  A manutenção de uma pele bem higienizada é indispensável à prevenção e controle da acne, causada principalmente por microorganismos chamados Propioniobacteium acnes. No entanto, é necessária uma avaliação de cada caso a fim de verificar se há a necessidade de intervenção médica e medicamentosa.

É importante verificar alguns fatores na hora de comprar um produto para resolver o problema da pele acneica, como:

- A seriedade da marca, pois os produtos destinados à acne exigem a realização de testes que garantem a eficácia e segurança do tratamento. Devem ser realizados sob a coordenação de dermatologistas.
- Resultados clínicos comprovados

- Indicação de profissionais (médicos, esteticistas, fisioterapeutas)
 Juliana indica o tratamento com ácido glicólico, que usado na medida e pelo profissional especializado, proporciona excelentes resultados. É importante lembrar que, após qualquer tratamento de pele, é indispensável o uso de fotoprotetores, principalmente nos cuidados com a acne, como uma forma de evitar sequelas como a hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas decorrentes da acne).

Por Karla Precioso
 fonte: Dra. Juliana Piola- fisioterapeuta, tels. 11 22817369 / 11 23617369, Av. Engenheiro Caetano Álvares, 5.650

Pílula anticoncepcional masculina?

Para as mulheres que sempre se perguntaram os motivos de não haver métodos contraceptivos masculinos que não fosse a camisinha - já que ela não é 100% confiável - e, claro, nada tão definitivo como uma vasectomia, um grupo de pesquisadores norte-americanos pode ter encontrado uma versão da pílula anticoncepcional masculina


 O contraceptivo masculino que funciona de forma efetiva e reversível é uma ótima opção para os homens que pretendem não entrar para o time dos papais, pelo menos por ora. De acordo com estudo publicado na revista científica ‘Cell’, a ‘pílula anticoncepcional masculina’ foi desenvolvida a partir de uma substância JQ1, utilizada no para o tratamento do câncer, e que diminui drasticamente a produção de esperma.


Segundo os pesquisadores durante o estudo da substância no tratamento contra leucemia e tumores no pulmão, eles perceberam que o composto também poderia ser usado como contraceptivo masculino ‘não permanente’ ideal, uma vez que inibe a produção da proteína BRDT, essencial para a fertilidade masculina, sem causar nenhum efeito colateral. Ou seja, ela não diminui o desejo ou desempenho sexual, pois não altera os níveis de testosterona no organismo.

E aí, você delegaria a função de se proteger da gravidez indesejada ao seu parceiro? 

Por Paula Perdiz
VilaDois

Ficar sem dormir para estudar não dá bons resultados

Todos os estudantes conhecem oscript: encher-se de cafeína para afastar o sono e conseguir estudar o máximo na noite anterior à prova.

Mas estudos científicos provam que essa é uma má ideia.

O problema está no delicado equilíbrio entre estudo e sono.


Estudar, é claro, é um elemento chave para sair-se bem nas provas.


Mas o que os pesquisadores demonstraram em experimentos é que um sono adequado reflete-se igualmente nas notas.


Sono e aprendizado

 Cari Gillen-O'Neel e seus colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles, afirmam que sacrificar o sono para estudar para uma prova, ou para fazer um trabalho escolar, é contraproducente.

Independentemente de quanto um aluno estuda por dia, se esse estudante sacrificar o tempo de sono a fim de estudar a mais do que o habitual, ele fica susceptível a ter mais problemas acadêmicos no dia seguinte, e não menos.

"Ninguém está sugerindo que os alunos não devam estudar," disse Andrew Fuligni, coautor do estudo. "Mas uma quantidade adequada de sono também é fundamental para o sucesso acadêmico.

Estes resultados são consistentes com pesquisas emergentes que sugerem que a privação de sono impede o aprendizado."

Receita para estudar e dormir
 Outras pesquisas já mostraram que os estudantes dormem cada vez menos conforme avançam nos estudos.

Um adolescente dorme em média 7,6 horas quando está no primeiro ano do ensino médio, um tempo que cai para 7,3 horas no segundo ano e 7 horas no terceiro.

"Com isso, os jovens começam a faculdade dormindo menos do que precisam, e essa falta de sono se torna pior conforme avançam," diz o professor Fuligni.

Em seus experimentos, que envolveram estudantes de diversas origens, os pesquisadores descobriram que, quanto menor o tempo de sono, maior é a associação com dificuldades na escola.

"O sucesso acadêmico pode depender de encontrar estratégias para evitar ter que abrir mão do sono para estudar, como a manutenção de uma programação consistente de estudos ao longo dos dias, usar o tempo escolar de forma tão eficiente quanto possível e sacrificar o tempo gasto em outras atividades menos essenciais," concluiu Fuligni.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ficar-sem-dormir-estudar-nao-bons-resultados&id=8092&nl=nlds - Imagem: Wikimedia/Love Krittaya]
Via professor José Costa

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Herpes: como prevenir e tratar

Conheça melhor a doença cujo vírus pode atacar por vários motivos: do trauma psíquico aos distúrbios menstruais

                                          Foto: Thinkstock
              

 O herpes é uma doença benigna causada por um vírus. Geralmente, o vírus do herpes tipo 1 afeta a mucosa da boca e o entorno dos lábios e o contágio se faz quase sempre por contato direto, mas pode ocorrer também pelo compartilhamento de objetos como copos, xícaras, talheres e batons, já que normalmente o vírus se encontra na saliva de pessoas que às vezes não apresentam nenhum sintoma.

 

Quando as lesões resultantes da doença aparecem nos órgãos genitais, o contágio quase sempre será resultado de contato sexual. Nesse caso, o herpes tipo 2 é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).
Há ainda um tipo mais grave da doença, o herpes zoster, causado pelo mesmo vírus da catapora, ou varicela. As lesões são similares àquelas do herpes tipo 1, mas atingem uma área mais extensa, podendo atingir também os órgãos internos.


