sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sexo pode ser causa de dor de cabeça

Cefaleias relacionadas ao ato sexual devem ser investigadas o mais rápido possível


As propriedades nutricionais da berinjela

O alimento contribui para a diminuição do colesterol, ajuda quem tem diabetes e possui outros benefícios para a saúde


                                           Imagem ilustrativa


A berinjela é um legume que contém a seguinte composição: vitamina B5 e sais minerais como cálcio, fósforo, ferro e fibra solúvel. A niacina (vitamina B5) protege a pele e ajuda a regularização do sistema nervoso e aparelho digestivo. Enquanto os minerais cálcio, fósforo e ferro contribuem para a formação dos ossos e dentes, construção muscular e coagulação do sangue. 


Poucas pessoas sabem, contudo, que ela é um vegetal com poder de diminuir o colesterol e reduzir a ação das gorduras sobre o fígado. Seu suco é utilizado nas inflamações dos rins, bexiga e uretra como poderoso diurético.  


A berinjela é muito recomendada para quem sofre de artrite, gota, reumatismo, diabetes e inflamações da pele em geral. Como tem poder laxante, aconselha-se nas indigestões e prisão de ventre. 

Diabetes, colesterol e a berinjela

Dietas com alto teor de fibra alimentar têm apresentado resultados positivos em relação a tolerância à glicose, redução de hiperglicemia pós-prandial e taxa secretória de insulina em indivíduos diabéticos. A fração da fibra solúvel, que está presente na berinjela, é apontada como responsável por estes efeitos fisiológicos benéficos e vários mecanismos têm sido propostos para explicar sua ação. A alteração na velocidade de difusão da glicose, devido à formação de gel no lúmem intestinal é um deles. Já a alteração na estrutura da mucosa intestinal, com rarefação das criptas e vilosidades da mucosa intestinal e aumento da produção de mucina, que atua como uma barreira à absorção de glicose, é outro.  


Atualmente, o extrato e o suco de berinjela, têm sido utilizados para diminuir as taxas de colesterol e de colesterol ruim, LDL. A produção de ácidos graxos de cadeia curta, como o acetato e o propionato, em decorrência da fermentação da fibra solúvel pelas bactérias do cólon, também exercem efeitos na diminuição das taxas de glicose e colesterol sanguíneo. O acetato inibe a lipólise do tecido adiposo que é responsável pelo excesso de ácidos graxos livres que chega ao fígado e acarreta a produção de acetoacetato em indivíduos diabéticos.  


Diversos trabalhos científicos tem verificado se dietas ricas em berinjela apresentam efeito hipoglicêmico e uma melhora a tolerância à glicose, e se a presença de fibra solúvel (pectina solúvel) é um fator determinante nestes efeitos. Dietas ricas em berinjela apresentam efeito hipoglicêmico, e contribuem para o retardamento de absorção da glicose pós-prandial e a fração fibra solúvel está correlacionada com estes efeitos. 


Experimentos realizados com a utilização de berinjela com casca e sem casca, e de casca de berinjela por um período de 42 dias. A glicose sangüínea foi determinada no início do experimento e aos 13, 21, 34 e 42 dias. Os testes orais de tolerância à glicose (TOTG) foram realizados no final do experimento. 


Os resultados mostraram que as rações à base de farinha de berinjela com casca e de casca de berinjela apresentaram redução nos níveis de glicose. Este efeito não foi significativo para a ração à base de farinha de berinjela sem casca. Os animais do grupo com diabetes que receberam ração à base de berinjela com casca apresentaram menor área sob a curva de glicose, do que os dos grupos controle (ração à base de caseína e de berinjela com casca) e do que o do grupo diabético que recebeu a ração de caseína. Este efeito não foi observado nos animais que receberam ração à base de berinjela sem casca e casca de berinjela. 


Estes resultados indicam a presença de um composto responsável pelo efeito hipoglicêmico na casca de berinjela e que a pectina solúvel da ração não foi suficiente para promover tal efeito, mas que a administração contínua de pectina solúvel contribuiu para a melhora da TOTG.  


Experimentos mostraram que o suco de berinjela administrado a pacientes hipercolesterolêmicos, reduziu significantemente o peso corpóreo, o colesterol total, o colesterol ruim, LDL, e os triglicérides, assim como aumentou o relaxamento dependente do endotélio, melhorando a pressão arterial. 

Compra, armazenamento e preparo

Na hora da compra, deve-se dar preferência às que se apresentam firmes, de cor roxa uniforme e lustrosa. As berinjelas devem ser guardadas em geladeira, dentro de sacos plásticos, assim se conservam em bom estado por duas semanas. As pessoas tem o hábito de mergulhá-las em água e sal antes de seu preparo, mas esse procedimento anula o sabor do legume e grande parte de suas propriedades nutritivas. O período de safra da berinjela vai de janeiro a maio. 


