sexta-feira, 27 de junho de 2014

Odores vaginais pedem atenção quando incomodam atividades diárias

Cheiros fora do normal para a mulher devem ser investigados por ginecologistas


Hoje em dia, as mulheres estão super inseridas no mercado de trabalho, mas ainda mantém suas atividades domésticas e se preocupam em cuidar da casa e dos filhos. Ao final de um dia inteiro de dupla jornada, chegamos a acumular de 10 a 12 horas diárias de trabalhos, sem muitas pausas. E algumas vezes sem as vestimentas adequadas que permitam a absorção de nossa transpiração normal, sem o tempo necessário para a higiene íntima.


 A mulher precisa estar preparada para os compromissos inesperados, até mesmo o sexo não programado. E essa situação traz preocupações com algo muito íntimo que são os odores genitais. Nenhuma mulher quer apresentar cheiros desagradáveis, tão pouco secreções vaginais que possam ser percebidas pelas outras pessoas ou mesmo deixar as roupas com manchas - que pode ou não ser um sinal de doença.


Mas sangramentos, corrimentos e até perda de urina são situações frequentes no cotidiano da mulher e motivam grande parte das visitas aos consultórios ginecológicos. Mesmo sem alguma doença associada a estas manifestações, o acúmulo de células mortas que se soltam dessa região colaboram para o aumento de bactérias que vivem na pele e consequentemente causam os odores desagradáveis, principalmente para aquelas que estão acima do peso e que transpiram muito.


Diversos fatores externos podem interferir no bem-estar genital feminino e precisamos levar em consideração quando buscamos as causas de maus odores genitais: atividade sexual, alimentação, alterações hormonais, situação emocional e hábitos de higiene são alguns dos elementos a serem questionados em uma consulta ginecológica.


A flora vaginal é composta por bactérias de diferentes espécies que coexistem em harmonia, mas que podem, em situações especiais, causar doenças. A região genital é revestida de pele e mucosa e fica sujeita ao atrito diário em atividades simples, como a caminhada. Ou ao aumento da temperatura que pode ocorrer pelo simples fato de usar a roupa e abafar a região. Essas situações podem levar a produção de substâncias através das glândulas de suor e sebáceas, que se juntam às células mortas que já descrevemos e também aos pelos.


A flora vaginal normal é formada por diferentes espécies de lactobacilos que criam uma espécie de película protetora natural, que reveste toda a mucosa. Estes lactobacilos dificultam a adesão, crescimento e reprodução de outros micro-organismos estranhos à vagina. A flora vaginal é dinâmica, passa por mudanças de quantidade e composição dependendo da fase da vida e tantos outros fatores.


 Uma vagina saudável terá odor que não será percebido, ou pelo menos não incomodará. Não há um odor característico, pois sofre variações pessoais, de acordo com fase da vida, alimentação, sudorese, fatores hormonais, uso de medicações, etc.

 Quando o odor passa a incomodar, a ser percebido e até identificado como uma espécie de "peixe podre", a ginecologista deve ser procurada para avaliação. Ou mesmo se não houver um cheiro tão forte, mas estiver diferente do habitual daquela mulher, é bom que a médica faça a avaliação e esclareça essa dúvida, pois doenças como a tricomoníase e a vaginose bacteriana podem causar corrimentos com odor fétido e até casos já avançados de câncer de colo de útero, por exemplo, podem se apresentar com sangramento e odor fétido.


A médica ginecologista deve ser procurada sempre que houver dúvida sobre se o odor ou secreção é ou não normal. Somente através do exame ginecológico e em alguns casos exames laboratoriais complementares é que poderemos definir cada caso. 

  • A prevenção deve ser feita por meio de higiene com produtos próprios para a região
  • Evite roupas que abafem a região. Prefira tecidos não sintéticos, como o algodão. Abuse de saias, ao invés de calças justas
  • Use preservativos em todas as relações sexuais
  • E faça consultas regulares a ginecologista, mesmo sem sintomas.




Como melhorar a memória através da alimentação

Alimentos ricos em ácidos graxos e vitaminas favorecem o bom funcionamento do cérebro

O esquecimento é um fenômeno natural do cérebro humano que faz parte do processo de aprendizagem e memorização. Em termos simples, é como se o cérebro se livrasse de informações não importantes e pouco utilizadas para abrir espaço para que novos dados sejam internalizados. Porém, devido ao estresse dos dias atuais e da sobrecarga de atividades com as quais temos de lidar, nossa memória acaba, muitas vezes, sendo prejudicada, tornando o nível de esquecimento maior do que o esperado.

Os lapsos de memória frequentes, caso não estejam associados a alguma doença, podem ser reduzidos através de hábitos saudáveis, exercícios mentais e alimentação correta. “O aumento do consumo de alguns alimentos é importante para a formação e funcionamento do sistema nervoso. Além disso, manter um estilo de vida saudável facilita a captação dos neurotransmissores essenciais para preservar a memória”, afirma o nutrólogo André Veinert, da Clinica Healthme.

Alimentos que protegem o cérebro

Segundo Dr. André, a pessoa que deseja preservar a memória deve investir em alimentos ricos em ácidos graxos, que combatem os radicais livres e, consequentemente, a destruição das células, e vitaminas C, D, E e do complexo B, que evitam a oxidação dos tecidos e ajudam a regenerar os neurônios.

