sábado, 31 de maio de 2014

Descubra os benefícios do mel

O alimento que as abelhas fazem com tanto empenho tem grandes contribuições a dar para nossa saúde. E basta uma colher ao dia!

Texto: Douglas Galan / Produção: Janaina Resende / Foto: Fabrizio Pepe / Adaptação: Clara Ribeiro

O mel ainda estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável
pela sensação de prazer e bem-estar
Foto: Fabrizio Pepe


Uma maravilha da natureza! O mel, esse fluído viscoso, elaborado pelas abelhas a partir do néctar coletado das flores e armazenado nos favos de suas colmeias, é um alimento poderoso. Seus principais constituintes são carboidratos, principalmente frutose e glicose – está aí a fonte de sua doçura! – e mais 25 polissacarídeos, dentre os quais estão a sacarose e a maltose. Ainda se pode dizer que ele é um alimento “vitaminado”, já que conta com vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, C e Biotina (vitamina H). Diferentes sais minerais também estão presentes em sua composição: cálcio, fósforo, ferro, enxofre, potássio, selênio, cloro, manganês, cobre e zinco aparecem na fórmula. Em menor quantidade, apresenta conteúdos de proteínas de origem animal e vegetal.

 
Com tantos elementos em sua composição, não é de se admirar que o mel apresente muitas propriedades e tenha boas funções sobre a saúde. Porém, toda essa potência precisa ser dosada no consumo, já que, como todo carboidrato, pode contribuir para o aumento de peso, quando ingerido em excesso, como informa a nutricionista Cátia Medeiros. E não é mesmo necessário abusar da quantidade: basta uma colher de sopa (ou 10 ml) do fluído ao dia para se tirar proveito das vantagens desse alimento tão saboroso.


Tosse, gripe, tuberculose...
A tradicional receita caseira que indica a ingestão de mel quando se contrai tosse, gripe ou resfriado funciona mesmo! A nutricionista Gabriela Marcelino, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) endossa a sabedoria popular: “Ele é mesmo eficaz contra problemas respiratórios”. E nessa área de tratamentos, a especialista vai além: “As bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis à ação antibacteriana do mel. Entre elas estão a Haemophilusinfluenzae, responsável por infecções respiratórias e sinusites, a Mycobacterium tuberculosis, que leva à tuberculose, a Klebsiellapneumoniae e a Streptococcus pneumoniae, ambas causadoras da pneumonia”.


Mas as funções terapêuticas do mel não se limitam às doenças do aparelho respiratório. O consumo diário provoca o aumento da resistência do organismo a uma série de enfermidades. “Ele tem propriedades antissépticas, antibacterianas, imunológicas, expectorantes, sendo então utilizado como coadjuvante na área terapêutica em diversos tratamentos profiláticos”, conta a nutricionista Gabriela. Vale ressaltar que o mel alivia os sintomas e o desconforto das patologias a ele relacionadas, mas não promove suas curas. O tratamento dessas enfermidades, portanto, deve ser indicado por um especialista.


Antimicrobiano e antibacteriano
Mel possui ação antimicrobiana, impedindo o crescimento de bactérias patogênicas e oferecendo proteção contra algumas doenças. “Ele contém alguns ácidos, sendo que um deles, o glucônico, contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibacteriano.O ferro e o cobre nele presentes contribuem para a ação antimicrobiana”, diz a nutricionista Cátia Medeiros (SP).


Ainda tem ação fungicida e cicatrizante. “O uso tópico do mel estimula a cicatrização de feridas e a atividade anti-inflamatória quediminui dor e edema. Por este motivo, é muito utilizado em ‘pé diabético’ (complicação decorrente do diabetes e que promove o aparecimento de úlceras, infecções, entre outros sintomas nos pés), com ação semelhante à da insulina. Sua aplicação deve sempre ser indicada por um profissional”, explica a nutricionista Juliana Rossi Di Croce (SP).


Bom para o intestino
Devido ao conteúdo de oligossacarídeos presentes no alimento, possui propriedades prebióticas, ou seja, serve de substrato para as bactérias benéficas do intestino. “Foi mostrado, em um estudo, que seu consumo aumenta a população intestinal de bifido bactéria e lactobacilos, devido ao seu conteúdo de fruto oligossacarídeos, um tipo de prebiótico”, explica Juliana. Por essa razão, ajuda no equilíbrio da microbiota intestinal, estimulando o crescimento e atividade de bactérias favoráveis ao organismo. No aparelho excretor, o mel ainda diminui os riscos de infecção urinária: “Algumas bactérias, como streptococcusfaecalis, proteus species e pseudomonasaeruginosa, podem causar a infecção urinária e elas são sensíveis à ação antibacteriana do mel”, explica a nutricionista Cátia.


Pressão, cérebro e coração
Como é fonte de potássio, o mel se torna um alimento interessante para o equilíbrio da pressão arterial, como explica a nutricionista Cátia. “Além disso, o mel pode conter boas quantidades de colina, que é essencial para a função cerebral e cardiovascular, bem como para a composição da membrana celular”, acrescenta Gabriela.