Fonte:  Minha Vida

Abóbora protege contra câncer de mama e de próstata

Abóbora previne câncer de mama e de próstata - foto reprodução
 
 
A abóbora protege contra diversos tipos de câncer, especialmente os de próstata, mama e cólon. Isso porque possui substâncias proterosas, como o betacaroteno, o kaempferol, o ácido ferrúlico, o licopeno e a quercetina.
 
 
Consumir suas sementes também previne males como a hiperplasia da próstata — no distúrbio, que acomete homens entre 40 e 60 anos, a glândula cresce demais, apertando o canal por onde sai a urina. Num estudo da Universidade de São Paulo, um grupo de ratos com câncer de próstata foi alimentado durante seis meses com 5 miligramas de betacaroteno. Após esse período, os tumores nos roedores se reduziram em 50%.
 
 
fonte: Livro Guia Completo de Nutrição – Saúde! é vital

Benefícios da gelatina

Ela é extraída da pele, cartilagens e ossos dos bovinos, que são ricos em colágeno, a principal proteína estrutural dos tecidos. Para ser consumida, a gelatina passa por processos químicos e físicos que fazem com que ela chegue à forma que todos nós conhecemos.

É verdade que a gelatina ajuda a enrijecer a pele?

Sim. Ela contém nove dos dez aminoácidos essenciais para o organismo. Eles são extremamente importantes nesse caso, pois favorecem a síntese do colágeno, uma das fibras de sustentação dos tecidos, melhorando, assim, a sua textura e firmeza. O alimento ainda ajuda na formação da massa magra, outro fator que faz com que o corpo fique mais rígido, mas, para isso, a prática de atividades físicas é imprescindível. 

O consumo regular de gelatina ajuda a manter a saúde em dia e a prolongar a juventude?

Ela é composta principalmente por dois aminoácidos, a glicina e a prolina, que a maioria das pessoas não consome em quantidades adequadas porque elas são encontradas nos ossos, nos tecidos fibrosos e nos órgãos de animais, itens que não costumam fazer parte da nossa alimentação. Esses aminoácidos contribuem para a saúde da pele, dos cabelos e das unhas, ajudam no controle do peso e melhoram a função imunológica. A glicina ainda tem ação anti-inflamatória e estudos mostraram que ela ajuda na cicatrização. Uma pesquisa japonesa recente publicada na revista científica Sleep and Biological Rhythms revelou mais um benefício proporcionado por essa substância: ela melhora a qualidade do sono. Além disso, a mistura de aminoácidos da gelatina é útil na manutenção dos ossos, das cartilagens e dos tendões. Mas de nada adianta consumir grandes quantidades do alimento sem adotar outros hábitos saudáveis. A gelatina deve fazer parte de uma dieta variada e equilibrada, que favorece a sua absorção e utilização pelo organismo.


Quais são as diferenças entre gelatina em folha e a em pó?

Em relação aos valores nutricionais, elas são praticamente iguais, pois ambas são feitas com a mesma matéria-prima: colágeno hidrolisado, ou seja, colágeno enriquecido com água. Apenas a forma como elas são apresentadas é diferente. A versão em folha facilita a dosagem, graças ao desenho quadriculado na superfície, o que faz diferença apenas no aspecto culinário, já que pequenas variações na quantidade podem comprometer o sucesso de certas receitas. Mas é importante que fique claro que há diferença entre a gelatina vendida em supermercado e o suplemento de gelatina ou de colágeno em pó, que fornece um teor de proteínas bem maior.

 

Posso substituir a gelatina comum pela versão em cápsulas?

Até pode, pois as duas oferecem os mesmos benefícios. No entanto, a dose mínima para obtê-los é de 10 g de gelatina por dia, o que faz com que seja necessário ingerir 20 cápsulas, já que cada uma delas contém só 500 mg. A versão em pó leva vantagem, pois, nesse caso, basta tomar uma colher de sobremesa, que pode ser adicionada a sucos, shakes, vitaminas ou algumas receitas. Sem falar que a sua ação no organismo é mais rápida. Já a gelatina colorida vendida em supermercados não tem um efeito muito eficiente na formação de colágeno e ainda seria necessário comer quantidades enormes para obter esse tipo de ganho. Além disso, ela tem substância como açúcar ou adoçante, corante e sódio na sua fórmula.


É verdade que a gelatina faz bem à pele do rosto?

Sim. Como ela é uma das maiores fontes de aminoácidos que estimulam a formação do colágeno e auxiliam na nutrição do tecido, o seu consumo faz com a cútis fique mais elástica, espessa e firme. Para otimizar a sua ação, é importante tomar muita água e consumir frutas e verduras ricas em vitamina C, como a laranja, o kiwi, o pimentão e a cebola, que facilitam a produção de colágeno de qualidade. Mas nunca é demais lembrar que a gelatina deve ser encarada como um dos itens de uma alimentação equilibrada. 


Quais são as diferenças nutricionais entre a gelatina comum e a diet?