Ovos
“A gema do ovo é uma das principais fontes de colina, que ajuda a reparar as células cerebrais. Ela ainda possui acetilcolina, neurotransmissor responsável pelo aprendizado e memória”, descreve o especialista.

Peixes
Salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala contêm ácidos graxos do tipo ômega 3, substância conhecida por ser uma grande aliada da saúde do cérebro. Por conta de sua ação anti-inflamatória, favorece a memória. “O salmão também possui colina, porém em uma concentração menor do que a gema de ovo”, afirma o nutrólogo.

Arroz
Ele é responsável por regular a glutationa, um dos protetores celulares contra a ação dos radicais livres. Além disso, o alimento contém magnésio e outros receptores que existem no hipocampo, onde se dá a formação da memória.

Leguminosas
“Possuem vitamina B6, considerada importante para a formação de neurotransmissores, que são os ‘mensageiros’ do cérebro”, explica Dr. André.

Frutas vermelhas
São ricas em antioxidantes como bioflavonoides, caratenoides, vitamina E e selênio. Elas ajudam a evitar lesões e doenças neurológicas. “Procure consumir acerola, morango, amora, pitanga e também outros tipos de frutas, como laranja, limão, manga e maça”, indica o profissional.

Oleaginosas
Fazem parte deste grupo as castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e amendoim. Ricas em vitamina E e selênio, as oleaginosas também têm função antioxidante. “Elas contêm vitaminas B3, B2 e B1, que regulam a glutationa e ajudam a preservar substâncias químicas nervosas e hormônios que protegem a memória”, descreve Dr. André.

Carnes e aves
As carnes magras e os frangos são ricos em vitamina B3, que evita a oxidação dos tecidos nervosos. “Já a carne vermelha deve ter um consumo moderado”, orienta o nutrólogo.

Leite e derivados
São ricos em vitamina B12 e ácido fólico, que participam da síntese do DNA e beneficiam bastante a formação da memória. “O consumo deve ser diário”, indica o especialista.

Via Professor José Costa

Raio-x do beijo

Segundo os especialistas, o bem-estar proporcionado pelo beijo diminui o estresse e ainda garante mais disposição no dia-a-dia. Veja o que esse ato de carinho faz com o organismo

Texto: Rita Trevisan / Infográfico: MG Studio / Adaptação: Clara Ribeiro

De acordo com os médicos, o ato de
beijar alguém dá uma força ao sistema
imunológico
Infográfico: MG Studio
Diversos estudos no mundo todo têm se dedicado a provar que o afeto realmente traz benefícios tanto à saúde física quanto à mental. Um exemplo é a pesquisa recém-divulgada, e conduzida por uma equipe de neurocientistas da Universidadede Virgínia, nos EUA. Ela oferece indícios claros de que um simples toque da pessoa amada pode reduzir sensivelmente as reações de estresse do organismo diante de uma situação inesperada.


1 - O simples contato dos lábios apaixonados pode causar uma verdadeira revolução em todo o organismo. Tudo começa com o coração batendo acelerado e a ativação da circulação sanguínea (1).


2 - As mãos podem ficar úmidas graças à transpiração excessiva. “Há uma ativação do sistema nervoso autônomo simpático e a conseqüente liberação de adrenalina na corrente sanguínea, o que causa todas as reações relacionadas à ansiedade e ao estresse


3 - "Isso por conta da expectativa em relação ao momento do primeiro beijo, na medida em que a pessoa não sabe muito bem como fazer aquilo, ou seja: beijar”, explica o médico e psicoterapeuta Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp.


Com a intimidade, o efeito da ansiedade vai diminuindo e há uma predominância das sensações de prazer. Isso porque, num segundo momento, o sistema nervoso autônomo parassimpático é estimulado e ocorre uma liberação de dopamina em uma região do cérebro chamada núcleo accumbens, que é conhecido como o “centro do prazer”.


4 - “Esse hormônio é responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar proporcionada por um beijo na boca, assim como por todas as situações de prazer que vivenciamos no dia-a-dia”, diz o médico.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

TPM é classificada em diferentes tipos; conheça sintomas e tratamentos

Ansiedade, depressão e desejo por doces podem ser controlados


Inchaço, dor abdominal, mau humor, dor de cabeça... Esses são apenas alguns dos sintomas que podem acometer as mulheres antes ou durante a menstruação. A TPM, ou Síndrome Pré-Menstrual (SPM), se caracteriza pelo conjunto de sensações que ocorrem cerca de 10 dias antes do início do ciclo menstrual, e atinge cerca de 70% das mulheres brasileiras, segundo dados do Ministério da Saúde.

Durante aproximadamente 28 dias, o corpo da mulher sofre diversas alterações que preparam o útero para receber um bebê. Nos primeiros 14 dias ocorre o período de ovulação, e junto com ele a elevação dos níveis de estrógeno. Esse hormônio é um dos responsáveis por controlar o nosso bem-estar. Nos 14 dias seguintes, a parede do útero começa a engrossar, como se estivesse preparando uma "cama" para o possível bebê. Nessa fase ocorre uma queda nos níveis de estrógeno e elevação nas taxas de progesterona.