Em qualquer um dos casos, a primeira infecção produz o herpes primário. A partir da segunda vez que a doença se manifesta, a forma é sempre recorrente. Não se trata, pois, de reinfecção, mas de ativação do vírus que permanecia latente no organismo. A ativação do vírus pode ser desencadeada por variados fatores como a exposição prolongada a raios solares, febres ou ainda qualquer distúrbio físico ou psíquico.

Prevenção

Para prevenir o herpes simples tipo 1, evite o contato direto com a pessoa infectada e não compartilhe objetos como copos,xícaras, talheres e batons. No caso das pessoas que já tem esse tipo de herpes, é importante manter a boca sempre hidratada e evitar o sol, mesmo que não haja nenhuma ferida aparente, para prevenir o aparecimento de lesões.


Já a herpes simples tipo 2, por ser considerada um DST, pode ser evitada com o uso do preservativo em todas as relações sexuais e o herpes zoster pode ser prevenido por meio de vacina. Em todos os casos, a dica é manter a boa saúde do sistema imunológico, por meio da prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável e combate ao estresse.

Tratamento

Em geral, o tratamento se limita à prevenção de complicações secundárias e ao alívio dos sintomas, já que nenhum tipo de herpes tem cura. Pomadas diversas e medicação oral poderão atenuar o prurido e a sensação de queimadura. Além disso, o aminoácido lisina – utilizado na fabricação de proteínas e vital para o crescimento e manutenção dos músculos e órgãos- previne e trata os sintomas do herpes, evitando também a reincidência.

Por Fernanda Boito
Dicasdemulher 

Pesquisa mostra que cérebro é capaz de aprender durante sono

Estudo do instituto israelense Weizmann conclui que o cérebro humano tem capacidade de captar informações novas durante o sono.

 Cientistas Anat Arzi e Noam Sobel, no Laboratório do
Olfato (Foto: Cortesia Instituto Weizmann)

O cérebro humano tem a capacidade de captar informações novas durante o sono, concluiu uma pesquisa publicada na segunda-feira (27) por pesquisadores do instituto israelense Weizmann.

A pesquisa, realizada ao longo de três anos pela neurobióloga Anat Arzi, examinou a correlação entre olfato e audição e a memória armazenada no cérebro.

'Esta é a primeira vez que uma pesquisa científica consegue demonstrar que o cérebro é capaz de aprender durante o sono', disse Arzi à BBC Brasil.

Segundo a cientista, estudos prévios já demonstraram a capacidade de bebês aprenderem enquanto dormem, mas a pesquisa recém-divulgada descobriu que o mesmo vale para adultos.

'Aprendizagem associativa'

O experimento, realizado por Arzi em colaboração com o professor Noam Sobel, diretor do Laboratório do Olfato do instituto, examinou as reações de 55 pessoas que foram expostas a sequências de sons e cheiros enquanto dormiam.

As sequências, que incluiam um intervalo de 2,5 segundos entre o som e o cheiro, expunham os participantes a odores agradáveis (de perfume ou xampu) ou desagradáveis (de peixes podres ou outros animais em decomposição), de forma sistemática e sempre antecedidos por sons que se repetiam.

'A vantagem de se utilizar o olfato é que os cheiros geralmente não interrompem o sono, a não ser que sejam muito irritantes para as vias respiratórias', explicou a cientista.

Durante o experimento os cientistas observaram sinais de que os participantes adormecidos passaram por uma 'aprendizagem associativa'.
'Com o tempo, criou-se um condicionamento. Bastava que (os participantes) ouvissem determinado som para que a respiração deles se alterasse e se tornasse mais longa e profunda - em casos de associação com odores agradáveis -, ou mais curta e superficial - em casos de sons ligados a cheiros desagradáveis', afirmou Arzi.

A cientista também relatou que as mesmas reações ocorriam na manhã seguinte, quando os participantes acordavam. Se fossem expostos a um som associado com um odor agradável, respiravam longa e profundamente.
 
Informações gravadas

'O fato de que as informações ficaram gravadas no cérebro e causaram reações fisiológicas idênticas, mesmo quando os participantes estavam despertos, demonstra que eles passaram por uma aprendizagem associativa enquanto dormiam', disse.

Pessoas com lesões no hipocampo - região do cérebro relacionada à criação da memória - não registraram as informações, disse a neurobióloga.
Para Arzi, a descoberta pode ser 'um primeiro passo no estudo da capacidade do cérebro humano de obter uma aprendizagem mais complexa durante o sono'.

No entanto, segundo a cientista, são necessárias mais pesquisas para examinar as diferenças entre o funcionamento dos mecanismos cerebrais de pessoas adormecidas e despertas.

 Da BBC Brasil

Usar roupa apertada aumenta o risco de infecções nas regiões íntimas

Genitais precisam respirar e, para isso, a região tem que estar arejada.
Dormir sem calcinha também pode ajudar a prevenir infecções.

 

A vagina é uma região muito limpa, mas diversos fatores podem causar desequilíbrio nessa região, como mostraram o ginecologista José Bento e o infectologista Caio Rosenthal no Bem Estar desta segunda-feira (27).

O excesso de higiene e o uso de roupas muito apertadas podem favorecer o surgimento de infecções nos genitais.

Dormir sem calcinha ajuda a prevenir esses problemas porque deixa a região íntima arejada. Para evitar que a temperatura nessa região aumente, é preciso evitar também roupas apertadas, quentes e com tecidos sintéticos, que dificultam a transpiração e favorecem a proliferação inadequada de microorganismos, especialmente do fungo Candida.


Além da infecção causada por esse fungo, há outras duas que são as mais comuns, causadas por diferentes bactérias, como a Gardnerella e pelo protozoário Trichonomas, como mostrou o infectologista Caio Rosenthal.