Se considerarmos 100 g do produto, a versão comum tem 60 calorias, 14 g de carboidrato e menos de 1 g de proteína. A diet, por sua vez, conta com 10 calorias, 1 g de carboidratos e menos de 1 g de proteína. No caso do pó de gelatina pura, também chamado de colágeno hidrolisado, 1 colher de sopa conta com 6 g de proteína. 


É verdade que a gelatina fortalece as unhas e acaba com a queda de cabelo

O consumo regular desse alimento de fato ajuda a aumentar a espessura das unhas e do cabelo, fazendo com que eles fiquem mais fortes, resistentes e brilhantes, além de acelerar o seu crescimento. Mas não deposite todas as suas fichas na gelatina, pois ela ajuda a reverter a fragilidade dessas estruturas quando elas são provocadas por carências alimentares. Mas, se você estiver com queda de cabelo ou unhas fracas, procure um médico, pois há inúmeros fatores que podem estar por trás desses problemas. 
 
 

Os suplementos à base de gelatina são bons aliados na prevenção da celulite e da flacidez?

Trata-se de um mito. Ela de fato ajuda a deixar a pele mais firme, mas sua ação no combate à flacidez é secundária e só faz diferença de fato se for aliada a hábitos saudáveis. No que diz respeito à celulite, não existe nenhuma evidência de que o alimento tenha a capacidade de prevenir ou combater o aspecto de casca de laranja. 

Fonte: Site Terra

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Adoçantes: revelamos os mitos e as verdades deste poderoso alimento

A nutricionista Cláudia Sena esclarece algumas dúvidas comuns à maioria das pessoas sobre os benefícios e riscos do consumo de adoçantes


                                         Foto: Thinkstock


Nada melhor para substituir o açúcar que os adoçantes, certo? Nem tanto. Embora muitas pessoas acreditem que incluí-los na dieta ajuda a controlar o peso, a medicina ainda não possui uma opinião conclusiva a respeito desse tipo de produto.


A nutricionista e pós-graduanda em nutrição funcional e gastronomia Cláudia Sena esclarece algumas dúvidas comuns à maioria das pessoas sobre os adoçantes, seus benefícios, os riscos do consumo e os mitos e verdades que cercam o assunto.

O que são os adoçantes?

Cláudia explica que o adoçante “é um produto que geralmente vem do petróleo ou de alguma reação química”. De acordo com ela, “esses produtos são constituídos a partir de edulcorantes que têm a capacidade de “adoçar” mais do que o açúcar normal”.


Tipos de adoçantes

Divididos entre os tipos naturais e os artificiais, os adoçantes podem, sim, trazer benefícios à saúde, quando consumidos da maneira correta. “Eles são classificados em adoçantes sintéticos: acessulfame-K, aspartame, ciclamato e sacarina e os naturais: stévia, xilitol, sucralose e frutose”, explica a nutricionista.


Cláudia afirma que, a princípio, os adoçantes foram desenvolvidos para substituir o açúcar na alimentação de diabéticos. “A dica é intercalar os tipos de adoçantes. Tente fazer um rodízio, ingerir açúcar, frutose, stévia, açúcar mascavo, mel. O consumo saudável de adoçantes é possível quando o alimento é ingerido apenas quando necessário e em pequenas quantidades”, diz”


De acordo com ela, ”o ideal dentro da dieta é sempre optar por tudo mais natural, se possível não adoçar com nada, quem tem a ganhar é você. Em relação à quantidade, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e Para Fins Especiais (ABIAD) preparou um cálculo com base no peso de cada pessoa, para saber quanto você pode consumir por dia de aspartame, acessulfame, sacarina, ciclamato, sucralose e stévia”.

Mitos e verdades

Gestantes podem ingerir adoçantes?
Segundo as evidências atualmente disponíveis, o aspartame, a sucralose, o acessulfame e a stévia podem ser utilizados com segurança durante a gestação.

“Ainda não existem dados conclusivos sobre a relação entre o consumo de adoçantes pelas grávidas e má formações fetais”, afirma Cláudia, e completa dizendo que “é importante destacar que esse período deve estabelecer uma alimentação equilibrada, com todos os alimentos na sua forma mais natural”.


Crianças podem ingerir adoçantes?
A nutricionista defende que “não há nenhum estudo conclusivo sobre o uso de adoçantes por crianças, mas é bom lembrar que a melhor opção são os produtos mais naturais, sem adição química. Sobretudo as crianças diabéticas podem fazer uso dos adoçantes, sempre com orientação nutricional e médica adequadas”.


Adoçantes causam câncer?
”Várias pesquisas, mesmo que ainda não conclusivas, apontam que o uso contínuo e indiscriminado de adoçantes, principalmente aqueles que estão presentes na indústria alimentícia, pode causar câncer”, afirma Cláudia. Ela explica que “os adoçantes considerados mais prejudiciais são o aspartame, acessulfame, sacarina e ciclamato, e os mais indicados são o sucralose e o stévia. Os menos indicados são a sacarina e o ciclamato sódico, pois apresentam níveis elevados de sódio”, o que, de acordo com ela, deve ser levado em conta principalmente quando se trata de pacientes hipertensos.