Apesar de seus inúmeros benefícios, é contraindicado 
para bebê por conter bactéria causadora do botulismo
Foto: Fabrizio Pepe


Contra o envelhecimento
O substrato produzido pelas abelhas apresenta ainda ação antioxidante, que promove maior proteção ao organismo contra os danos causados pela formação diária de radicais livres. Os polifenois são as substâncias responsáveis por essas propriedades: quanto mais escuro o mel, maior a quantidade de polifenois e melhor seu poder antioxidante. Os principais são os flavonoides (como aquercetina, luteolina, kaempferol, apigenina,crisina e galangina) e ácidos fenólicos. “Essas substâncias combatem os danos causados por agentes oxidantes, presentes nos alimentose no corpo humano, e assim previnem o envelhecimento e doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entre outras”, atesta Cátia.


Relaxamento na dose certa
O fluído ainda estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. É fonte ainda de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse do organismo, melhorando os ânimos.


Atenção às contraindicações
Bebês não podem ingerir mel. A recomendação deve-se ao fato de o alimento ter a presença de esporos da bactéria Clostridiumbotulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo. O sistema imunológico nessa fase ainda não consegue se defender desse microrganismo. Alguns médicos e nutricionistas desaconselham o consumo até os dois anos. Como o mel é rico e maçúcares, o consumo excessivo leva ao ganho de peso e elevam os níveis de glicose no sangue rapidamente, causando os chamados picos de glicemia. “Pessoas com diabetes e resistência insulínica não devem consumi-lo. Nas dietas de emagrecimento, ele deve ser utilizado com parcimônia”, conclui a nutricionista Cátia Medeiros.



Tensão constante comprometeria qualidade do esperma

Não bastasse complicar o coração e patrocinar a pressão alta, o estresse gera mais uma encrenca: ele afeta a fertilidade masculina. Pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, perceberam que, acredite, nervos à flor da pele podem reduzir a concentração do esperma e sua capacidade de fecundar o óvulo.


O estudo acompanhou 193 homens, entre 38 e 49 anos, ao longo de três anos. Durante esse período, os participantes descreviam como se sentiam em relação à vida pessoal e ao trabalho, além de relatar possíveis acontecimentos estressantes no dia a dia. Pra completar, eles forneciam amostras de sêmen.


 No fim das contas, os resultados indicaram que os mais estressados eram donos de espermatozoides mais preguiçosos, por assim dizer. Os cientistas ainda não sabem quais as causas desse problema, mas especulam que um aumento nos níveis de radicais livres e a desregulação na produção de certos hormônios, duas consequências da tensão, podem estar por trás do efeito.

Fonte: Revista Saúde É Vital

Saúde íntima: nove perguntas que são ignoradas na consulta médica

Descubra se coito interrompido previne DST e se é normal o órgão sexual ficar inchado


Você está na consulta ginecológica ou urológica e se lembra daquela dúvida que pintou no banheiro outro dia, mas desiste de perguntar por ser constrangedora - ou então por medo do médico achar óbvio demais. Entretanto, muitas vezes o questionamento que parece bobo pode ser o mais importante, indicando uma possível doença ou um comportamento inadequado. Pensando nisso, conversamos com profissionais e respondendo algumas dessas perguntas:



É normal ter um dos seios ou testículos maior que o outro?

Diferenças discretas de volume entre os testículos e seios são consideradas normais. No caso dos seios, pode acontecer principalmente em mulheres porque, na puberdade, uma das mamas pode ter mais receptores de hormônio, levando a um crescimento maior. "Nos testículos isso ocorre geralmente por conta da variação no pequeno volume de líquido que se apresenta ao redor dos testículos", explica o urologista Mauro Pinheiro, do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia - regional Rio de Janeiro. Essas diferenças são preocupantes quando surgem subitamente, são muito grandes e/ou associadas à dor na região. "Nestes casos, deve-se suspeitar de processos inflamatórios, infecciosos ou até mesmo de câncer, e um médico urologista ou mastologista deve ser consultado."

 
homem no banheiro - Foto: Getty Images

Após masturbação excessiva, é normal o pênis ou a vagina ficar inchado?

"O atrito em excesso nos tecidos do pênis e vagina pode resultar em um edema, que é um discreto acúmulo de líquido nesses tecidos", explica o urologista Mauro. O resultado disso é um aspecto de "inchaço", que pode ocorrer devido a esse líquido acumulado. "O edema tende a reduzir e desaparecer algumas horas após o repouso", diz. Caso o problema persista, o indicado é procurar um médico.

As bombas penianas, muito utilizadas na Europa e Estados Unidos, são mecanismos que, acoplados ao pênis, produzem um vácuo que faz com que o sangue venoso reflita para dentro do pênis, em um processo semelhante ao da ereção. "A diferença é que, na ereção verdadeira, o sangue que preenche o pênis é arterial e não venoso", explica o urologista Mauro. Se utilizadas durante um período prolongado ou caso ocorra um vácuo muito forte, pode sim ocorrer um edema dos tecidos periféricos, visualizados como um "inchaço".


mulher tomando banho - Foto: Getty Images

É necessário tomar banho imediatamente após a relação sexual?

Sim, é necessário, mas você não precisa sair correndo para o banheiro logo após o sexo. Higienizar o órgão sexual depois do ato ajuda a evitar principalmente infeções causadas por fungos, como a candidíase. Lavar o órgão após a relação sexual também ajuda a remover resíduos de sêmen e excesso de lubrificante do preservativo. Caso você não tenha usado preservativo, a higiene também serve para retirar o muco da lubrificação natural da vagina junto com resíduo de secreção espermática após a ejaculação - ambos ricos em substâncias que servem como meio de cultura para bactérias e fungos. "A flora bacteriana nos tecidos do pênis e vagina está aumentada após a relação sexual, principalmente quando próximo do período menstrual", afirma o urologista Mauro. Caso essa flora esteja modificada por conta de patologia prévia na mucosa do pênis ou vagina, há o risco de transmissão de DSTs. "A higiene pode ser feita até em poucas horas após a relação - não precisa ser imediatamente, porém não se deve deixar nunca para o dia seguinte."

casal na cama - Foto: Getty Images

Por que algumas pessoas têm vontade de urinar após a relação sexual?