"Essa alteração, quando muito brusca, já pode causar uma série de sintomas, como ansiedade, alterações do humor, dores nos seios e outros tantos conhecidos das mulheres", explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Passados esses 14 dias, o endométrio - parede que recobre o útero - começa a descamar e ser eliminado na forma de menstruação, gerando com ela uma outra queda hormonal, dessa vez na progesterona e no estrógeno. Por isso em algumas mulheres os sintomas podem ser ainda mais intensos durante a menstruação.

Mas você sabia que nem todas as mulheres sentem os mesmos sintomas durante a TPM? São tantas sensações que a medicina separou a tensão pré-menstrual em cinco tipos diferentes, que podem acontecer separadamente ou ao mesmo tempo nas mulheres. E para cada tipo existe um tratamento mais eficaz. Conheça todos eles:

TPM A: foco é a ansiedade

A TPM tipo A está relacionada com a ansiedade. A queda do hormônio estrogênio, que ajuda a baixar o estresse, e maior liberação de adrenalina e cortisol, dupla que contribui para o estresse.

Os principais sintomas são:
- Ansiedade
- Tensão
- Dificuldade para dormir
- Irritabilidade
- Alterações de humor

 "Em alguns casos a mulher também pode se sentir mais desatenta e atrapalhada, derrubando coisas, batendo em objetos", explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Segundo a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, coordenadora do Ambulatório de Sexualidade Feminina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a melhor maneira de amenizar esses sintomas é praticando exercícios físicos, além de manter uma dieta adequada. "A atividade física ajuda a liberar endorfinas, hormônios que dão sensação de prazer", afirma. Para casos mais graves, existem alguns medicamentos, como os ansiolíticos, que podem ser usados para amenizar os sintomas. Mas só um médico, que pode ser o ginecologista, o endocrinologista ou um psiquiatra, poderá passar o melhor tratamento para o paciente. 




mulher atacando a geladeira - Foto: Getty Images

TPM C: o foco é a compulsão alimentar

A TPM tipo C está relacionando principalmente a compulsão alimentar. Ela recebe a classificação C porque vem do inglês craving, que significa desejo. Se durante a menstruação ou antes dela você prefere os restaurantes mais gordurosos ou ataca o chocolate que está no armário, esse é o seu tipo de TPM.

Os sintomas que se encaixam na TPM C são:
- Compulsão por doces ou salgados
- Vontade de comer guloseimas ou comidas diferentes
- Dores de cabeça

Essa TPM está relacionada com os mecanismos de recompensa que temos no cérebro. Quando você come um alimento rico em açúcar ou gordura, algumas áreas no seu cérebro são ativadas, dando a sensação de prazer. Como durante a TPM os hormônios estão alterados, esse mecanismo pode gerar uma reação exagerada, causando uma sensação de prazer ainda maior.

Para amenizar esse tipo de sintoma, primeiramente deve-se tentar fazer escolhas alimentares mais saudáveis ou então praticar atividade física - que também pode ajudar a amenizar a dor de cabeça.

Manter uma dieta equilibrada e rica em ômega 3, presente nos peixes e frutos do mar, pode ajudar a controlar essa compulsão. "O uso de ansiolíticos e alguns medicamentos para compulsão em casos específicos também pode ser receitado", diz a endocrinologista Andressa. De acordo com a especialista, algumas mulheres relataram que suplementos como ômega 3 e óleo de prímula ajudam na redução dos sintomas de desejo.

"A enxaqueca e dor de cabeça pode ser prevenida com o uso de medicamentos, como o topiramato", diz Andressa. "Mas só um médico poderá receitá-lo", acrescenta. Além disso, o uso de anticoncepcional de baixa dose também pode ser utilizado, ou mesmo analgésicos comuns focados para o alívio da dor.



mulher triste - Foto: Getty Images

TPM D: o foco são sintomas depressivos

A tensão pré-menstrual do tipo D está relacionada com os sintomas depressivos.
Os principais sintomas dessa TPM são:
- Raiva sem razão
- Sentimentos perturbadores
- Pouca concentração
- Lapsos de memória
- Baixa autoestima
- Sentimentos violentos

"Essas sensações são causadas geralmente pela redução de serotonina e à resposta exagerada que corpo pode dar diante às oscilações hormonais normais do período", afirma a endocrinologista Andressa. A ginecologista Carolina recomenda o uso de antidepressivos se os sintomas forem graves, mas que no geral podem ser controlados com uma dieta equilibrada, prática de atividade física e cessação de vícios, como álcool e tabaco.



mulher tentando vestir uma calça - Foto: Getty Images

TPM H: o foco é inchaço

A TPM tipo H tem esse nome porque está relacionada à palavra "hidratação".