Todas essas infecções causam corrimento na mulher, mas a cor da secreção pode dar uma dica de qual é a infecção.

O fungo Candida, por exemplo, tem o corrimento esbranquiçado e pode causar coceira. Já o Trichomonas causa corrimento amarelado, com ardor e vermelhidão na mucosa vaginal, e a Gardnerella dá corrimento acinzentado, com um odor desagradável.

No caso do fungo Candida, ele é responsável por 20 a 25% dos corrimentos genitais infecciosos e pode ser encontrado em diversas partes do corpo. Em situações de estresse, doença, excesso de calor e umidade, esse fungo pode se proliferar além do normal, o que provoca coceira, desconforto e o corrimento.
 .
É importante alertar que mesmo mulheres virgens também podem ter essa infecção, o que não é o caso da infecção por Trichonomas ou Gardnerella, que são doenças sexualmente transmissíveis.

Um dos sintomas dessas infecções são também os gânglios, que aparecem principalmente na virilha, na axila e no pescoço.

Eles têm o tamanho de um grão de feijão e incham quando há uma infecção. Esse inchaço é um alerta de que algo está atacando o organismo, segundo o infectologista Caio Rosenthal.
 
Higiene
Cuidar das regiões íntimas é importante, mas o excesso pode ser um problema.

Lavar com água e sabão muitas vezes ao dia pode causar um desequilíbrio na quantidade de microorganismos e favorecer a invasão de outros mais oportunistas. A recomendação é que essa região seja higienizada apenas uma vez ao dia.

Para as mulheres, o uso do absorvente também deve ser administrado da maneira adequada. A eficiência e a segurança desses produtos depende do período em que ele é utilizado - os médicos recomendam trocá-lo em, no máximo, até 4 horas.


Há dois tipos, os externos e os internos, que podem ser escolhidos de acordo com a situação.

A cobertura de algodão dos absorventes externos é mais suave para a pele, mas os internos permitem que a mulher faça movimentos mais amplos.
Algumas mulheres reclamam de dor ao usar o absorvente interno, mas isso é sinal de má colocação.

Ele é colocado em uma região sem nervos, o colo do útero, e por isso não causa dor. Além disso, como ele absorve o fluxo antes de sair do corpo, evita também odores e manchas.
 
Do G1, em São Paulo

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

As 10 doenças mais estigmatizadas do mundo

O termo “estigma” era usado na Grécia Antiga para designar sinais corporais que desqualificavam o cidadão marcado. Escravos, criminosos e traidores traziam essas marcas nos corpos, como forma de serem discriminados em locais públicos.

Hoje em dia, apesar de não haver uma marca clara nas pessoas, usamos estigmas para categorizá-las segundo normas dentro de conceitos como “normalidade” e “aceitação social”. Ou seja, nós julgamos as pessoas conforme o que considerados “normal” ou “aceito socialmente”.
Já deu pra perceber o erro inerente a tal julgamento. Ainda assim, muitos doentes, não bastasse o sofrimento com sua doença em si, tem que sofrer com esses estigmas também. Confira:


1 – Câncer de cólon
Câncer colorretal é bastante curável se detectado nos estágios iniciais. Porém, como não tem sintomas, ou mesmo que os sintomas apareçam, os pacientes podem ficar constrangidos em falar sobre diarreia e movimentos intestinais anormais com seus médicos, esses tumores acabam crescendo e se tornando mais complicados.

A melhor forma de diagnosticar o câncer de cólon é a detecção precoce, com testes como a colonoscopia. Mas as pessoas não fazem esses tipos de exame; ninguém quer se submeter a tal desconforto, ou constrangimento.
Nesses casos, falar sobre “doenças escondidas” pode ajudar as pessoas a procurar assistência médica. De acordo com um estudo americano de 2003, mais pessoas fizeram colonoscopia depois de um especial que passou na TV que conscientizava de sua importância.

 2 – Disfunção erétil

Nem precisamos falar do estigma que envolve a disfunção erétil. Apesar de ter diminuído nos últimos anos, ainda é muito difícil para os homens admitir a disfunção sexual. De acordo com um estudo de 2010, só metade dos homens com disfunção erétil procura tratamento.

Mas todos deveriam procurar, porque a condição tem tratamento e pode ser curada ou remediada.

A impotência atinge até 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos pelo menos uma vez na vida. O número é maior em homens na faixa etária dos 40 anos. Todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, um milhão de casos são registrados no país.

Só que o Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde em São Paulo, por exemplo, só recebe cerca de 300 pacientes com o problema por mês. Mais: eles descobriram que 90% deles são sedentários – a ponto de não fazerem exercício nem de fim de semana – e 40% deles também são fumantes. Se você não quiser procurar tratamento, pelo menos converse com seu médico, porque algumas mudanças no estilo de vida já podem lhe ajudar.


 3 – Problemas “masculinos

 Alguns transtornos femininos vêm com sintomas que desafiam nossas definições culturais da feminilidade. A Síndrome dos Ovários Policísticos, um distúrbio hormonal que pode causar infertilidade e diabetes, é muitas vezes marcada por pelos faciais excessivos. Distúrbios como hiperidrose, ou transpiração excessiva, podem ser estigmatizantes para ambos os sexos.
 
Mas a desordem vem com bagagem extra para as mulheres. “É uma espécie de ‘característica mais masculina’ do que feminina, por isso é bastante constrangedora”, diz Sophia Wastler, que tem hiperidrose. Porém, a maioria desses problemas tem tratamento e as pessoas perdem mais sofrendo em silêncio do que buscando um médico.