Somente diabéticos devem consumir adoçantes?
A nutricionista esclarece que “qualquer pessoa pode fazer o uso de adoçantes na dieta”, embora as quantidades devam ser reguladas com parcimônia. “As pessoas com diabetes podem utilizar qualquer adoçante. No entanto, é sempre bom lembrar que, assim como os alimentos, o seu uso deve ser moderado e apenas quando necessário”.


Adoçante engorda?
”Atualmente, não há nenhuma forte evidência clínica de causalidade a respeito do uso de adoçantes artificiais e os efeitos na saúde metabólica, mas é importante observarmos que existem possíveis contribuições desses adoçantes artificiais para o aumento global da obesidade e, inclusive, do diabetes”, afirma a especialista. Por esse motivo, é fundamental o acompanhamento nutricional.


Adoçantes naturais x adoçantes artificiais

De acordo com o co-fundador e presidente da Nutrition Science Initiative (NuSI), de San Diego, na Califórnia, Peter Attia, “desde a sua invenção – ou descoberta – em 1965, não há um único caso bem documentado de danos crônicos devido à ingestão de aspartame.(…) Uma possível exceção pode estar em uma das raras pessoas com fenilcetonúria (PKU). Tais pessoas não têm uma enzima necessária para metabolizar um produto da decomposição do aspartame”.


Quanto à stevia e outros adoçantes naturais, Attia diz que “a mesma lógica se mantém, exceto que não temos dados tão extensos sobre eles, porque a maioria deles não está em nossas mesas há tanto tempo quanto o aspartame. No entanto, até a data, não existem dados que liguem essas substâncias a doenças”. Portanto, desde que consumidos dentro das quantidades diárias recomendadas pela OMS, a tendência é que tanto os adoçantes naturais quanto os artificiais sejam naturalmente absorvidos pelo organismo, não causando efeitos colaterais.

Fonte: DicasdeMulher - Por Carolina Werneck

Iogurte com farinha de maracujá é rico em fibras

Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um iogurte enriquecido com polpa e farinha de maracujá, que tem maior valor nutricional do que os iogurtes tradicionais.

 
O maracujá é uma fruta com quantidade significativa de nutrientes benéficos à saúde humana, como as fibras. Contudo, com exceção da polpa, as demais partes da fruta são destinadas apenas ao consumo animal ou à industria cosmética.


A farinha de maracujá é feita a partir das cascas e sementes, que somam mais de metade dos resíduos da fruta industrializada. A farinha não leva conservantes, sendo feita a partir da secagem, moagem e peneiração.


A farinha foi adiciona ao final do processo de elaboração a fim de não interferir na fermentação do produto. Os resultados mostraram que os iogurtes com adição de farinha de maracujá foram classificados como fonte de fibra.

Fonte: Blog de Boa Saúde - por Natália Barbosa

Beber menos leite pode regular o intestino

                                        Foto Getty Images


Mesmo sem o diagnóstico de má digestão de lactose, pessoas com síndrome do intestino irritável se dão bem ao tirar os lácteos da dieta. A conclusão é da nutricionista Marília Pinheiro César, mestre em gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
 
 
Ela pediu a pacientes cujo exame para má digestão de lactose deu negativo que, mesmo assim, excluíssem o leite e seus derivados do cardápio. “Provei que a intervenção foi benéfica, porque as pessoas relataram uma melhora em relação aos sintomas da doença”, diz a especialista.
 
 
Entre os principais desconfortos provocados pela síndrome do intestino irritável — de causa completa e multifatorial — estão dor, desconforto e distensão abdominal. “Esse achado nos leva a crer que outras substâncias do leite, como as gorduras, podem ser as responsáveis pelos incômodos em quem tem o problema”, completa Marília.


Pesquisa aponta que pipoca tem mais fibra que a alface (e é pouco calórica)

                                        Foto: Gustavo Arrais



Que ela é a melhor companhia para uma sessão de cinema ou um filminho em casa ninguém tem dúvida. Mas o que muitos desconhecem é que a pipoca, ao contrário do que se pensa, não é uma vilã. Ela, literalmente, estoura em matéria de benefícios segundo pesquisa divulgada recentemente pela American Chemical Society.


Além de possuir mais fibras que a alface, por exemplo, o petisco ainda é pouco calórico e rico em uma substância conhecida como amido resistente, que é um ótimo tipo de carboidrato. Com isso ela não provoca elevações repentinas das taxas de açúcar no sangue, garante a saciedade por mais tempo e previne o diabetes. Quem esclarece é Mariana de Souza da Silva, nutricionista da Zaeli Alimentos.