Pessoas que tem a TPM do tipo H sentem:
- Retenção de líquidos (inchaço)
- Ganho de peso (por conta da retenção de líquido)
- Inchaço abdominal
- Sensibilidade e inchaço em mamas
- Inchaço nas extremidades do corpo, como mãos e pés

"Em alguns casos o uso de diuréticos pode ser necessário", explica a endocrinologista Andressa. No entanto, as especialistas afirmam que o principal é reduzir o consumo de alimentos que promovem a retenção de líquidos, como sal e cafeína. Isso ajuda a reduzir o inchaço e sensibilidade.



mulher deitada na cama - Foto: Getty Images

TPM O: outros sintomas

Existem outros sintomas menos comuns que também podem estar relacionados à TPM, entre eles estão:
- Alteração nos hábitos intestinais
- Aumento da frequência urinar
- Fogachos ou sudorese fria
- Dores generalizadas, incluindo cólicas
- Náuseas
- Acne
- Reações alérgicas
- Infecções do trato respiratório.

"A liberação de agentes inflamatórios relacionados com o fluxo menstrual podem interferir no fluxo intestinal e causar dores, como cólicas", declara a endocrinologista Andressa. O uso de anti-inflamatórios nos dias que precedem o fluxo menstrual e nos primeiros dias pode ajudar a regularizar.

Devido à retenção hídrica o organismo pode tentar se autorregular, levando ao aumento na frequência do urinar na sequência. "Reduzir o consumo de sódio é a principal medida", declara a ginecologista Carolina. Já os fogachos e sudorese fria, se forem realmente incômodos, podem ser tratados com o uso dos anticoncepcionais de baixa dosagem. "Isso evita as oscilações hormonais maiores e com isso previne as queixas relacionadas aos fogachos", explica Andressa.
A acne terá tratamento local para redução da oleosidade e uso de anticoncepcional com ação antiandrogênica, ou seja, bloquear a ação hormonal masculina sobre a pele. "A náuseas e infecções do trato respiratório tem um tratamento preventivo mais global, com prática exercícios, redução de sal, cafeína, álcool, açúcar e cigarro."



mulher deitada na cama - Foto: Getty Images

Quando a TPM é uma doença

Algumas mulheres sofrem com sintomas tão fortes durante a TPM que podem ser incapacitantes, nesse caso é classificada como uma doença chamada de desordem disfórica pré-menstrual. "Em alguns casos pode ser que ela nem consiga levantar da cama, de tanta dor", diz a ginecologista Carolina. Nesse caso, o tratamento médico deve ser feito de perto, com medicamentos para controle dos sintomas específicos. Não existe, portanto, um único remédio para toda mulher que sofre com TPM, mas sim tratamentos tópicos, conforme o que ela está sentindo. 


Anticoncepcionais x TPM

Mulheres que tem sintomas leves podem se beneficiar do uso de anticoncepcionais para eliminar a TPM. "Isso porque os medicamentos mantem os níveis de estrógeno sempre elevados, evitando a queda brusca que ocorre antes da menstruação e causa dos sintomas", afirma Andressa Heimbecher. Os anticoncepcionais sem pausa são os que mais beneficiam nesse quesito. No entanto, é preciso ficar atenta: anticoncepcionais com altas taxas de hormônio podem ter efeito contrário, pois quando a mulher faz a pausa os níveis de estrógeno sofrem uma queda brusca, podendo causar e agravar a TPM. "O melhor a fazer é conversar com seu ginecologista", diz a ginecologista Carolina.

Fonte: Minha Vida -Por Carolina Serpejante

5 estratégias para melhorar a memória

Especialista explica como funciona a memória e como usá-la a seu favor

Nem sempre a memória funciona como gostaríamos. Informações importantes às vezes são esquecidas e coisas que deveriam ficar para trás martelam na cabeça. Paulo Ribeiro, especialista em Aprendizado e autor do livro "Os 7 Pilares do Aprendizado: Usando a Ciência Para Aprender Mais e Melhor", afirma que é possível melhorar a memória

Como funciona 

Segundo o especialista, os seres humanos possuem alguns tipos de memória diferentes. O primeiro nível é a memória sensorial. “Ela é a nossa conexão com a realidade, uma pequena região em que os nossos sentidos mantêm um grande volume de informações. Essa memória é relacionada com a transformação dos estímulos externos”, explica. A segunda forma de memória é a “memória de trabalho”, que está diretamente ligada a nossa consciência sobre as coisas e ao nosso foco de atenção.

O lugar responsável pelo armazenamento permanente de informações é chamado dememória de longo prazo. “Tudo o que você já vivenciou, fez ou pensou na vida está guardado lá. Não só conteúdo relacionado a estudos, mas experiências de vida também. Não há limitações conhecidas à capacidade de armazenamento de informações nessa memória”, ensina ele. 

Como melhorar a memória

De acordo com Ribeiro, o esquecimento é resultado de uma falha no aprendizado ou no processo de armazenamento das informações. O especialista ensina cinco dicas para transferir o conhecimento para a memória de longo prazo.

Esquema: agrupe as informações de uma maneira original de modo que o todo a faça sentido;

Repetição: repetição é uma das maneiras de transferir os conhecimentos da memória de trabalho para a de longo prazo;

Imagens: criar imagens mentais envolvendo a informação a ser guardada também é uma ótima estratégia; 

Métodos: qualquer metodologia que aplicamos de modo consciente a formar memórias de melhor qualidade, como criação de músicas ou uso de siglas.;

Elaboração: explanar, explicar e abordar o mesmo tópico por vários ângulos, aprofundando o entendimento a respeito.

