sábado, 28 de fevereiro de 2015

Mais de 1,1 bilhão de jovens podem perder a audição por causa de fones de ouvido e baladas

OMS faz alerta para práticas inseguras e exposição ao barulho excessivo


Fone de ouvido pode causar deficiência auditiva Divulgação

Mais de 1,1 bilhão de jovens correm risco de sofrer perdas de audição devido a práticas inseguras e exposição a barulho excessivo, como usar fones de ouvido reiteradamente, segundo um informe da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgada nesta sexta-feira (27).


O estudo alerta que atualmente já existem mais de 43 milhões de jovens entre 12 e 35 anos com deficiências auditivas. A população mundial nesta faixa de idade é de entre 2,5 e 3 bilhões. Nos países de renda média e alta, quase 50% dos jovens entre 12 e 35 anos escutam música em dispositivos eletrônicos em níveis inseguros.


Além disso, cerca de 40% desses jovens estão expostos a níveis excessivos de barulho em discotecas, bares e eventos esportivos. Cientificamente, um nível inseguro de ruído é estar exposto a 85 decibéis durante mais de oito horas ou a 100 decibéis durante 15 minutos. Cem decibéis é o nível médio de uma discoteca.




Diante da situação, e para evitar maiores riscos e danos, a OMS sugere algumas ações fáceis e práticas: baixar o volume dos dispositivos e deixá-los a um máximo de 60% de sua capacidade; limitar o tempo de exposição ao barulho; e estar atento a sinais de perda de audição, como assobios no ouvido ou dificuldade para escutar após permanecer exposto ao barulho.




Outras orientações são utilizar os níveis de ruído recomendado pelos próprios aparelhos eletrônicos e ir regularmente ao otorrino. Além disso, a OMS sugere que pais e professores eduquem os jovens sobre os riscos de barulho excessivo.


A organização propõe ainda que os fabricantes de dispositivos eletrônicos incluam na sua configuração a indicação de níveis seguros de ruído e informação sobre os riscos de ultrapassá-los. A OMS recomenda ainda que centros de lazer e esporte diminuam o volume, ofereçam tampões aos clientes e espaços sem barulho. Finalmente, a organização pede que os governos modifiquem a lei para limitar o ruído das atividades recreativas.

 
 
EFE
Do R7  

Quais são os sintomas de um pré-infarto?

Os sintomas de um infarto são na maioria dos casos fáceis de identificar, se alguém sofre alguma dor repentina na região do peito que se estende até o braço esquerdo ou as costas, deve-se ter atenção imediata, pois a pessoa pode estar sofrendo um sério risco de morte. Mas, quando se trata de um pré-infarto ou angina do peito a situação não é tão perigosa, ainda que também requeira atenção médica imediata, posto que é um claro sinal de que algo está acontecendo.


Para ter certeza dos sintomas de um pré-infarto vamos descrever, neste artigo, quais são os sinais a serem considerados para prevenir problemas muito maiores.


A primeira coisa que devemos saber é o que é na verdade um pré-infarto: o pré-infarto é um desajuste no correto funcionamento do músculo cardíaco, chamado miocárdio. O mau funcionamento deste músculo provoca uma forte dor no peito, o que se produz  porque o coração não está recebendo o fluxo normal de sangue. A dor no peito pode aparecer com certa frequência e de maneira aguda, sendo uma evidência de que há uma disfunção arterial coronária em processo, o que requer um tratamento especializado que apenas pode ser realizado por um cardiologista.

Sintomas de um pré-infarto

  • Dor no peito ou mal-estar
  • Dor forte nos braços, pescoço, mandíbula, ombro ou costas.
  • Náuseas.
  • Fatiga.
  • Dificuldades para respirar.
  • Ansiedade.
  • Transpiração.
  • Desmaios.
As pessoas que sofreram um pré-infarto descrevem o mal-estar como se tivessem uma forte pressão no peito, como se carregasse um peso muito grande.

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Sintomas de pré-infarto nas mulheres

Nas mulheres os sintomas podem ser muito diferentes, já que não sentem pressão ou sensação de peso, apenas sentem pontadas, náuseas, dificuldades ao respirar ou dor no abdômen, pelo que se pode confundir com outros problemas de saúde, demorando, desta maneira, o diagnóstico correto, o que não é nada favorável.

O pré-infarto é grave?

Na realidade um pré-infarto pode ser muito diferente de outro a depender da gravidade e sua duração. Devemos considerar e estar atentos aos novos e diferentes sintomas, já que se pode tratar de uma angina de peito instável que é muito mais perigosa que a angina clássica.


A recomendação mais importante que se pode fazer é procurar um médico quando aparecerem um ou vários destes sintomas, pois é uma evidência de que o coração não está funcionando como deve ser, portanto, se requer o início de um tratamento para corrigir a tempo o problema.

Tratamento

  • O consumo de vasodilatadores, os quais controlam a pressão arterial, conseguindo que os vasos sanguíneos relaxem, melhorando a circulação do sangue.
  • É necessária uma mudança radical na dieta, implementando uma alimentação rica em frutas, verduras, cereais integrais, peixe e evitar todo tipo de alimentos gordurosos.
  • Praticar exercício físico leve, como caminhadas e andar de bicicleta, este tipo de exercício é de grande ajuda para aumentar o fluxo de sangue no coração.