Segundo o urologista Mauro, existe um reflexo após o orgasmo sexual, que desencadeia a contração de vários músculos da pelve, inclusive da bexiga e dos esfíncteres envolvidos na micção, podendo desencadear em alguns indivíduos um desejo de urinar logo após. "Urinar depois do sexo também é importante para limpar o canal urinário, diminuindo o risco de possíveis infecções por bactérias", ressalta a ginecologista Rita Géssia Patriani Rodrigues, do hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.

mulher de calcinha - Foto: Getty Images

Para que servem os pelos pubianos?

Evolutivamente, os pelos pubianos existem para a proteção da região genital. Aparar os pelos é eventualmente recomendado para facilitar a higiene e evitar a umidade no local, que pode propiciar crescimento de fungos. "Isso porque na base do pelo há glândulas que produzem suor e gorduras para lubrificar e resfriar a pele, e essas podem causar um cheiro desagradável ou servir de alimento para germes, predispondo ao aparecimento de doenças de pele", completa o urologista Ravendra Muniz, do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

 Se você tem uma higiene íntima adequada diariamente e seu órgão genital está saudável, a depilação não se faz necessária. Dessa forma, é importante manter a região sempre limpa e os pelos aparados quando necessário, para não dar margem ao acúmulo de fungos e bactérias nocivas. "A depilação total da região genital deve ser evitada devido ao risco de ferir uma pele que é muito fina e está próxima de uma flora bacteriana naturalmente maior que a de outros locais, apresentado, portanto, algum risco de infecção", afirma o urologista Mauro. O melhor seria apenas aparar os pelos, evitando depilar. Caso deseje, a depilação deve ser realizada com extremo cuidado e higiene.


lâmina de barbear - Foto: Getty Images

Quais os problemas em machucar o pênis ou a vagina durante a depilação?

Se você prefere se depilar e sofreu algum corte durante o processo, o ideal é higienizar bem a área no momento e manter a higiene com atenção redobrada nos próximos dias, acompanhando a ferida de perto. Caso aconteça algum inchaço, inflamação ou infecção na área afetada, procure um médico. Evite roupas que friccionem o local durante a cicatrização e dê um tempo nas relações sexuais.

médico escrevendo receita - Foto: Getty Images

Em caso de lesão ou fissura durante a relação é necessário procurar um médico?

Sim. "Se ocorrer qualquer fissura ou lesão no órgão sexual, sempre é necessário procurar um médico", alerta o urologista Mauro. Já o urologista Ravendra completa dizendo que as recomendações para esse caso são parecidas com as dadas para o depilação, inclusive com repouso ou abstinência sexual até que a ferida cicatrize completamente.

camisinhas coloridas - Foto: Getty Images

Coito interrompido ou usar camisinha apenas no momento da ejaculação protege de DSTs?

Os especialistas são categóricos: não. "O coito interrompido não protege a pessoa de absolutamente nada, nem mesmo do contágio do HIV e das hepatites", diz Mauro Pinheiro. Inclusive, o coito interrompido pode não deixar a pessoa completamente protegida da gravidez, no caso de relações heterossexuais. Dessa forma, a recomendação de colocar a camisinha antes do ato persiste. O risco de transmissão de DSTs com uso da camisinha apenas na hora da ejaculação é total, uma vez que a lubrificação vaginal e o líquido liberado pelo pênis antes da ejaculação também contém vírus e bactérias transmissoras de DST. Além disso, verrugas e feridas causadas por HPV, candidíase ou sífilis podem estar presentes na pele do pênis ou vagina, e o contato seria suficiente para transmissão. "Há também o risco de uma fissura ou ferida, levando ao contato de sangue com sangue", lembra o urologista Ravendra. Por isso, a camisinha deve ser colocada antes do início da relação e permanecer lá até o final.

Uma pessoa em tratamento para DST coloca o parceiro em risco se transar sem camisinha?

O paciente em tratamento para doença sexualmente transmissível curáveis, como o HPV, gonorreia e clamídia, deve manter abstinência sexual até a completa cicatrização ou remissão da DST. No caso de DSTs crônicas, como a Aids, o recomendado é sempre fazer sexo com preservativos. "É preferível ainda que essa pessoa seja avaliada por um médico - idealmente aquele que iniciou o tratamento - para que dele dê essa permissão", lembra o urologista Ravendra.

Ainda está com alguma dúvida? Clique aqui e pergunte aos nossos especialistas sobre saúde íntima.


Fonte: Minha Vida  -Por Carolina Serpejante



quinta-feira, 29 de maio de 2014

10 benefícios da pimenta

                                          Foto - Shutterstock


1- Potencial efeito antioxidante - Previne o envelhecimento precoce. As pimentas do gênero Capsicum (vermelha, malagueta, dedo-de-moça, cambuci, jalapeño, americana, cumari-do-pará, de cheiro, murupi, etc), possuem propriedades antioxidantes devido à presença de capsaicina (que confere ardência e propriedades funcionais no organismo).