Segundo a especialista não é de hoje que estudos revelam que a pipoca oferece ganhos a saúde: “Pesquisas já demonstraram, por exemplo, que o nutriente que está presente na parte branquinha da pipoca, ajuda a reduzir os riscos de câncer no aparelho digestivo”. Mas ela alerta: “Para que o alimento exerça de fato seus benefícios o ideal é pegar a tradicional pipoqueira e estourar o milho em casa mesmo, isso com o mínimo de óleo e sal possível”, afirma.


Segundo Mariana o ideal para estourar o grão é no máximo uma colher de óleo e uma pitada de sal. “Feito dessa forma a pipoca é saudável, saborosa e ainda traz benefícios para a saúde. A pipoca oferece ácido fólico, vitamina importante para mulheres em idade fértil e que desponta como protetora do coração. Contém ainda pequenas doses de minerais, como o fósforo e o potássio — uma dupla que atua no sistema nervoso, na formação dos ossos e na manutenção dos músculos”, completa a especialista.

 Fonte:  Blog da Karlinha

Conheça oito alimentos que podem aumentar o risco de câncer

Bacon, refrigerante e até churrasco têm substâncias cancerígenas


Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo. 


O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio. Veja quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença. 
 







Carnes processadas

Linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético.

"A multiplicação celular passa a ser desordenada devido ao dano causado ao material genético da célula. Esse processo leva à formação de tumores, principalmente do trato gastrointestinal", explica Fábio Gomes.

A recomendação do especialista é evitar esses alimentos, que não contribuem em nada com a saúde.  


Refrigerante - foto: Getty Images Refrigerantes

A bebida gaseificada, além de conter muito sal em forma de sódio, possui adoçantes associados ao aparecimento de câncer. O ciclamato de sódio, por exemplo, é proibido nos Estados Unidos, mas ainda é utilizado no Brasil, principalmente em refrigerantes "zero". "Essa substância aumenta o risco de aparecimento de câncer no trato urinário", conta Fábio Gomes.

Quanto aos adoçantes que podem ser adicionados à comida ou à bebida, o nutricionista diz que ainda não há comprovação científica. "O ideal é que o adoçante seja usado de forma equilibrada, pois é um produto destinado a pessoas com diabetes e não deve ser consumido em excesso pela população em geral", aponta. 



Carne gordurosa - foto: Getty Images Alimentos gordurosos

Fábio Gomes explica que não é exatamente a gordura a principal responsável pelo aparecimento de câncer, e sim a quantidade de calorias que ela agrega ao alimento. A comida muito gordurosa é densamente calórica, ou seja, tem mais que 225 calorias a cada 100 gramas do alimento. "Por esses alimentos geralmente serem pobres em nutrientes, é preciso ingeri-los em grandes quantidades para obter saciedade, o que leva ao superconsumo", conta o nutricionista do INCA.

Em excesso, esses alimentos provocam obesidade, que é fator de risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins. A célula de gordura libera substâncias inflamatórias, principalmente hormônios que levam a alterações no DNA e na reprodução celular, como o estrogênio, a insulina e um chamado de fator de crescimento tumoral. 



Alimentos ricos em sal - foto: Getty Images Alimentos ricos em sal

"Se ingerido em quantidade maior do que cinco gramas por dia, o sal pode lesar as células que estão na parede do estômago", explica o nutricionista Vinicius Trevisani, do Instituto do Câncer de São Paulo. Essa agressão gera alterações celulares que podem levar ao aparecimento de tumores.

Procure evitar alimentos ricos em sal ou mesmo aqueles que usam sal para aumentar o tempo de conservação, como os congelados e os comprados prontos que só precisam ser aquecidos.

Entram nessa lista: carne seca, bacalhau, refrigerantes, pizzas congeladas, iscas de frango empanadas congeladas, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros. 



Churrasco - foto: Getty Images Churrasco

Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. "Ambos estão presentes na fumaça e impregnam o alimento que é preparado na churrasqueira", explica Fábio Gomes. "Eles também possuem fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores." 


 
Junkie food - foto: Getty Images Dieta pobre em fibras

O nutricionista Vinicius Trevisani explica que o intestino se beneficia muito pelo consumo adequado de fibras. Elas garantem um bom trânsito intestinal, de modo a eliminar os ácidos biliares secundários, um produto da digestão presente no intestino. Isso evita a agressão às células do intestino e a multiplicação celular descontrolada. 



Hamburguer na chapa - foto: Getty Images Preparo com altas temperaturas

Alimentos fritos ou grelhados também incorporam algumas substâncias cancerígenas. Ao colocar o alimento cru em óleo ou chapa muito quentes (com temperatura aproximada de 300 a 400°C), são formadas aminas heterocíclicas - substâncias que contêm fatores mutagênicos e estimulam a formação de tumores.