 4 – Psoríase

A psoríase é uma doença imune crônica que provoca pele escamosa, manchada e/ou rachada. Essas marcas podem ser difíceis de esconder, e muitas vezes constrangedoras para os doentes. Seu embaraço é multiplicado por pessoas que veem a psoríase e se afastam do doente, acreditando equivocadamente que a doença é contagiosa.

Como uma das condições mais estigmatizadas do mundo, afeta bastante a vida dos pacientes. De acordo com uma pesquisa realizada em 2008 pela Fundação Nacional de Psoríase nos EUA, 58% das pessoas com a condição disseram que se sentiam envergonhados, e um terço disse que limitava suas interações sociais e encontros por causa da psoríase. 

 5 – Intestino irritável e inflamado

Qualquer doença relacionada com excreção corporal vem amarrada em algum tipo de estigma. A Síndrome do Intestino Irritável (SII) e a Doença Inflamatória Intestinal (DII) não são exceções. Esse último é um conjunto de síndromes, todas marcadas pela inflamação dos intestinos. O primeiro é marcado por dor intestinal, cólicas e prisão de ventre ou diarreia, mas sem a inflamação.

Em geral, os pacientes com SII se sentem mais estigmatizados. A diferença pode ser porque, sem uma causa clara física, eles podem sentir que a sua doença não é levada tão a sério.

 6 – Obesidade



O estigma de gordura tornou-se global. De acordo com um estudo de 2011, publicado na revista Current Anthropology, quase não há culturas que não associem a obesidade com preguiça e gula, apesar do fato de que muitas dessas mesmas culturas também veem gordura como um sinal de riqueza.

Muitos do que tem vergonha do excesso de peso dizem que são preocupados com a saúde. Mesmo que seja esse o caso, a vergonha saiu pela culatra, pois pesquisas descobriram que a vergonha e o estigma apressam o declínio físico em pessoas obesas.

 7 – Lepra


Lepra, ou hanseníase, é uma das doenças mais “fantasiadas” na imaginação do público. Alguns dos mitos mais comuns são de que a doença é extremamente contagiosa e de que partes do corpo do doente simplesmente caem.

Aqui cabe um famoso “nada a ver”. Mais de 90% das pessoas que entram em contato com as bactérias que causam a lepra combatem a doença sem sintomas e sem se tornarem contagiosas (embora seres humanos possam pegar a doença por contato próximo com tatus). A doença também é curável com antibióticos. Se o doente não procurar tratamento, pode ser que tenha lesões na pele, mas, não, suas mãos, pés e nariz não vão simplesmente cair. Pesquisadores sugerem que tal lenda nasceu porque a condição pode causar dormência, colocando as pessoas em maior risco de lesões acidentais ou amputação.

Enfim, está na hora de tais crenças absurdas como essa saírem de cena. Muitas vezes apelidada de “doença do estigma” (mesmo “leproso” virou termo proibido, pelo preconceito a ele associado), a lepra foi tratada como sinal de impureza ou pecado por muitos anos, e quem já leu histórias antigas, principalmente bíblicas, sabe que a regra durante séculos foi discriminar os doentes e privá-los do convívio social. Se, por um lado, podemos perdoar nossos antepassados por eles não terem informação, ignorância hoje não é mais desculpa. 

 8 – Câncer de Pulmão

 Como a obesidade, esse câncer é uma condição que as pessoas tendem a culpar a vítima por ter a doença. A ligação entre fumar cigarros e câncer de pulmão leva as pessoas a acreditar que os que sofrem do câncer “provocaram isso” em si mesmos. Mas, na verdade, milhares de pessoas que nunca fumaram têm câncer de pulmão a cada ano. Além disso, pessoas que fumaram não são menos dignas de tratamento do que as que nunca fumaram: não cabe a nós julgar quem vive e quem morre, não é mesmo? O direito a tratamento médico é previsto em lei para todos os cidadãos.

 9 – HPV



O papilomavírus humano (HPV) infecta a pele ou mucosas, muitas vezes de forma assintomática. Ele pode causar verrugas vaginais, e algumas cepas do vírus podem causar câncer cervical em mulheres, o que o torna uma perigosa doença sexualmente transmissível (DST). 

Existe até vacina para o vírus, mas é difícil para os governos fazerem campanhas ou a tornarem obrigatória, porque a transmissão da doença é através do contato sexual. Especialistas argumentam que a vacina é mais eficaz antes da pessoa tornar-se sexualmente ativa, mas há quem diga que torná-la obrigatória ou incentivá-la pode estimular os adolescentes a se engajarem em atividade sexual precoce. Ao mesmo tempo, “melhor prevenir do que remediar”, não é mesmo?Tirar um pouco do estigma da doença poderia ajudar na conscientização com responsabilidade.

 10 – HIV/AIDS

Dá para enumerar diversos estigmas dessa doença: “doença de gay”, de comportamento promíscuo, de “drogado”, etc. Aparecendo no início dos anos 80 como uma síndrome misteriosa que atingia em sua maioria homens gays, o “comportamento imoral” virou o símbolo da propagação da Aids, que se tornou mais uma daquelas doenças em que “culpamos a vítima”.

De acordo com um estudo de 1999, 52% dos norte-americanos ainda associava HIV com homossexualidade, apesar do fato de que, já naquela época, apenas cerca de um terço dos novos casos de HIV eram de homens gays. Em 2006, um relatório da Kaiser Family Foundation descobriu que o americano fazia uma confusão significativa sobre o HIV: 37% deles acreditavam erroneamente que o HIV podia ser transmitido pelo beijo, enquanto 32% pensavam que poderia se espalhar através de copos compartilhados. Se a população pensa isso, já dá para imaginar como os doentes são vistos/tratados na sociedade.

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2011, o Brasil teve 608.230 casos registrados de HIV (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. A morte pela doença tem diminuído, e os casos são apenas ligeiramente mais comuns em homens do que mulheres. Veja outras estáticas e saiba como se prevenir aqui.