2 - Auxilia na digestão e protege a mucosa - A ingestão de pimentas aumenta a salivação, estimula a secreção gástrica (aumentando a produção de enzimas e sucos gástricos, o que contribui para a digestão) e a motilidade gastrointestinal (promovendo a sensação de bem-estar após a ingestão). 


3 - Efeito termogênico (acelera o metabolismo) - Sua ingestão eleva a temperatura do organismo, o que pode aumentar o gasto calórico. A capsaicina é capaz também de prevenir o acúmulo de gordura na região abdominal. 

 4 - Coadjuvante no emagrecimento - O uso da pimenta vermelha durante as refeições, estimula o sistema nervoso, com consequente diminuição do apetite e da ingestão calórica, bem como de gorduras nas refeições seguintes. Isso mostra que a pimenta pode ser útil ao emagrecimento.


5 - Promove o controle do colesterol/saúde cardíaca - O consumo pode ajudar a manter a pressão arterial em níveis normais, como também manter os níveis de LDL colesterol e triglicerídeos sob controle.


6 - Proteção contra o câncer - Os fitoquímicos presentes na pimenta são considerados quimiopreventivos. A capsaicina possui propriedades antimutagênicas e anticarcinogênicas.


7 - Atua na prevenção do diabetes - Constatou-se em estudos que a capsaicina causa redução no nível de glicose sanguínea aumentando o nível de insulina.


8 - Atua no sistema circulatório - Por conter vitaminas A, C, do complexo B, potássio e cálcio, a pimenta pode ser benéfica não somente à saúde do coração, como também ao sistema circulatório. 


9 - Combate a depressão, melhora o humor e promove alívio da dor - Sua habilidade de aumentar o fluxo sanguíneo periférico pode ser útil em casos de enxaqueca e depressão. 


10 - Ação anti-inflamatória - A capsaicina apresenta propriedades anti-inflamatórias.

Fonte: Barra de Cerreal Blog Andreia Napoleão
Via Vila Mulher

Colonoscopia: mitos e verdades




No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de incidência de câncer para o ano de 2014 (que também será válida para 2015), aponta para a ocorrência de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer. Nesta perspectiva, os tumores de próstata ocupam o segundo lugar entre os mais incidentes na população brasileira, perdendo apenas para o câncer de pele.

 

O câncer colorretal é tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente. A colonoscopia é um dos principais procedimentos para a detecção e prevenção de tumores no intestino grosso (cólon) e reto. No entanto, alguns mitos em relação ao procedimento e preparação podem determinar o adiamento da data da primeira colonoscopia entre aqueles que chegam aos 50 anos, idade indicada para o início periódico de sua realização.


De acordo com o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042), a indicação para a realização do exame é feita pelo médico após avaliação periódica da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Segundo ele, a colonoscopia é indicada para resultados positivos.


O profissional ainda ressalta que o  exame requer preparo de cólon, realizado com medicamentos tomados oralmente, próprios para a limpeza e/ou lavagens intestinais. O paciente recebe sedação e raramente é necessária a internação hospitalar, ou seja, o  paciente pode voltar às suas atividades habituais após algum tempo de repouso e no mesmo dia.

Fonte: MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde.
Via Blog de Boa Saúde -por Giselle Silva

O que é glaucoma?



Texto: Diego Benine / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira


Embora não apresente sintomas aparentes, o tipo mais comum da doença deve ser diagnosticado com antecedência para evitar a perda gradual e permanente da visão. Entenda tudo sobre o glaucoma

O glaucoma é a origem da maioria dos quadros de cegueira irreversível no mundo. Trata-se de uma lesão no nervo óptico que está relacionada ao aumento de pressão na parte interna do olho. Isso acaba resultando na perda parcial ou total da visão. A causa exata é desconhecida, mas sabe-se que está relacionada à hereditariedade, traumas, uso de drogas e diabetes. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima que existam quase 2 milhões de portadores no país, e metade deles não foram diagnosticados.

Sintomas
Há vários tipos de glaucoma. O de ângulo aberto — variação mais incidente — é assintomático e só mostra sinais quando já não é mais possível evitar a cegueira. Conforme o quadro avança, o paciente vai perdendo a visão periférica. Em alguns casos, ela fica embaçada devido à proliferação dos pontos cegos. No entanto, tais sintomas levam tempo para serem percebidos.

Diagnóstico
É feito por meio de um exame clínico que envolve a avaliação da pressão ocular (utiliza-se um aparelho chamado tonômetro); a observação dos nervos ópticos com oftalmoscópio e lâmpada de fenda; exames para detectar os pontos de cegueira e agonioscopia, prática que ajuda a descobrir qual é o tipo do glaucoma.

Prevenção
Como é uma doença silenciosa e que se agrava com o passar do tempo, o diagnóstico precoce é essencial. Pessoas com histórico de glaucoma na família ou com mais de 40 anos,míopes ou hipermétropes, diabéticos, afrodescendentes devem passar por avaliação anual.

Tratamento
Não há uma cura ou uma forma de restaurar a visão perdida. Mas o distúrbio é controlável com terapia medicamentosa. A cirurgia a laser reduz a pressão ocular e é uma alternativa para casos em que o indivíduo apresenta reações adversas aos remédios.
Fonte: Revista Viva Saúde

4 cuidados com a saúde que toda mulher deve ter

Alguns aspectos da saúde feminina merecem a nossa atenção. Saiba quais são os 4 itens que toda mulher deve saber – e cuidar!