O nutricionista Fábio recomenda preparar as carnes ensopadas - modo de cozimento em que não há nenhuma formação de aminas-, ou ainda prepará-las no forno. Dessa maneira, a temperatura do alimento aumenta gradualmente e não chega a níveis tão altos. 



Maçã podre - foto: Getty Images Alimentos com agrotóxicos

Não existe uma forma eficiente de limpar frutas, verduras e legumes dos agrotóxicos. "Muitas vezes, esses conservantes são aplicados nas sementes e passam a fazer parte da composição do alimento", aponta Fábio Gomes. Ele explica que o agrotóxico provoca vários problemas de saúde em quem tem contato direto com esses alimentos, mas ainda está em estudo a sua real contribuição com o aparecimento do câncer.

Como ainda existem dúvidas sobre esses efeitos, o nutricionista orienta evitar opções ricas em agrotóxicos. É melhor consumir alimentos cultivados sem o produto químico, que comprovadamente têm mais vitaminas, minerais e compostos quimiopreventivos. "Estes compostos atuam na proteção e reparação celular frente a uma lesão que pode gerar câncer", afirma.  


Fonte: Minha Vida - Por Manuela Pagan

sábado, 23 de novembro de 2013

Ovo: um alimento saboroso e que oferece muitos benefícios à saúde

Ele é um grande aliado da saúde dos cabelos, unhas e pele, especialmente, por conter biotina, a chamada vitamina da beleza


                                       Foto: Thinkstock



Seja na salada, seja para fazer uma omelete, o ovo faz parte da dieta da maioria das pessoas. E embora seja um alimento bastante apreciado pela população, muita gente ainda não conhece todos os benefícios que ele oferece à saúde, não sabe com que frequência ele pode ser consumido, entre outras informações importantes.


Jackeline Taglieta, nutricionista pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela Unicsul, diz que o ovo é um alimento riquíssimo em nutrientes. “Em destaque, proteínas, carotenoides (zeaxantina e luteína), colina, biotina, vitamina D, vitamina A, vitamina E e gorduras insaturadas. E além de ser ótimo em termos de nutrientes, é um alimento de custo acessível, muito mais barato que a carne, por exemplo”, explica.

Benefícios

De acordo com a nutricionista Jackeline, o ovo oferece diversos benefícios à saúde. Entre eles, destacam-se:

  • Confere saciedade e nutrição para os músculos devido ao seu teor proteico.
  • Pelo conteúdo de zeaxantina e luteína, protege os olhos contra degeneração causada por danos fotoprotetores.
  • É importante para a memória e o aprendizado, por conter colina – nutriente essencial para a formação do neurotransmissor acetilcolina responsável pelas funções cognitivas.
  • O ovo é ainda grande aliado da saúde dos cabelos, unhas e pele, não somente pela proteína, mas, principalmente, por conter biotina, a chamada “vitamina da beleza”.
  • Favorece a saúde óssea e a regulação de praticamente todas funções metabólicas, pelo conteúdo de vitamina D, e também reforça a imunidade com a presença da vitamina A.
  • Em dietas de emagrecimento, o ovo é também uma ótima opção de alimento, pois, por conter proteína, ajuda na saciedade e logo, no controle do apetite.
  • E, ao contrário do que se cogitava há algum tempo atrás, o ovo confere proteção cardiovascular, por conter vitamina E, que é altamente antioxidante, e pelo seu perfil de gorduras insaturadas.


Os diferentes tipos de ovos

Jackeline Taglieta destaca que existem ovos bancos e ovos vermelhos, o que, em termos nutricionais, não tem significância, pois a diferença se refere apenas às raças das galinhas.


“O que importa mesmo é saber se o ovo é de granja, caipira ou orgânico. Os de maior valor nutricional são os últimos dois, pois as galinhas são criadas livres e ciscam – o que eleva a quantidade de carotenoides no ovo. E quanto mais alaranjada a gema, maior seu teor de zeaxantina e luteína”, explica a nutricionista.


Além disso, acrescenta Jackeline, o maior valor nutricional também está relacionado à ausência de resíduos químicos nos ovos das galinhas caipiras e das criadas no sistema orgânico, pois estas não recebem medicações, nem promotores de crescimento. “Ao contrário, galinhas confinadas recebem essas e outras substâncias, como quimioterápicos, antifúngicos e corantes, adicionadas à própria ração”, explica.


Há ainda o ovo de codorna. “Mas, visivelmente, pela coloração esbranquiçada da gema, ele tem menor conteúdo de carotenoides”, diz a nutricionista.

Como consumi-lo?

A nutricionista Jackeline explica que, de maneira geral (salvo contraindicações), pode-se consumir um a dois ovos de galinha diariamente. “Mas vale ressaltar que, quanto mais diversificada for a alimentação, melhor para o organismo”, diz.


A melhor forma de consumir um ovo é nas versões cozida ou poché, em que não se usam óleos. “Se for mexido ou grelhado, não deve ser feito com excesso de óleo ou manteiga no preparo (use o suficiente apenas para não grudar na panela)”, diz a nutricionista Jackeline.