Lembre-se…

O pré-infarto se caracteriza também quando se produz a dor no peito ao se realizar um esforço e é aliviado ao se descansar um pouco. O ataque cardíaco provoca uma dor muito forte, pode durar mais de cinco minutos e não melhora ao se descansar.


Corazon1
Não se deve esquecer que a prevenção é a melhor maneira de vivermos saudáveis e mantermos a qualidade de vida aceitável, portanto, deve-se fazer periodicamente os exames respectivos para detectar a tempo qualquer problema cardíaco e poder receber o tratamento adequado.





Fonte: Melhor com Saúde

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

7 dicas para diminuir os sintomas da gripe

                                            Imagem ilustrativa


A gripe é uma doença causada por vírus que gera sintomas como dor de garganta, tosse, febre, nariz escorrendo e é altamente contagiosa. Seu tratamento pode ser feito com a toma dos remédios receitados pelo médico, mas existem maneiras de curá-la mais rapidamente, por isso indicamos 7 dicas para diminuir os sintomas da gripe: 


1. Ficar de repouso. Essa dica é essencial, uma vez que permite ao corpo usar toda a sua energia para combater a virose. Fazer qualquer atividade quando se está doente debilita as defesas do corpo e o deixa exposto a possíveis complicações.


2.Beber muitos líquidos. Os líquidos, especialmente a água, são ainda mais importantes se a gripe causar febre, uma vez que poderá ocorrer desidratação. Além do mais, os líquidos podem proporcionar os nutrientes necessários quando o indivíduo está muito doente para comer. Invista nos sucos de fruta, vitaminas e sopas.

3. Utilizar Aspirina e Ibuprofeno para o alívio das dores e acelerar a recuperação.

4. Fazer gargarejos com água e sal. Esse método promove o alívio da dor de garganta e remove o excesso de secreções na mesma.

5.Aumentar a umidade dos locais que frequenta, por exemplo, como do seu quarto ou sala de estudo. Esse procedimento ajuda a diminuir o desconforto da tosse e do ressecamento do nariz. Basta deixar um balde com água por cômodo.

6. Utilizar uma bolsa de água quente sobre os músculos para diminuir o desconforto muscular. Essa dica ajuda a relaxar os músculos tensos e rígidos pois promove uma vasodilatação.

7. Aquecer os pés. Mergulhar os pés em água morna ajuda a diminuir as dores de cabeça e o nariz entupido.

 .Ao seguir estas dicas é possível diminuir de forma significante os sintomas da gripe. Apesar da gripe ser uma doença simples, não se deve demorar a tomar as providencias necessárias para combatê-la, pois pode haver complicações. Além de seguir as dicas, um médico deve ser consultado para a intervenção mais adequada ao paciente.


Saiba o que seus pés falam sobre o seu estado de saúde

Os pés são os que suportam todo o peso do nosso corpo durante a jornada diária, e por isso são os que requerem mais cuidados. Infelizmente, nem sempre eles recebem a atenção que merecem.


Você sabia que através dos pés podemos identificar muitos problemas de saúde, tanto físicos quanto emocionais? Isso se converte em uma razão mais do que suficiente para dar a eles todos os cuidados necessários e mantê-los saudáveis. Aprendamos mais um pouco a seguir.

Nossos pés e sua relação com a saúde

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Uma das maneiras mais simples de saber se estamos com algum problema de saúde é observando atentamente as mudanças que ocorrem em nossos pés, por exemplo:

  • Nos pés e nos dedos existem – em maior ou menor quantidade – alguns pelos, o que indica que há uma boa irrigação sanguínea na região. Quando esses pelos começam a cair – desaparecendo quase por completo – é um sinal de que existe um problema de má circulação. Nesse caso, pode ser culpa de um sapato inadequado que provoque muita pressão nos pés, ou de meias apertadas demais.
  • A presença repentina e frequente de câimbras nos pés pode estar indicando a falta de alguns nutrientes, ou também pode ser um sinal de má hidratação ou má circulação. Dessa forma, é importante ter em conta as possíveis causas e buscar a solução adequada.
  • Se as câimbras ocorrerem em pessoas que praticam esportes, a causa pode ser a falta de hidratação, portanto deve-se implementar o consumo adequado de água para melhorar esta condição o antes possível. Entretanto, se este não for o caso, o mais provável é que se trate da falta de alguns nutrientes, como o potássio, o cálcio e o magnésio.
  • Outro sinal de que algo não anda bem é a presença de uma ferida que nunca termine de sarar. Ela indica que você possa estar sofrendo de diabetes, já que as pessoas com esta condição de saúde apresentam danos irreparáveis nos nervos das extremidades, e uma grande dificuldade para cicatrizar as feridas ou qualquer tipo de úlcera.
  • Manter uma temperatura exageradamente fria nos pés pode ser um sinal de que a tireoide não está funcionando corretamente, e você pode estar sofrendo de hipotireoidismo. Outro motivo pelo qual os pés se mantêm frios demais é a má circulação, portanto a melhor recomendação é visitar um especialista para verificar qual pode ser a causa exata do frio excessivo nos pés.
  • Quando os pés permanecem inchados, a causa principal pode ser o mau funcionamento dos rins, que causam a retenção de líquidos. Outro motivo frequente da presença de inchaço nos pés é o consumo de alguns medicamentos que causam esse tipo de efeito colateral.