O corpo feminino necessita de atenção e cuidados especiais. O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli lista 4 cuidados importantes com a saúde da mulher:

1. Dor na hora do sexo é tratável


Sentir dor durante as relações sexuais não é normal, apesar de ser muito comum entre as mulheres. Ao contrário do que muitos pensam, esse fato não tem a ver com a libido fraca. A mulher pode, sim, sentir desejo pelo parceiro, e ainda assim sentir dores. Muitas vezes, isso se deve a fatores físicos, que têm cura e podem, até, ser bem simples. O ideal, é procurar um ginecologista para conversar sobre o problema.

2. Visite o ginecologista uma vez por ano, no mínimo


Alguns exames e cuidados devem passar a fazer parte da rotina da mulher, principalmente após o início da vida sexual. O papanicolau, por exemplo, é um dos exames que deve ser realizado anualmente. Não esqueça de fazer uma visita ao ginecologista, pelo menos, uma vez por ano, e realize todos os exames que forem solicitados.

3. Atente-se à sua menstruação

O seu corpo dá sinais! Muitas vezes, sentir fortes dores e cólicas menstruais incontroláveis podem ser sinais de outras coisas que requerem cuidado e atenção, como a endometriose. Fique atenta e procure um especialista!

4. Faça o autoexame

Durante o banho, não deixe de se tocar e fazer o autoexame. Fique atenta, e a qualquer sinal de nódulo, procure um médico.

Via  professor  José Costa

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Corrija os efeitos colaterais da escova progressiva

Cabelo liso demais, raiz oleosa e pontas secas são os problemas mais comuns


O sucesso da escova progressiva, solução para quem não aguentava mais passar horas com o secador em punho, veio acompanhado de uma avalanche de preocupações quanto aos efeitos desse tipo de tratamento no cabelo. "Logo que o serviço começou a ganhar os salões, passei a atender muitas pacientes que não sabiam mais o que fazer para salvar os fios quebradiços", afirma o dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo.

Com a substituição do formol por outras substâncias, a queda de cabelo e o enfraquecimento dos fios diminuíram bastante, mas outros inconvenientes, como a descamação do couro cabeludo ou a oleosidade excessiva na raiz, continuam sendo um problema. Veja as dicas dos especialistas para contornar essas e outras situações que aparecem após esse tipo de alisamento. 


 É comum que a raiz do cabelo fique mais oleosa após a escova progressiva. Isso acontece porque a oleosidade costuma ser maior nos fios lisos que nos fios ondulados. É comum estranhar isso logo nos primeiros dias após o procedimento. Para combater a oleosidade dos fios, vale lançar mão de xampus para cabelos oleosos e não usar água muito quente, que estimula a glândula sebácea a produzir mais óleo, na hora da lavagem.

O cabeleireiro visagista Robson Trindade, professor da Universidade Anhembi Morumbi, explica que esse inconveniente é ainda maior em quem faz escova progressiva com o formol ou seus derivados proibidos. "Nesses casos, o formol forma uma película que não deixa a oleosidade penetrar no fio, então ela permanece na superfície, dando o aspecto oleoso", afirma o especialista. Nesses casos, a única solução é ir ao cabelereiro e solicitar que ele faça uma desintoxicação do cabelo, retirando o produto tóxico - isso é feitos somente por um profissional, a partir do uso de um produto específico. 


Cabelo seco - foto: Getty Images

Pontas secas

Em contraponto à oleosidade da raiz, as pontas acabam ficando extremamente ressecadas. Afinal, a escova progressiva, por ser um tratamento químico que altera a disposição da queratina nos fios, pode danificar os cabelos. "Para ter pontas bonitas sem aumentar a quantidade do sebo da raiz, lembre-se de passar o condicionador apenas no comprimento dos fios e prefira produtos específicos para essa parte do cabelo, como os óleos reparadores de pontas?, afirma Valcinir Bedin. 

Descamação do couro cabeludo - foto: Getty Images

Descamação do couro cabeludo

"A descamação do couro cabeludo acontece em função de uma reação alérgica ao produto utilizado", afirma o dermatologista Valcinir Bedin. O especialista conta ainda que esse é um tipo de dermatite seborreica que acaba regredindo com o tempo. Se a melhora não acontecer, procure um médico para iniciar o tratamento, geralmente feito com loção capilar anti-inflamatória. Outra dica é anotar qual foi o produto usado na escova progressiva e evita-lo nas próximas aplicações. 

Cabelo muito liso - foto: Getty Images

Liso escorrido

Bem liso ou com algumas ondas é como seu cabelo pode ficar após a progressiva, isso vai depender da forma como o produto é aplicado e da secagem realizada pelo cabeleireiro. Mas às vezes o cabelo fica sem movimento nenhum, ou seja, com aquele aspecto chapado. "Isso acontece porque a escova progressiva deixa um resíduo, que pode ir se acumulando nos fios, tornando-os cada vez mais lisos", explica o cabeleireiro Silvio Rosa, consultor da Condor. Se o cabelo chapou e você não gostou do resultado, o especialista recomenda o uso de um reconstrutor de cachos, que faz com que os cabelos ganhem ondulação. Mas se o seu desejo é volume sem cachos, a única solução é esperar o produto sair dos cabelos. 