O ovo não deve ser consumido frito, “pois a fritura descaracteriza os efeitos benéficos do alimento na saúde cardiovascular, aumentando, por si só, os riscos de aterosclerose e desequilíbrios no colesterol”, destaca a nutricionista.
A profissional acrescenta ainda que o consumo de ovos crus não é recomendado pelo alto risco de contaminação por salmonela. “E a gema parcialmente mole somente deve ser consumida de ovos de procedência confiável”, diz.


Jackeline lembra ainda que a casca do ovo deve sempre ser lavada antes de sua quebra, para retirar as sujidades, minimizando o risco de contaminação.


Como escolher bons ovos?

Jackeline explica que, na hora da compra, as embalagens dos ovos devem estar dispostas em ambiente bem arejado, ou refrigerado. “As embalagens plásticas devem estar totalmente secas, sem qualquer sinal de vapor de água condensado no seu interior. E as embalagens de papel não podem apresentar mofo ou bolor. Os ovos devem vir como selo de inspeção federal (S.I.F.) ou estadual (S.I.E.)”, diz.


“Somente compre ovos dentro do prazo de validade. Os produtos não devem apresentar manchas de fezes de galinha. Devem estar intactos, sem trincas. Ao chacoalhar os ovos, o conteúdo não deve se mover (se isso acontecer, o ovo está velho)”, acrescenta a nutricionista.


Como os ovos devem ser armazenados em casa?

Dentro da geladeira, no fundo das prateleiras, onde as temperaturas se conservam mais baixas. “Deixá-los na porta facilita a proliferação da salmonela, pois o produto sofre oscilações térmicas com o abrir e fechar da geladeira, facilitando a multiplicação das bactérias presentes nos ovos”, destaca a nutricionista Jackeline.

Contraindicações

Jackeline Taglieta explica que ovo contém proteínas alergênicas. “Pessoas alérgicas de um modo geral (como asmáticos e em alguns casos de alergias de pele), não devem fazer uso diário deste alimento. E pessoas com alergia específica a ovos, não devem ingeri-los até que o problema tenha sido revertido.


“Além disso, pessoas com dieta controlada em proteínas, como as com doenças renais, devem ter ingestão bastante controlada”, acrescenta a nutricionista.

O consumo excessivo de ovos pode gerar problemas à saúde?

Embora ofereça todos os benefícios citados à saúde, os ovos não devem ser consumidos em excesso.


“Assim como outros alimentos, qualquer excesso deve ser evitado. No caso do ovo, o consumo além do recomendado pode levar ao desenvolvimento de uma hipersensibilidade alimentar ao produto. E, por se tratar de um alimento proteico, o excesso pode levar a um sobrecarga renal dependendo da quantidade ingerida das demais fontes de proteínas na alimentação”, destaca a nutricionista Jackeline.

Receita com ovos

Se você também adora ovos e já tem o costume de consumi-los com frequência – mas sem exageros – vai adorar a receita abaixo, indicada pela nutricionista Jackeline Taglieta:


Ingredientes
  • cebola roxa fatiada
  • óleo de canola
  • arroz integral cozido
  • ovos caipiras
  • sal marinho
  • salsinha
  • orégano
  • acrescentar cenoura, tomate, alho-poró, beterraba, brócolis, espinafre, abobrinha, cogumelos, ervilha, a gosto.
Modo de preparo
  • Em uma frigideira, refogar a cebola com um pouco de óleo.
  • Acrescentar os ovos batidos, misturados com os outros ingredientes.
Agora você já tem todas as informações que precisa para consumir e usufruir dos diversos benefícios que ovos oferecem à nossa saúde. Vale a pena acrescentá-lo à dieta!


Fonte: DicasdeMulher - Por Tais Romanelli

Hipotireoidismo: oito dúvidas sobre a doença da tireoide

Ela não tem cura, mas tratamento garante qualidade de vida do paciente


A tireoide é uma glândula endócrina que existe para harmonizar o funcionamento do organismo. Localizada no pescoço, é responsável pela produção de dois hormônios o T3 (tri-iodotironina) e o T4 (tiroxina), que estimulam o metabolismo e interferem no desempenho de órgãos como coração e rins, chegando a alterar o ciclo menstrual.  De acordo com o IBGE, as doenças endócrinas, como diabetes, obesidade e disfunções na tireoide respondem pela segunda causa que mais mata mulheres no país (7,8%), atrás apenas das doenças cardiovasculares.