Fonte: http://itodas.uol.com.br/9657/5-estrategias-para-melhorar-memoria - Por Redação - Crédito: Thinkstock
Via professor José Costa

sábado, 21 de junho de 2014

Benefícios dos cogumelos para a sua saúde

Shitake, shimeji, champignon, cogumelo-do-sol, entenda como estes e outros tipos podem ajudar até mesmo no combate ao câncer


Existem diversas espécies de cogumelos comestíveis e cada uma delas é rica em substâncias importantes para a saúde e que podem até mesmo ajudar a prevenir doenças graves. Com a ajuda de especialistas, listamos os principais benefícios proporcionados por estes fungos e apontamos quais os tipos que podem oferecer este auxílio.

Não existe uma quantidade exata recomendada de cogumelo. "Acredito que em torno de 250 a 300 gramas por semana seja interessante para uma alimentação balanceada", estima Priscila Credendio. O excesso do alimento não acarreta problemas para a saúde, a única questão é que algumas pessoas podem ser alérgicas.

Conheça quais problemas o shitake, shimeji, champignon de Paris, portobello, cogumelo-do-sol, pleurotus salmon, hiratake, cogumelo rei e cogumelo salmão podem ajudar a prevenir e combater. 


O cogumelo e o câncer

Estudos preliminares apontam a relação entre o cogumelo e o tratamento do câncer, isto porque o alimento é rico em beta-glucanas, especialmente a lentinana. "Essa substância estimula o sistema imunológico, especialmente células chamadas de natural killer que destroem as células cancerígenas", explica o oncologista e mastologista Jorge Laerte Gennari.

Jorge Genari utiliza comprimidos de cogumelo-do-sol como parte do tratamento do câncer de mama. "Tenho 400 pacientes em observação para saber se o cogumelo auxilia no tratamento deste câncer. Porém, isso não invalida a recuperação convencional, como cirurgia e quimioterapia, ele não é milagroso", alerta Genari.

A mesma substância também pode ser interessante para o tratamento de portadores do vírus HIV. "Afinal, como as beta-glucanas melhoram o sistema imunológico, elas também podem ser interessante para o tratamento desta doença, contudo, estudos mais detalhados ainda são necessários", diz Genari.

O cogumelo que possui maiores quantidades de beta-glucanas é o cogumelo-do-sol, Agaricus brasiliensis. Porém, o champignon de Paris e o shitake também contam com esta substância benéfica para o organismo. 


 
O shitake possui ação antimicrobiana - Foto: Getty Images

Ação antimicrobiana

Alguns cogumelos se destacam pela ação antimicrobiana e assim podem combater alguns micro-organismos prejudiciais para o organismo. Isto ocorre porque em seu ambiente natural os cogumelos necessitam de compostos antibacterianos e antivirais para sobreviver. Alguns estudos iniciais apontaram inclusive melhora de sintomas do HIV após o consumo do fungo.

Certas espécies se destacaram por sua ação antimicrobiana. "O pleurotus salmon possui esta atividade comprovada contra certas bactérias por conter a substância pleurotina", explica biotecnóloga Priscila Credendio, mestre em Ciência dos Alimentos. Segundo a bióloga Sascha Habu, o shitake, o funghi e o cogumelo dourado também possuem ação antimicrobiana.  


Os cogumelos possuem ação anioxidante - Fotos: Getty Images

Ação antioxidante

Os cogumelos possuem forte ação antioxidante, ou seja, agem combatendo os radicais livres do organismo. "Isso implica positivamente em várias doenças humanas como o câncer, a artrite reumatoide, cirrose, arteriosclerose, bem como processos degenerativos associados com a idade", explica Habu.

A ação antioxidante ocorre porque os cogumelos são ricos em vitaminas A e C, betacaroteno, compostos fenólicos, terpenos, entre outras substâncias que possuem este efeito. Os principais tipos que se destacam por essa ação positiva são: champignon de Paris, portobello, cogumelo-do-sol, shitake, hiratake, cogumelo rei e cogumelo salmão.  


Os cogumelos podem ajudar a baixar o colesterol - Foto: Getty Images

Diminui o colesterol

Estudos iniciais relacionam os cogumelos com a diminuição do colesterol. "Uma pesquisa que realizamos com ratos demonstrou que o nível do colesterol total foi reduzido em 27% com polissacarídeos do cogumelo-do-sol, Agaricus brasilensis, no entanto o mecanismo ainda é desconhecido", conta Habu.

Uma das questões que poderia contribuir para o benefício é o fato de alguns cogumelos, o shimeji e o oudemansiella canarii, serem ricos em vitamina B3, que ajuda na diminuição do colesterol ruim, LDL. Outra possibilidade é o fato do fungo ser rico em fibras o que também contribui para reduzir os níveis do LDL. Alguns cogumelos especialmente o shitake, possuem a eritadeina, esta substância também ajuda a reduzir os níveis de colesterol.  