 Fios elásticos  - foto: Getty Images

Fios elásticos

Algumas vezes, a progressiva deixa os fios elásticos, isso acontece porque o tratamento pode mudar a distribuição de queratina no cabelo. Hidratação semanal e tratamentos à base de queratina, como a selagem dos fios, amenizam o problema, mas também reduzem o efeito da progressiva.

Cabelo - foto: Getty Images

Curta duração

A duração da progressiva varia muito de acordo com o produto usado. Alguns agem de maneira mais suave, outros alteram mais profundamente a estrutura do cabelo. De qualquer forma, com o tempo, o tratamento acaba saindo dos cabelos nas lavagens ou porque os fios cresceram e voltaram a ser crespos. Silvio Rosa orienta a evitar xampus com sal, pois o sódio presente no produto acelera a remoção da progressiva. Também vale reduzir o número de lavagens por semana. "Se você está acostumado a lavar os cabelos todos os dias, tente intercalar a lavagem", orienta Silvio.  

Se a progressiva não pegar

Você fez a progressiva e, mesmo assim, algumas mechas cismam em enrolar? Isso aconteceu por algum erro na técnica de aplicação, provavelmente no tempo que o produto foi deixado no seu cabelo. A única solução para esse problema é voltar ao cabeleireiro e pedir um retoque. Silvio Rosa garante que a reaplicação dos produtos não danificará mais os fios. 


Fonte: Minha Vida -Por Manuela Pagan

Dor abdominal: entenda as causas, tipos de dor e tratamentos

Conheça as doenças mais comumente relacionadas ao sintoma e como identificar


Quando falamos em dor abdominal, muitos podem pensar que ela se concentra apenas no estômago. Mas isso está longe de ser verdade - o abdômen é toda a porção entre o tórax e a virilha, e qualquer manifestação nessa faixa pode ser considerada dor abdominal. E você já pode imaginar que, com a quantidade de órgãos que temos nessa região, fica muito difícil acertar o que pode estar causando esse desconforto tão grande. "Devemos lembrar que a dor é um sintoma, portanto seu papel maior é orientar a investigação rumo a um diagnóstico e tratamento adequado", explica o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do laboratório Salomão Zoppi Diagnósticos. Para ajudar, separamos os órgãos que frequentemente causam dor abdominal quando estão com problemas e ensinamos a reconhecer sua dor:


Pâncreas

Quando a dor abdominal é descrita como uma dor intensa em faixa, no meio do abdômen, pode indicar problemas no pâncreas. "A sensação só melhora quando a pessoa assume a pose de prece maometana (com os joelhos apoiados no chão e a cabeça baixa, deixando o quadril voltado para cima)", diz o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do laboratório Salomão Zoppi Diagnósticos.

O pâncreas é uma glândula do sistema digestivo e endócrino que se localiza atrás do estômago, entre o duodeno e o baço. Entre as suas funções está fazer a digestão das gorduras que ingerimos usando o suco pancreático, substância que contém enzimas digestivas. Além disso, o pâncreas é responsável por produzir os hormônios insulina e glucagon. A insulina é responsável por reduzir as taxas de açúcar no sangue, ao passo que o glucagon tem o efeito contrário, aumentando essas concentrações.

Qualquer falha no funcionamento da secreção dessas enzimas ou inflamações no órgão pode causar doenças que levam à dor abdominal. A principal suspeita quando a dor está localizada nesse órgão é a pancreatite - um inchaço, inflamação ou infecção no pâncreas que pode ter várias causas, entre elas o consumo excessivo de álcool. Em alguns casos, a dor pode vir acompanhada de febre e inchaço no abdômen. Também é comum a dor piorar minutos após comer ou beber, especialmente no caso de alimentos com altas quantidades de gordura. Outras doenças menos comuns relacionadas a dor no pâncreas são fibrose cística e câncer.

O médico poderá receitar analgésicos a fim de aliviar as dores e recomendar uma dieta com baixa ingestão de gordura. Nos casos mais graves, a cirurgia é necessária para remover tecido pancreático morto ou infeccionado.




Apêndice - Foto: Getty Images

Apêndice

O apêndice está localizado no ceco, que é a primeira parte do intestino grosso. Ele é uma espécie de tubo anexo ao órgão e tem aproximadamente cinco centímetros de comprimento. Ainda não se sabe exatamente qual a função do apêndice em nosso organismo - de acordo com um estudo feito na Duke University Medical School e publicado na revista Journal of Theoretical Biology em 2007, ele pode estar relacionado com as bactérias que habitam e ajudam o sistema digestivo. Segundo os pesquisadores, pode ser que o apêndice funcione como uma casa segura para esses micro-organismos.

"Essa é uma dor genérica, de intensidade variável, no quadrante inferior direito do abdômen", explica o clínico geral Eduardo. Mas, a depender da posição do apêndice, a dor pode surgir na região do umbigo ou até nas costas - mas essas manifestações são mais raras, afirma o médico. A doença mais relacionada é a apendicite, uma inflamação no apêndice geralmente relacionada com uma obstrução no órgão, ocasionada por fezes, um objeto estranho ou, em casos mais raros, um tumor.