O item 9 e 10 dessa lista se referem a doenças sexualmente transmissíveis, mas essas não são as únicas estigmatizadas. No geral, pessoas com esse tipo de doença podem ser vistas como “promíscuas” ou “desleixadas”, percepção em muitos casos errônea, e sempre preconceituosa.


 Bônus: Depressão


Hoje, a depressão não é tão estigmatizada, já que foi bastante estudada e agora é mais bem compreendida. 

Só que ainda falta compreensão: muitos casos da doença não são levados a sério, mas precisariam. Existe depressão de todos os níveis, de leve a grave, e nem todos são tratados de acordo.

Um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revolveu que, em 2011, o Brasil foi o país com a maior prevalência da doença, com 10,8% da população apresentando o distúrbio mental.

Em 2008, o Suplemento de Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou que a depressão é a quinta doença de maior ocorrência no Brasil.

No mundo todo, estima-se que a depressão afete 121 milhões de pessoas. A OMS acredita que em pouco mais de 10 anos, a doença será a segunda mais comum no mundo, chegando ao primeiro lugar em 2030. Ela também será a maior responsável por mortes prematuras e anos produtivos perdidos dado seu potencial incapacitante. Mais: pesquisas indicam que depressão na meia idade leva a um maior risco de desenvolver demência mais tarde (como Alzheimer), além da condição estar ligada a diversas outras doenças e problemas.

É preciso que as pessoas fiquem atentas aos sintomas da condição, para tratá-la de acordo. Remédios e assistência psicológica estão entre os tratamentos mais procurados.[LiveScience, Globo, Estadao, Abril, InfoEscola]
Hypscience

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fibroadenoma: tumor benigno atinge mais mulheres jovens

                                           Foto: Thinkstock


Cuidar da saúde e estar com os exames em dia é muito importante. Mas engana-se quem pensa que só precisa se preocupar quem está com mais idade, pois existem complicações que surgem mesmo em mulheres jovens.

É o caso do fibroadenoma mamário, que, segundo o médico mastologista do Hospital Santa Casa de São Paulo, Gustavo Badan, ocorre com mais frequência em jovens e adultas, de 20 a 40 anos, e acomete cerca de 10% das mulheres ao longo de suas vidas.

“Os fibroadenomas são nódulos benignos da mama, resultado de alterações no desenvolvimento do lóbulo mamário”, explica o especialista. Em geral atingem o tamanho de 2 a 3 centímetros e, em alguns casos, a mulher pode apresentar mais de um nódulo nas mamas.


O diagnóstico para o fibroadenoma é dado através de exames de imagem, como ultrassonografia e mamografia, neste caso se for indicado. Porém só pode ser confirmado com exames de biopsia, em que se recolhe uma parte do nódulo para análise laboratorial.

“Não se sabe ao certo o motivo que induz ao surgimento deste tumor, porém suspeita-se que ele seja influenciado pelos hormônios femininos, pois tende a aumentar de tamanho na gravidez e diminuir após a menopausa”, explica o mastologista.

Ao receberem o diagnóstico de um nódulo na mama, muitas mulheres podem ficar ansiosas e aflitas por medo do caroço indicar algum câncer de mama. Porém o especialista explica que a chance do fibroadenoma evoluir para a doença é quase nula.


 “Trata-se de uma lesão que não eleva o risco de câncer de mama, mas excepcionalmente, em menos de 0,1% dos casos, pode ocorrer uma transformação maligna dentro dele, já que ele possui o tecido epitelial, que é a mesma estrutura da mama onde a maior parte dos tumores malignos se proliferam.”


O especialista explica que o nódulo pode ser palpável, especialmente se ele estiver em uma região superficial da mama e se tiver tamanho maior que 1 centímetro. Sua consistência é firme e ele aparenta ser móvel, além disso, o caroço é indolor.

O tratamento para o tumor costuma ser conservador, ou seja, sem grandes intervenções, apenas com acompanhamento. Mas cada caso deve ser avaliado pelo médico especialista. “Se nos exames de imagem os nódulos descobertos não trouxerem nenhuma suspeita, eles podem apenas ser acompanhados, sem a necessidade de realização de biópsias. A cirurgia para retirada do tumor só é indicada para nódulos maiores de 2 centímetros ou no caso da paciente não conseguir conviver com isso”, explica.

No geral este tumor não representa grandes prejuízos para a saúde da mulher, porém qualquer alteração percebida no seu corpo precisa ser examinada por um médico especialista.

Por Gisele Macedo Sá
Dicasdemulher


Jornal britânico "The Sun" contraria pedido da família real e publica fotos do príncipe Harry nu

Edição desta sexta-feira (24) do jornal "The Sun" publicou as fotos do príncipe nu, apesar do pedido da família real


O tabloide "The Sun" publicou na edição desta sexta-feira (24) as fotos do príncipe Harry nu em Las Vegas, se tornando a primeira publicação britânica a desafiar um pedido dos advogados da família real.

Nesta quinta-feira, jornais na Grã-Bretanha não publicaram as imagens do neto da rainha Elizabeth nu com uma mulher não identificada durante férias em Las Vegas, seguindo um pedido do Palácio St. James, residência oficial do príncipe, por meio da Comissão de Queixas da Imprensa para respeitar a sua privacidade.

Mas, quase a metade da primeira página do "The Sun" de sexta-feira mostra uma fotografia do príncipe Harry nu cobrindo o órgão genital com as mãos enquanto uma suposta mulher nua se esconde atrás dele em um quarto de hotel em Las Vegas.


O jornal, parte da News Corp, de Rupert Murdoch, disse que milhões de pessoas ao redor do mundo já haviam visto as fotos e que seus leitores tinham o direito de vê-las também.