Os cogumelos podem ajudar a combater o diabetes - Foto: Getty Images

Combate o diabetes

Outro ponto interessante dos cogumelos é que ajudam no controle do diabetes. "Vários tipos possuem propriedades hipoglicêmicas, que baixam o açúcar no sangue, devido à quantidade de fibras, polissacarídeos e outros compostos presentes no alimento", afirma Habu.

As beta-glucanas também teriam um efeito antidiabético. Diversos estudos preliminares realizados com ratos, entre eles um feito pela Universidade de Gimhae na Coreia do Sul, mostraram que após consumirem o cogumelo-do-sol, que é rico em beta-glucanas, houve redução na concentração de glicose dos animais.  


Os cogumelos são bons para quem tem problemas na tireoide - Foto: Getty Images

Bom para quem tem doenças na tireoide

Alguns estudos apontam que certos tipos de cogumelos possuem compostos que agem no metabolismo e podem auxiliar no controle de alguns hormônios. Alguns deles são os secretados pela tireoide, portanto o consumo do alimento é interessante para quem tem doenças na tireoide como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo. 

Rico em ácido fólico

O ácido fólico está presente nos cogumelos, especialmente no shitake. A carência desta substância pode levar a doença cardiovasculares, câncer e desordens mentais, como a doença de Alzheimer, além de resultar na má formação do feto e más formações congênitas.

O nutriente é essencial para as gestantes, pois contribui para evitar malformações neurológicas no feto, já que ele ajuda na construção do tubo neural do bebê. Além disso, um estudo publicado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, observou que tomar suplementos alimentares de ácido fólico durante a gravidez reduz as chances do bebê nascer com autismo.  

Fonte: Minha Vida -Por Bruna Stuppiello

Mensagem: A Cor das Lágrimas



Porque a lágrima não tem cor?
Enquanto chorava, me pus a pensar.
Se fosse vermelha como o sangue,
As minhas vestes poderiam manchar.

Se a lágrima fosse amarela,
A cor da alegria,
Expressar tristeza
Jamais poderia

se fosse azul,
A cor da serenidade,
Eu não choraria jamais.
Seria só tranqüilidade.

Se fosse branca,
Como pétalas de rosas,
Não seriam lágrimas...
Mas pérolas preciosas.

Ainda mais uma vez
Fiquei me questionando...
Porque a lágrima não tem cor?

Se ela fosse preta
Só expressaria o horror?

Porque será que a lágrima não tem cor?
A lagrima não tem cor...
POrque nem sempre exprime dor.

Se ela fosse roxa, como poderia
Expressar a alegria?

As lágrimas não têm cor
Porque são expressões da alma
Quando o espírito está chorando
O coração diz: tenha calma!

Se a lágrima tivesse cor
Deveria ter a cor do amor
Ou mesmo a cor da paixão
Que às vezes invade o coração.

Ou talvez a cor da tristeza
Que abala a alma e tira a calma
Mas faz em meu ser uma limpeza.
Se a lágrima tivesse cor
Poderia ser vermelha como o sangue.

A lágrima não tem cor.
Porque ela nos aproxima do Criador.
Se a lágrima tivesse cor
Eu só iria chorar de alegria.
Mas, e a lágrima da saudade?
De que cor seria?

E a lágrima da decepção,
De que cor seria então?
Se a lágrima tivesse cor
Deveria ter a cor de um brilhante
Como a lágrima é preciosa
Deus deu-lhe a cor do diamante.

Amigo, enxugue as lágrimas, e...

Se alguém um dia te disser que você não faz nada
de importante, não ligue, saiba que algo importante já foi feito, VOCÊ! ser humano que seta passando por uma experiência espiritual.
Você é um ser espiritual que está vivenciando uma experiência humana!

Autor: Desconhecido

Fonte: Mensagens Angels

Bom Dia queridos leitores!!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Como reconhecer um melanoma

A lesão se origina nos melanócitos, células relacionadas à produção de melanina. Entre os homens, aparecem no tronco. Entre as mulheres, nos membros inferiores.

Texto: Tayane Garcia / Foto: Shutterstock / Adaptação: Clara Ribeiro



Os melanomas apresentam características diferentes de uma lesão de pele comum. Saiba como reconhecê-los
Foto: Shutterstock

Os tipos mais comuns são os não-melanomas, e se manifestam no rosto e pescoço - chamados de basocelular, e afetam mais os adultos e idosos. A orelha, os lábios, o dorso da mão e a face são outras áreas alvo e, assim, a lesão será o do tipo espinocelular. Estas modalidades representam 95% dos casos. Os demais 5% são situações mais graves, os melanomas, mais comuns em peles claras.


Características dos melanomas
Assimetria: as partes da pinta são diferentes.
Bordas: são irregulares e apresentam saliências.
Cor: a coloração pode variar. Geralmente surgem em diferentes tons de marrom e preto.
Diâmetro: a pinta apresenta mais de 0,5 cm (em alguns casos é possível diagnosticar antes).


Fatores relacionados ao câncer de pele
  • Ter pele clara
  • Exposição prolongada ao sol
  • Queimadura solar precendente
  • Histórico familiar
  • Pintas grandes no corpo.
  • É aconselhável acompanhamento médico para verificar suas evoluções
  • Uso de medicamentos imunossupressores (fármacos contra AIDS, câncer, lúpus, altas doses de corticoides etc.