Ao menor sinal de dores no apêndice, o ideal é buscar um médico. Caso seja uma inflamação grave ou um tumor, o paciente poderá ser submetido a uma cirurgia para retirada do órgão. 



intestino - Foto: Getty Images

Intestino

A dor abdominal de origem intestinal tem dois tipos: a gerada por inflamação e aquela consequente da constipação. "A primeira geralmente é uma queimação difusa e contínua, já a segunda se caracteriza por uma cólica em intervalos irregulares acompanhada da sensação de empachamento", afirma o clínico geral Eduardo. O especialista afirma que o excesso de gases, gerado pela digestão dos alimentos no intestino, pode causar dor abdominal. "Essas manifestações podem variar desde uma dor aguda em flancos até algo mais difuso e extenso, que se espalha por uma região do abdômen", explica. Frequentemente, a dor dos gases pode se mostrar móvel, mudando de lugar depois de apertarmos a barriga e melhorando com a liberação dos gases.

O intestino é um órgão que se estende do estômago até o ânus, se dividindo em dois segmentos: intestino delgado e intestino grosso. O primeiro é responsável por completar a digestão de proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas e todas as substâncias ingeridas e necessárias para fornecer energia ao nosso organismo. Já o intestino grosso faz a absorção de água e eletrólitos e síntese de vitaminas pelas bactérias intestinais. Ao absorver a água, o intestino grosso forma o bolo fecal (fezes).

Existem diversas doenças que podem causar dor abdominal proveniente do intestino. As mais comuns são síndrome do intestino irritável e alergias ou intolerâncias alimentares (como intolerância à lactose). Há também as doenças inflamatórias do intestino, como doença de Chron e colite. Nos casos mais graves, as dores abdominais podem ser causadas por um câncer colorretal.

Já a constipação é causada quase sempre por conta de uma alimentação pode em fibras e líquidos - principalmente a água - impedindo o intestino de formar um bolo fecal adequado e dificultando os movimentos intestinais, responsáveis por formar as vezes e levá-las até o ânus para evacuação. "A prisão de ventre acontece quando você tem fezes muito ressecadas, que exigem um esforço muito grande na hora de evacuar, comumente associado a uma sensação de cólica e desconforto", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. A prisão de ventre não tratada pode gerar diverticulite (formação de bolsas e quistos no intestino), que por si só também leva a dor abdominal.

Além das deficiências alimentares a constipação pode acontecer em idosos, por diminuição do movimento do intestino, como colateral de medicamentos, consequência do sedentarismo ou então de problemas na tireoide. Existe também uma doença rara, segundo o nutrólogo, que se define pela falta de nervos na parede do intestino, responsáveis por contrai-lo. Pessoas com essa doença tem prisão de ventre desde o nascimento, justamente porque são incapazes de fazer o intestino funcionar corretamente.

Caso você sinta as cólicas e dores abdominais com frequência, procure um médico para avaliar o problema. Ele poderá receitar para as cólicas um antiespasmódico, medicamento que age inibindo contrações musculares, agindo no foco da dor. Entretanto, na suspeita de problemas mais graves, ele poderá indicar um exame de colonoscopia.



Rins - Foto: Getty Images

Rins

Com o formato de feijões e cerca de 5 cm de largura por 3 cm de espessura, os rins são órgãos excretores, responsáveis principalmente por filtrar as substâncias que nosso corpo digere e produz, deixando apenas o que é bom para organismo e jogando fora através da urina aquilo que não nos faz bem. Os dois rins ficam localizados cada um em um lado da coluna - o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço.

A principal causa de dor abdominal relacionada ao rim é o cálculo renal. "A pedra se forma quando algumas substâncias secretadas pela urina - como o cálcio - estão presentes no rim em quantidade excessiva, isso causa um processo de cristalização, formando a pedra", explica o nefrologista Eduardo Garcia, do Hospital Samaritano de São Paulo. O tamanho do cálculo influencia a intensidade da dor - até quatro milímetros podem ser expelidos espontaneamente, sem dor. "Acima desse tamanho, a chance de episódios com dor aumenta", conta o nefrologista André Sloboda, da Sociedade Brasileira de Nefrologia. A dor do calculo renal costuma ser em cólica, unilateral, intensa, com trajeto que se inicia em região lombar e segue em direção à região pubiana. A dor, que muitos dizem ser quase insuportável, acontece porque a pedra está se movimento dentro dos rins.

"Outras doenças renais relacionadas à dor no abdômen incluem obstrução ureteral e pielonefrite, ou infecção alta do rim, mas esta vem acompanhada de febre, mal estar intenso e pus na urina", ressalta o clínico geral Eduardo Finger.

A dor, cuja intensidade é comparável as dores do parto, acontece porque a pedra está se movimento dentro dos rins. O alívio da dor pode ser feito com o uso de antiespasmódicos, uma vez que eles irão inibir as contrações renais, diminuindo o sintoma. Diferente dos analgésicos, que apenas causam uma sensação de anestesia, o antiespasmódico age diretamente na causa da dor.



Aparelho reprodutor - Foto: Getty Images

Aparelho reprodutor

As cólicas menstruais sem dúvida são as dores abdominais mais relacionadas com o aparelho reprodutor. "O mal aparece em consequência das contrações realizadas pelo útero para eliminar o sangue - ou seja, quanto mais intenso for o fluxo, mais fortes serão as cólicas", explica a ginecologista Silvana Chedid, chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa. Essa dor costuma acometer o baixo ventre, facilmente identificada por acontecer próxima ou durante o período menstrual. Essa cólica pode ser tratada utilizando medicamentos antiespasmódicos, uma vez que eles irão inibir as contrações uterinas, diminuindo a dor e aliviando o sintoma. Diferente dos analgésicos, que apenas causam uma sensação de anestesia, o antiespasmódico age diretamente na causa da dor, sendo mais eficaz no tratamento.