David Disnmore, editor-chefe do "The Sun", disse em vídeo (assista abaixo) no site do jornal na Internet que a decisão de publicar as fotos não foi tomada facilmente, mas que a questão se tornou "uma liberdade de imprensa".

"Nós pensamos duramente e por muito tempo à respeito disso. O Sun é um jornal responsável e trabalha ao lado da família Real. Nós tomamos cuidado com seus desejos", afirmou.

Ele disse ainda ser fã do príncipe, e que "ele realiza uma grande quantidade de trabalho por esse país e para os militares, e pela imagem dessas instituições".

 O fato de as fotos terem circulado pela internet nos últimos dias também foi usado como justificativa para a publicação. "Essa é uma situação ridícula onde uma foto pode ser vista por centanas de milhares de pessoas ao redor do mundo na internet, mas não pode ser vista no jornal favorito da nação, lido por 8 milhões de pessoas todos os dias", disse Dinsmore.


Família real está furiosa com seguranças
 
Segundo o site TMZ, a família real também está furiosa com os seguranças e assessores do príncipe, que não se esforçaram para proteger a imagem do jovem. A publicação das fotos do príncipe nu revertem os resultados dos esforços recentes do príncipe e seus assessores para mudar a imagem de festeiro e inconsequente talhada por escândalos do passado, segundo comentaristas que acompanham a trajetória da família real britânica.

"(Essas fotos) minam o trabalho que ele vinha fazendo nos últimos seis meses, com seus projetos de caridade na África do Sul e avanços em sua carreira militar, que decolou de uma forma surpreendente", acredita Ken Wharfe, ex-chefe da segurança de integrantes da Família Real e hoje escritor e comentarista de assuntos da monarquia em entrevista à BBC.

"Houve um tempo em que Harry era conhecido como o "príncipe das festas", que saía de casas noturnas ao amanhecer, se metia em confusões e em geral não tinha bom senso", aponta Nicholas Witchell, responsável pela cobertura da Família Real na BBC. "Recentemente, porém, Harry transformou sua imagem. Por isso, esse episódio certamente é um constrangimento e decepção para sua família e, imagina-se, para o próprio Harry."

Horas antes de ficar nu durante uma partida de "strip bilhar", o príncipe Harry e mais dois amigos conheceram algumas meninas e as convidaram para uma festinha na suíte de Harry. Os celulares das garotas, no entanto, não foram confiscados na entrada do quarto.


Durante a festa, as convidadas começaram a tirar fotos com seus celulares e um dos assessores disse apenas: "Oh, oh, oh...vamos lá, sem fotos". Depois de mais bebedeira, mais fotos foram tiradas, mas a equipe de Harry não fez nada.

Fontes ainda disseram ao TMZ que os assessores estavam curtindo a festa mais do que proteger o príncipe de si mesmo.

 Strip bilhar e farra na piscina
Em uma das duas fotos publicadas nos Estados Unidos pelo TMZ, o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono da Inglaterra, aparece sem roupa alguma, tapando as partes íntimas com as mãos. Está em frente a uma pessoa também nua. Em outra foto aparece de costas abraçando uma pessoa também sem roupas.


A família real pediu à imprensa britânica que não publique as fotos por considerar que sua difusão constituiria uma violação da vida privada do príncipe. Os meios de comunicação ingleses já haviam optado por não divulgar as imagens. Até esta quinta-feira (23), o príncipe ainda não havia se encontrado com o pai, o príncipe Charles, e a avó, a Rainha Elizabeth, segundo o site do canal E!. Harry está em Londres, enquanto a família permanece em sua residência na Escócia até pelo menos a manhã de sexta.


Em entrevista a um canal de TV norte-americano, o nadador americano Ryan Lochte contou que esteve ao lado de Harry na festa da piscina, mas esclareceu que não foi convidado para participar do "strip bilhar" mais tarde. "Me disseram que ele gostaria de me conhecer", disse ele. Os dois ainda teriam apostado uma corrida na água e seguiram para caminhos opostos.
 
 Do UOL, em São Paulo
(Com informações da Reuters, da AFP e da BBC)
 

Cuidados com a alimentação podem aliviar os sintomas da TPM

Thinkstock
Os sintomas mais comuns da TPM são dor nas mamas, dor de cabeça, fadiga, irritabilidade, depressão, desconforto abdominal, sensação de inchaço no ventre e nos membros inferiores

 Dor de cabeça, inchaço no corpo, dor nas costas e nas pernas, irritação. Que mulher nunca sentiu esses sintomas naquela fase do mês? É claro, há aquelas que sentem mais, umas menos, outras frequentemente, algumas apenas de vez em quando. Mas o certo é que os sintomas da TPM acompanham – e dificultam – a vida da maioria das mulheres. Porém, eles podem ser aliviados de modo bem simples: pela alimentação.
 

A TPM é caracterizada por um conjunto de sintomas físicos e psíquicos que são manifestados cerca de dez dias antes da menstruação e passam logo após o início da mesma. Algumas vezes os sintomas são tão severos que interferem nas atividades do dia a dia e podem até impossibilitar a mulher de trabalhar.


“Os sintomas mais comuns são mastalgia (dor nas mamas), cefaleia (dor de cabeça), fadiga, irritabilidade, depressão, dificuldade de concentração, desconforto abdominal, sensação de inchaço no ventre e nos membros inferiores entre outros”, explica a ginecologista e obstetra Lúcia Alves S. Lara, especializada em sexologia e médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.
 
 Em baixa

Durante a TPM, geralmente ocorre uma diminuição nos níveis de vitamina B6 no organismo. E as consequências são nervosismo, irritabilidade e depressão. Isso porque a vitamina B6, entre outras funções, participa do equilíbrio hormonal e da reserva de energia. Então é preciso repor a vitamina através de alimentos como carnes, grãos integrais, banana, batata, lentilha, noz, ervilha e feijão.