Conheça os sintomas da síndrome da pressa

Descubra quais são os sintomas do transtorno que atinge a sociedade atual

Texto: Redação/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel


Os sinais da síndrome da pressa são semelhantes aos estresse
Foto: Shutterstock

Característica marcante da sociedade atual, a pressa – ou o Transtorno de Ansiedade Generalizada – passou a ser mais bem-estudada nos últimos tempos. Segundo o neurologista e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Oscar Bacelar, ela não é considerada uma doença. “Na verdade são transtornos que alteram significativamente a vida pessoal, profissional, emocional e física dos indivíduos”.

 

Os sinais são semelhantes aos do estresse em estágio avançado, por isso são confundidos. A diferença é que neste caso, as atitudes fazem que a própria pessoa acarrete o estresse para si. Confira alguns sintomas:


  •  O indivíduo se torna hostil e intranquilo.
  • Aparece em forma de ansiedade.
  • Pode se manifestar pelo sono agitado e até pela insônia.
  • Entre os sinais mais evidentes estão mãos frias e pegajosas, boca seca,sudorese, náusea e diarreia, frequência urinária e dificuldade para engolir.
Fonte: Revista Viva Saúde

Sangramento após defecar e dor anal podem indicar presença de hemorroidas

Fique atento aos principais sintomas e como é feito o diagnóstico


A doença hemorroidária afeta cerca de 800.000 pessoas ao ano no Brasil. Para o paciente, normalmente qualquer problema relacionado ao ânus se deve as "hemorroidas". Prurido, nodulações, dor, inchaço, sangramentos, prolapsos, etc. Porém, há diversas outras entidades que acometem a região anal, que não as hemorroidas


As hemorroidárias são formações vasculares constituídas por veias e artérias que fazem parte da anatomia do ânus, sendo essenciais para protegerem o canal anal de traumatismos durante a evacuação. Sintomas decorrentes de suas complicações refletem numa das queixas mais comuns na civilização ocidental. Estima-se que em torno de 50% das pessoas com mais de 50 anos já foram afetadas por queixas relacionadas às hemorroidas em algum momento de suas vidas.  Afeta ambos os sexos, em qualquer idade, com maior incidência em pessoas de melhor padrão socioeconômico. Porém, há um discreto predomínio em mulheres, com pico de incidência entre os 45 e 65 anos.


 Há diversos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença, porém, há ainda controvérsias quanto a estes possíveis fatores. Em ordem de relevância, podemos citar a gravidez, hereditariedade, obesidade, ocupação profissional, esforço evacuatório, entre outros. 


 As hemorroidas podem ser internas ou externas. Essa diferenciação é importante ao se definir o tratamento. As internas tendem a sangrar e prolapsar, e as externas tendem a inchar e obstruírem por coágulos, o que geralmente gera a dor da tão temida ?crise? de hemorroidas. Portanto, as hemorroidas nem sempre se manifestam na parte externa do ânus, podendo estar internas e gerar apenas desconforto e sangramento, sem outras manifestações. 


 A queixa mais comum é o sangramento, que habitualmente ocorre durante ou após a defecação. A dor normalmente só ocorre quando há a trombose ("crise" por obstrução por coágulo). Prolapso (exteriorização) também é um sintoma comum.


 Quanto ao diagnóstico, deve-se estar atento para sintomas que indiquem outras possíveis doenças que não as hemorroidas. Dor frequente após a evacuação sugere fissura anal. Outras causas de dor crônica ano-retal são as doenças inflamatórias intestinais, tumores, fístulas anais. Dor aguda com nodulação normalmente se deve a trombose hemorroidária externa ou abscesso. O exame físico consiste na inspeção anal e no toque retal, que normalmente são bastante esclarecedores se bem executados, podendo ser complementados com exames como a sigmoidoscopia e a colonoscopia, exames endoscópicos do reto, canal anal e intestino grosso, respectivamente.
Recomenda-se que sempre que haja sangramento se procure um médico especialista, pois nesses casos se faz necessário diagnóstico precoce, uma vez que doenças mais graves podem se manifestar somente por sangramento. Além disso, dor aguda de forte intensidade urge por uma avaliação o mais breve possível, principalmente se houver nodulação, podendo se tratar de trombose hemorroidária externa ou abscesso. Ademais, dores crônicas, prolapso, prurido, secreção, inchaço ou anormalidades percebidas ao se tocar podem ser avaliadas e tratadas adequadamente por um bom médico.


Quanto ao tratamento, recomenda-se dieta rica em fibras e líquidos e banhos de assento com água morna. Essas medidas, aliadas a medicamentos para uso local e via oral, tendem a melhorar os sintomas, mas não eliminam as hemorroidas.