Por toda essa importância, a glândula tireoide precisa estar em perfeita ordem. Quando isso não acontece, o próprio corpo dá o alerta. Os tipos mais comuns de disfunção da tireoide são: 


1. hipertireoidismo (liberação de hormônios em excesso, que aceleram muito o metabolismo); 


2. hipotireoidismo (a glândula libera o T3 e o T4 em menor quantidade do que o necessário). No segundo caso e mais comum, o hipotireoidismo, os sintomas mais frequentes são desânimo, cansaço, sonolência, pele seca, inchaço dos olhos, lentidão física e mental. A doença costuma atingir vários membros de uma mesma família. Porém, o diagnóstico nem sempre é fácil, pois os sintomas podem ser atribuídos a outras doenças que se manifestam de forma semelhante, como depressão e anemia. A seguir, a endocrinologista Laura Ward, da Unicamp, esclarece oito dúvidas mais comuns sobre o hipotireoidismo.

                                                          Cansaço


1.Os sintomas podem ser identificados com clareza?

 

Os sintomas, infelizmente, são pouco específicos e se instalam lentamente, o que pode confundir as pessoas. Além disso, podem atingir vários órgãos, pois a tireoide é importante para regular o funcionamento de alguns sistemas do corpo, como cardiovascular, gástrico e nervoso. São: sentir frio, mesmo quando a temperatura não está baixa; desânimo; falta de interesse de todos os tipos, incluindo interesse para atividades corriqueiras ou prazerosas; lentidão de fala, de pensamento e de batimentos cardíacos; problemas no intestino (constipação, prisão de ventre), lentidão de reflexos; pele ressecada; cabelos e unhas quebradiços.  

2.Por que o hipotireoidismo ocorre mais em mulheres e se manifesta predominantemente a partir de certa idade?

Não se sabe com exatidão por que o distúrbio afeta mais mulheres, mas acredita-se que um dos fatores seja a maior incidência, na fase da menopausa, da doença de Hashimoto ou tireoidite crônica, doença autoimune da tireoide em que o corpo produz anticorpos que atacam a tireoide, fazendo deste distúrbio a principal causa do hipotireoidismo. Durante o climatério, período em que as doenças autoimunes são mais frequentes, é possível que o metabolismo de hormônios, como estrógeno, esteja produzindo fatores desencadeantes para doenças autoimunes, entre as quais a doença de Hashimoto. 

3.Como saber se estou no grupo de risco da doença?

São fatores de risco para o hipotireoidismo: a existência de outras doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide, vitiligo, diabetes de tipo 1), a presença de bócio (aumento de volume da tireoide) e a existência de doença de tireoide na família. 

4.Quais exames costumam ser feitos para o diagnóstico?

Pescoço
Eles devem ser feitos periodicamente? O exame mais comum para identificar os níveis dos hormônios da tireoide chama-se dosagem de TSH sérico. Recomenda-se que todas as pessoas acima de 60 anos realizem uma dosagem de TSH anual e que mulheres, particularmente aquelas que apresentam fatores de risco, dosem o TSH a partir dos 30 anos. Além disso, gestantes também devem realizar o exame periodicamente.  

5.O hipotireoidismo tem cura?

Não existe uma cura definitiva para a doença, mas o controle pode fazer com que o paciente leve uma vida normal. O tratamento mais comum é feito com reposição hormonal, geralmente com hormônio sintético da tireoide, em geral, na forma de comprimido, que deve ser tomado diariamente pelo resto da vida. Mas vale o alerta: se estiver com falta ou excesso de medicação, podem aparecer os sintomas opostos, de hipertireoidismo. Os mais comuns são: agitação física e mental, insônia, irritação e perda de peso. 


6.Quais são as possíveis consequências mais graves, se não houver tratamento?

A falta do hormônio tireoidiano pode levar ao coma mixedematoso, que é quando o paciente tem queda da temperatura corporal e ocorre a lentidão de todas as funções do organismo. Isso acarreta uma fragilização do sistema imune, facilitando a instalação de outras doenças, como pneumonia e infecções. O hipotireoidismo também pode afetar de forma importante o coração e os ossos, por isso é importante seguir o tratamento prescrito pelo médico.  


7.O hipotireoidismo provoca aumento de peso?

Existe uma relação complexa entre as doenças da tireoide, o peso corporal e o metabolismo. Os hormônios tireoidianos também regulam o metabolismo, e a taxa metabólica basal também pode diminuir na maioria dos pacientes com hipotireoidismo, devido à baixa nos hormônios. No entanto, esse ganho de peso é menor e menos dramático do que o ocorre nos pacientes com hipertireoidismo. 


8.O que é essencial para controlar o hipotireoidismo?

Se o paciente estiver com a medicação ajustada adequadamente, sua rotina não será muito afetada. A recomendação é a mesma válida para pessoas sem a doença, que é seguir hábitos de vida saudáveis. É fundamental manter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais e frutas. Também é essencial praticar exercícios físicos regulares para a manutenção do peso para afastar a obesidade e seus efeitos negativos, como hipertensão, diabetes, aumento do colesterol e problemas cardiorrespiratórios. Não há grandes restrições em relação às atividades físicas, mas antes de começar a se exercitar o paciente deve sempre consultar seu médico. 


Fonte: MinhaVida - Por Ana Maria Madeira