O cálcio também é um elemento que sofre uma baixa durante este período, e também precisa ser reposto. Como o leite é a maior fonte de cálcio, a recomendação é consumi-lo, assim como seus derivados: iogurtes, queijo e sorvete.


De acordo com o médico nutrólogo Edson Credídio, professor do Departamento de Alimentos da Unicamp e coordenador do sistema NutroSoft, além desses alimentos também é recomendável consumir abacate, abacaxi, alface, canela, cenoura, feijão de soja, melão, salsa, camomila e grão de bico. “Todos apresentam compostos que atuam na TPM”, afirma. Credídio também orienta que o ideal é consumi-los o mês todo, mas se não for possível, iniciar o consumo por volta de 15 a 10 dias antes da menstruação para que seus efeitos sejam sentidos.
 
Ai, que cólica!

Além da falta de nutrientes, também ocorre retenção de líquidos durante a TPM. Para evitar – ou ao menos amenizar – esse problema, é indicada a ingestão de bastante líquido, principalmente água. Chás de frutas (de preferência sem açúcar) e água de coco também são recomendados.


Já para as dores do seio, a vitamina E vem demonstrando ser eficaz para diminuí-las em várias pesquisas. A vitamina E é encontrada na gema do ovo e também em cereais integrais e nas frutas oleaginosas, como castanhas e nozes.


Mas e na hora que bate aquela cólica? Muitas mulheres sofrem com esse que é considerado o pior sintoma da TPM, e que geralmente aparece poucos dias antes do início da menstruação. Mas isso também pode ser aliviado com a alimentação adequada. “Açafrão, ameixa, chicória, couve, hortelã, milho, mil folhas e tomilho são apontados como eficazes para aliviar a cólica”, aponta Credídio.
 
Que vontade de comer chocolate!

De repente, no meio de todos os sintomas desagradáveis da TPM, bate aquela vontade de comer doce – especialmente chocolate. Mas é apenas mais um sintoma. O que o causa é a escassez de magnésio no organismo que ocorre no período. As consequências são fadiga, cãibras, irritabilidade e insônia.


Como o cacau é rico nesse nutriente, o organismo pede o alimento, numa tentativa de reverter o quadro. “A compulsão alimentar por chocolate em mulheres com TPM pode ser em decorrência da deficiência de magnésio, a qual deve ser corrigida com alimentos fonte deste nutriente”, explica Letícia Bizari, nutricionista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.


Para repor o magnésio, o mais indicado é consumir alimentos mais saudáveis, como aveia, arroz integral, milho, lentilha, soja, frutas oleaginosas e vegetais folhosos verde-escuros. Frutas também são uma boa pedida, pois saciam a vontade de comer doce sem comprometer a saúde.


Se a vontade de comer chocolate for incontrolável, deve-se preferir os com alto teor de cacau, mais ricos em magnésio e que possuem flavonoides (antioxidantes que ajudam a proteger os vasos sanguíneos), além de saciar mais, ou seja, porções menores já matam a vontade de comer o doce.
 
Fora do cardápio
Assim como alguns alimentos aliviam os sintomas da TPM, outros podem agravá-la. Este é o caso do sal. Frequentemente mulheres que sofrem com a TPM apresentam retenção de líquidos, que causam desconfortos como inchaço, dores abdominais e nos seios e até ganho de peso. E o sal agrava essa situação.


“É importante evitar itens com grande quantidade de sal, como embutidos (lingüiça, salsicha, presunto, mortadela, entre outros), produtos em conserva, temperos industrializados e salgadinhos”, recomenda Lara.


Outra dica importante é evitar alimentos ricos em cafeína, que tendem a aumentar a irritabilidade, o nervosismo, a insônia e as dores de cabeça. Assim, é importante ficar longe (ou pelo menos diminuir consideravelmente o consumo) de café, refrigerantes à base de cola e guaraná.


“Devido aos efeitos estimulantes que podem aumentar a irritabilidade, deve-se evitar esses alimentos nesse período, os quais são ricos em xantinas, substâncias que agravam a irritabilidade e as alterações de humor”, enfatiza Bizari.
 
Alguns chás devem ser evitados pelo mesmo motivo. Chás preto, verde e mate, por exemplo, também contém cafeína e não devem ser consumidos nesta época. No entanto, os chás que são calmantes naturais, como camomila, erva cidreira, melissa, alfazema e valeriana, são altamente recomendados, pois além de contribuir para aliviar a retenção de líquidos, também ajudam a relaxar e melhoram a qualidade do sono.
 Vontade de comer chocolate é um sintoma da TPM; prefira o amargo, com mais cacau

 Por Chris Bueno
Do UOL, em São Paulo

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Estrabismo não tratado pode causar perda irreversível da visão

Tratamento com o uso do tampão deve ser feito até os 8 anos de idade.
Se não for usado do jeito correto, a criança pode perder a visão em um olho.

 

Saber identificar os sinais anormais na visão pode ajudar a diagnosticar problemas como o estrabismo, o ceratocone e o astigmatismo.

O Bem Estar desta terça-feira (21) recebeu os oftalmologistas Samir Bechara e Fábio Nero e a pediatra Ana Escobar para explicar o que são essas doenças e como tratá-las.

É importante acompanhar a saúde dos olhos para evitar complicações mais graves, como a cegueira. No caso do estrabismo, por exemplo, se não for tratado, pode causar perda irreversível da visão no olho estrábico. Por isso, é importante diagnosticar e tratar o quanto antes.

Para enxergar bem, os olhos devem estar orientados para o mesmo ponto de fixação. Dessa maneira, o cérebro junta essas imagens captadas pelos dois olhos e as interpretam como uma só. No caso do estrábico que enxerga com menor senso de profundidade, o cérebro só interpreta uma imagem porque “ignora” a imagem recebida pelo olho com problema. Por isso, é importante estimular esse olho usando o tampão no olho sem desvio.