Para as hemorroidas internas, quando ainda não exageradamente avançadas, optamos pela ligadura elástica, principal tratamento não cirúrgico realizado nos Estados Unidos e que se comprovou mais efetivo que outros métodos não-cirúrgicos. Nas hemorroidas internas de grande volume e com prolapso, as técnicas do PPH (grampeamento das hemorroidas) e o THD (desarterialização guiada por Ultrassom Doppler) são menos dolorosos que a cirurgia convencional. Para as hemorroidas externas, a cirurgia convencional, desde que bem executada, confere melhores resultados, principalmente se há grandes excessos de pele na região perianal.  



terça-feira, 17 de junho de 2014

10 alimentos funcionais que não podem faltar na dieta

Nutricionistas elegem os 10 ingredientes que mais fazem bem a sua saúde e não podem faltar em uma dieta diária


Água de coco

Isotônico natural e rico em potássio. Quando uma pessoa transpira demais ou tem diarreia, perde uma quantidade grande do mineral, que deve ser reposto para evitar a desidratação e cãibras. É eficiente principalmente contra doenças do trato urinário. A água de coco é uma opção muito mais saudável que o refrigerante, cheio de açúcar e calorias vazias.





Aveia

Se a canja de galinha não faz mal a ninguém, aveia também não. É um alimento absolutamente saudável que pode ser consumido por qualquer pessoa por ser de fácil digestão e não provocar alergias. Leva vantagem sobre a canja quando o quesito é qualidade nutricional. Apresenta na sua composição cálcio, ferro, vitaminas e carboidratos. Há vários estudos comprovando que o consumo de aveia ajuda a controlar a glicemia, a pressão arterial e o colesterol.



Alho

Expectorante, reduzindo o muco, e também pode ser usado no tratamento de infecções do trato respiratório; é antialérgico e antibacteriano, diminui a pressão sanguínea e o colesterol. Ainda melhora o sistema de defesa e estimula a liberação de toxina. Tudo isso graças à alicina, seu principal princípio ativo, segundo confirmou uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá. A alicina só não é boa para uma coisa: o hálito.


Arroz integral

É uma ótima fonte de vitamina e minerais, como selênio, manganês, cobre e zinco. Por ser um carboidrato de baixo índice glicêmico, ajuda a manter os níveis de insulina mais estáveis, reduzindo os picos de fome e diminuindo os riscos de resistência de diabetes. Associado a isso, ajuda a reduzir a gordura abdominal e os riscos de doenças cardiovasculares. Ganha de longe, em termos nutricionais, do seu colega refinado.



Cebola

Reduz o risco de ataque cardíaco, previne o câncer, mata bactérias, diminui o colesterol e combate fungos. Pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, identificaram um composto, um peptídeo batizado de GPCS, com capacidade de reduzir a perda de massa óssea.


Castanhas e nozes

São fontes de fitoesteróis, vitamina E, ácido fólico e minerais como selênio, manganês, cálcio e magnésio. Com esta composição baixam o estresse do organismo, auxiliam a redução do colesterol e triglicérides, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Há estudos mostrando que consumir 60 g por dia, ou seja, 2 colheres (sopa) cheias, não tem impacto no aumento de peso, embora metade disso já seja suficiente para garantir os benefícios nutricionais.



Azeite

A cada dia se descobre um novo benefício do óleo. Uma pesquisa da Universidade Harokopio, de Atenas, confirmou que a dieta rica em azeite tem impacto na saúde do esqueleto, principalmente feminino, ajudando a fixar os minerais essenciais para os ossos, como cálcio e fósforo. Entre seus talentos conhecidos estão a prevenção de problemas cardíacos, graças à gordura monoinsaturada, e a inibição da formação de tumores, ao diminuir risco de câncer de mama e pulmão.



Chocolate amargo

Sim, ele também está na lista! É o álibi que você precisava. O chocolate amargo contém epicatequinas, catequinas e procianidinas, substâncias com alto pode antioxidante. Mas tem de ser o amargo, que contém três vezes mais antioxidantes que o ao leite. A barrinha deliciosa tem também ácido esteárico, que reduz a absorção de colesterol e aumenta sua excreção. Isso tudo com o consumo de apenas 6,3 g por dia, o equivalente a dois quadradinhos de uma barra. Não exagere porque — além de pesar na balança — o consumo diário de 100 g de chocolate aumenta a excreção de cálcio em quase 150%. O ideal é sempre escolher aqueles com mais de 70% de cacau.




Chá-verde

É obtido a partir das folhas da planta Camellia sinensis, que contém polifenóis e catequinas, com efeito antioxidante e anti-inflamatório. Também inibe a formação de substâncias carcinogênicas. E, para quem não é sensível à cafeína, pode ter benefício até mesmo na redução da pressão sanguínea. Dá uma forcinha para quem está tentando emagrecer porque inibe a ativação da chamada lipase intestinal, que atua na absorção da gordura. A melhor forma de preparar o chá é colocar uma colher da planta moída em 200 ml de água fervente.


Cenoura

A batida piadinha que diz que coelho não usa óculos porque come cenoura pode ter um fundo de verdade. A raiz é rica em carotenoides, que ajudam a melhorar a visão. Um time de pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, parece ter encontrado mais um motivo para comer esse alimento. Um pesticida natural da raiz foi capaz de reduzir o crescimento de cânceres em rato. O nome da substância com essa propriedade é falcarinol.


 por Ana Paula Ferreira
Texto: Ivonete Lucirio / Fotos: Fabio Mangabeira / Adaptação: Clara Ribeiro
Revista VivaSaúde - Edição 84