No entanto, as cólicas muito dolorosas podem indicar um problema mais grave: a endometriose. O endométrio é a mucosa que reveste a parede interna do útero, responsável por alojar o embrião e auxiliar na formação da placenta durante a gravidez. Caso a mulher não seja fecundada, o endométrio se desintegra e é expelido do corpo na forma de menstruação. A endometriose acontece quando esse tecido cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade. Essa formação de tecido normalmente ocorre na região pélvica, nos ovários, no intestino, no reto, na bexiga e na pélvis. "Os sintomas principais da endometriose são as cólicas menstruais que não melhoram com medicação habitual, dores na relação sexual e sintomas urinários e intestinais como dor ao evacuar e sangramento", explica a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Pasteur, em Brasília. Caso você tenha esses sintomas, procure um médico ginecologista.



Fígado - Foto: Getty Images

Fígado

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano depois da pele. O fígado exerce mais de 200 funções em nosso organismo, sendo as principais o auxílio na digestão de alimentos, produção de bile (substância que atua na digestão de gorduras), a síntese de colesterol e a metabolização dos elementos nocivos de alguns alimentos, como bebidas alcoólicas, café e gorduras. De acordo com o clínico geral Eduardo, o fígado e si não dói, mas a cápsula fibrosa que o envolve sim. "Dessa forma, as dores na região do fígado costumam ser mais frequentes naquelas doenças que produzem distensão da cápsula como é o caso do edema hepático na insuficiência cardíaca, um tumor se expandindo, edema inflamatório da hepatite e etc", diz. A dor de origem hepática pode ser descrita como um peso no quadrante superior direito do abdômen.

É importante identificar a dor no fígado para evitar tratamentos que podem ser nocivos ao órgão, como a ingestão de paracetamol, um analgésico e antipirético. Quando o paracetamol é processado pelo organismo, produz um composto tóxico chamado NAPQI, que em baixas quantidades pode ser facilmente limpado pelo organismo. Entretanto, em um fígado doente ou em altas quantidades, o NAPQI resultante do paracetamol pode ser uma ameaça, uma vez que a substância ataca as moléculas que formam a membrana das células hepáticas. A consequência disso é a morte dessas células, que compromete o funcionamento do fígado.

É importante manter uma dieta com alimentos de fácil digestão, como frutas, verduras e peixes, além de uma consulta ao médico, que irá indicar o tratamento mais recomendado para a sua situação.



Estômago - Foto: Getty Images

Estômago

O estômago é um órgão presente no tubo digestivo, situado logo abaixo do diafragma. Ele é responsável por produzir o suco gástrico, que inicia a digestão dos alimentos e os prepara para serem absorvidos no intestino. As dores de estômago estão intimamente relacionadas com o refluxo gastroesofágico e a gastrite. "A doença do refluxo gastroesofágico é uma condição na qual o conteúdo do estômago (alimento ou líquido) vaza em direção contrária - do estômago para o esôfago", explica a gastroenterologista Eponina Lemme, da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Essa ação pode irritar o esôfago, causando azia e dor abdominal em queimação no quadrante superior esquerdo do abdômen. Já a gastrite ocorre quando o revestimento do estômago fica inflamado ou inchado devido, entre outros, ao estresse excessivo ou infecção pela bactéria H. pylori. Essa dor também é em forma de queimação, só que muito mais intensa do que a causada pelo refluxo.

"Já as infecções estomacais causam uma dor difusa e confusa, que pode queimar e dar cólicas, frequentemente acompanhadas de vômitos", completa o clínico geral Eduardo Finger. Além disso, em casos mais graves, o câncer de estômago pode simular uma úlcera ou uma gastrite, gerando a dor abdominal.

O alívio da dor de estômago genérica pode ser feito com antiácidos, antieméticos, ou antiespasmódicos. No entanto, se a dor persistir ou se tornar frequente, é importante procurar um médico.



Vesícula biliar

A vesícula biliar é conectada ao fígado e ao duodeno e tem cerca de 7 cm de comprimento. Sua aparência é verde escura por conta da bile, que fica armazenada no órgão - sua única função. Depois de ser armazenada na vesícula biliar, a bile se torna mais concentrada do que quando saiu do fígado, aumentando sua potência e intensificando seu efeito na digestão das gorduras. A dor abdominal em decorrência de problemas na vesícula podem acusar problemas como cólica biliar - dor causada pela obstrução total ou parcial dos canais que conduzem a bile. A cólica biliar geralmente acontece em decorrência dos cálculos biliares, que são depósitos que se formam dentro da vesícula biliar, feitos de colesterol ou compostos da bile. "É uma cólica que se inicia no quadrante superior direito e caminha em direção ao meio do abdômen", conta o clínico geral Eduardo. A dor também pode ser um sinal de colangite, que é uma infecção das vias biliares. Nesse caso, o sintoma acomete todo o meio da barriga em forma de queimação, sendo muito doloroso até mesmo tocar na região.

O médico poderá receitar medicamentos antiespasmódicos para o alívio da dor, assim como indicar o tratamento mais adequado para a origem da dor. No caso de cálculos biliares pode ser até mesmo uma cirurgia.

Fonte: Minha Vida -Por Carolina Serpejante