O estrabismo pode aparecer por herança genética já no nascimento ou nos primeiros anos de vida. Um dos sinais que pode ajudar a identificar o estrabismo é se a pessoa não conseguir assistir aos filmes em 3D, como mostrou a pediatra Ana Escobar.

Os médicos indicam o uso do tampão no olho sadio durante a infância para estimular o olho estrábico. Mas existe um período de tempo para esse aprendizado funcionar, que vai dos primeiros meses de vida até os oito anos de idade. Após esse tempo, se o olho estrábico não tiver sido estimulado da maneira correta e recomendada pelo médico, a criança pode ficar cega de um dos olhos.

O tratamento bem feito com o tampão pode não colocar o olho de volta ao lugar, mas desenvolve a visão. Nesse contexto, o paciente pode fazer a cirurgia, mas apenas por questões estéticas. Em alguns casos, o problema é corrigido com o uso dos óculos e o olho se esforça para desviar e corrigir o grau. Mas, quando a pessoa tira os óculos, volta a ficar estrábica.


Astigmatismo e ceratocone
Astigmatismo é um erro de refração, assim como a miopia e hipermetropia, e tem origem genética. Quem tem esse problema, tem a córnea ou o cristalino em um formato irregular, que faz com que a luz se refrate por vários pontos da retina, causando perda de visão para longe e perto, além da fotofobia e ofuscamento.


Há também o ceratocone, que deforma a córnea. Normalmente, pessoas com ceratocone tem grau elevado de astigmatismo. Para detectar essa doença, é feito no consultório médico o exame de topografia da visão. Geralmente, aparece na adolescência, entre os 13 e 18 anos de idade.
 
Em 70% dos casos, o ceratocone não se desenvolve a ponto de precisar de intervenções que não sejam os óculos ou as lentes rígidas.

Nos casos moderados, o uso dessa lente preenche melhor o olho e neutraliza a deformidade da córnea.

Quem sofre desse problema deve evitar coçar os olhos porque isso pode deformar ainda mais a córnea.
Lentes de contato
O Bem Estar mostrou também como cuidar das lentes de contato. A primeira regra é importante e vale para muitas outras situações: lavar sempre as mãos quando for manusear as lentes.

Para higienizá-las, os especialistas recomendam sempre usar líquidos especiais para isso porque o soro não tem conservantes e detergentes específicos para eliminar algumas bactérias.


Na hora de limpar, é preciso esfregar a lente na palma da mão sempre que colocá-la ou retirá-la, especialmente as mulheres que usam maquiagem.
Se sentir dificuldade para colocá-la, o olho doer ou ficar vermelho, não force e procure um oftalmologista. Ele vai verificar se a lente está com o grau correto e se está bem adaptada ao olho.

É importante também respeitar o tempo máximo do uso diário da lente, de 10 a 12 horas, e nunca dormir com elas. Os médicos alertam que o uso inadequado das lentes de contato pode acarretar problemas graves como úlceras de córnea e até a cegueira.

 Do G1, em São Paulo

Período ovulatório e posição sexual definem sexo do bebê

A expectativa para que a gravidez venha logo é grande. Mas, junto com ela, vem o desejo de que o bebê seja de determinado sexo. Uma das histórias populares que evolve o assunto é em relação ao período da ovulação Foto: Dreamstime/Terra


A expectativa para que a gravidez chegue logo é grande. Mas, junto com ela, vem o desejo de que o bebê seja de determinado sexo. Uma das histórias populares que evolve o assunto é em relação ao período da ovulação. Diz a lenda que manter relações sexuais um dia antes do período ovulatório aumentaria a possibilidade de o bebê ser do sexo feminino. Se o ato fosse programado para o dia da ovulação, as chances de nascer um menino seriam maiores.

Recentemente, a apresentadora Angélica, da Rede Globo, revelou em uma entrevista ao canal GNT que usou essa "tática" em sua terceira gestação. Coincidência ou não, a apresentadora está grávida de uma menina, como desejava. Mas, apesar do sucesso que o casal Luciano Hulk e Angélica obteve, de acordo com Nilo Frantz, diretor do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, de Porto Alegre, a questão não passa de mito.

A história surgiu porque, teoricamente, os espermatozoides que carregam os cromossomos masculinos seriam mais rápidos do que os femininos. Desse modo, se o casal mantivesse relações sexuais um dia antes da ovulação, o bebê seria menina. Para relações no próprio dia da ovulação, a chance de nascer um menino seria maior. Mas, de acordo com Nilo, não há estudos que comprovem a veracidade desse "método". "Em termos práticos, a 'técnica' não funciona. Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe os médicos de fazerem seleção do sexo do bebê", explica.

Outro mito que gira em torno do tema é sobre determinadas posições sexuais. Sexo com penetração mais profunda daria ao casal chances maiores de gerar um menino. E, se o ato sexual envolver penetrações menos intensas, a probabilidade de engravidar de uma menina seria maior. Também não há estudos que comprovem a veracidade dessa história. E, segundo o especialista, tudo não passa de um mito.

Como a natureza define o sexo
Biologicamente, o sexo do bebê é definido pelos espermatozoides. Eles se dividem em masculinos (os que carregam os cromossomos Y) e femininos (que carregam os cromossomos X). Depois de fecundar o óvulo, o gênero do espermatozoide passa a ser o do feto.

Segundo Nilo, existe uma curiosidade interessante sobre o tema. Alguns homens têm mais espermatozoides femininos do que masculino, ou o contrário. Por isso, a possibilidade de ter vários filhos do mesmo sexo é grande, o que pode explicar o fato de diversas famílias terem apenas filhos homens ou mulheres.

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Fonte: Terra