Não se esqueça!

É importante observar cada uma das mudanças que notarmos em nossos pés e agendar uma consulta médica imediatamente, já que pode se tratar de um sinal de um problema de saúde que esteja se apresentando, e como sabemos, é melhor prevenir do que remediar. Não descuide dos seus pés nem de nenhuma outra parte do seu corpo… Cada uma delas pode estar enviando um sinal de que algo está acontecendo!

Fonte: Melhor com Saúde

Noni: entenda por que esse fruto é polêmico

Descubra se o noni emagrece e se pode causar problemas de saúde


                                         O noni causa muita polêmica



O noni, cujo nome científico é Morinda citrofolia Linn, é o fruto de uma árvore de médio porte originário da Ásia e Polinésia, que se adaptou bem ao clima brasileiro de forma a produzir frutos durante todo o ano.  

No Sudeste Asiático o noni é utilizado na medicina popular para o tratamento de diversas enfermidades. Nas últimas décadas, houve um aumento significativo no consumo do fruto e seus derivados no Brasil.  

Contudo, o consumo de noni é polêmico no país devido à falta de estudos conclusivos sobre o fruto e seus derivados. Sendo que muitas pesquisas mostraram a toxidade dos sucos e preparações com noni. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, proibiu a comercialização de qualquer alimento contendo o noni como um dos ingredientes.  


Principais nutrientes do noni

A composição nutricional do noni ainda não está completamente concluída. Alguns estudos afirmam que os compostos fenólicos representam o maior grupo de substâncias funcionais presentes neste fruto.  

O noni também conta com boas quantidades de vitamina C. De acordo com um estudo divulgado na Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial em 2014, a análise físico-química da fruta madura apresentou uma quantidade média de 243,16mg de vitamina C em 100 gramas de polpa. Assim, 100 gramas de noni possui 270% da quantidade recomendada de vitamina C em um dia.  

Benefícios em estudo do noni

Os estudos disponíveis sobre o noni ainda são inconclusivos em relação aos seus efeitos benéficos ou nocivos à saúde. Por conter substâncias com ação antioxidante existe a possibilidade do noni proteger as células contra a ação nociva dos radicais livres.  


Noni ajuda a emagrecer?


O noni pode ser combinado com suco de uva - Foto: Getty Images
O noni pode ser combinado com suco de uva

Não é possível saber se o noni ajuda na perda de peso ou não. Isto porque não existem estudos que foram capazes de comprovar este benefício.  

É importante ressaltar que para emagrecer com saúde basta ter uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais e carnes magras, reduzir as gorduras, sal e açúcar, ingerir menos calorias e praticar atividades físicas. 


Quantidade recomendada de noni

Não há uma recomendação específica estabelecida para o consumo de noni até o momento.  


A polêmica do noni

O noni é polêmico devido à falta de estudos conclusivos sobre seus malefícios ou benefícios. De acordo com a ANVISA, os produtos contendo noni não podem ser comercializados como alimentos no Brasil, pois até o momento não apresentaram comprovação de segurança de uso.  



A ANVISA proibiu a venda de derivados de noni - Foto: Getty Images
A ANVISA proibiu a venda de derivados de noni

Diversos relatos de casos publicados em revistas científicas indexadas sugerem que o consumo de suco noni está associado a casos de toxicidade hepática. Além disso, um trabalho experimental apresentado no XV Congresso Brasileiro de Toxicologia investigou os possíveis efeitos adversos do extrato aquoso do fruto de noni (Morinda citrifolia) sobre a prenhez e parturição de ratas progenitoras. Os autores concluíram que a exposição ao extrato seco do fruto de noni pode provocar efeitos adversos na gestação desses animais. 


Alguns estudos sugerem que as substâncias responsáveis pelos efeitos tóxicos seriam as antraquinonas. A caracterização completa do noni e de seu suco ainda não foi concluída, inclusive em relação às antraquinonas, que anteriormente acreditava-se estar presente apenas em raízes e folhas desta planta.  


Noni: consumir ou não?

Como os estudos disponíveis sobre o noni até o momento são inconclusivos, ainda não estão claros os benefícios provenientes de seus antioxidantes e os efeitos nocivos relacionados à sua toxicidade. Por isso, é importante muita cautela ao consumir o noni. Lembrando que os produtos derivados do fruto tem o consumo proibido no Brasil pela ANVISA.  


Combinando o noni

O noni possui um sabor e odor bastante intensos, por isso, tem sido consumido com frutas, como a uva, goiaba, limão e maracujá, com a única finalidade de torná-lo mais agradável.  


Fontes consultadas:

Nutricionista Carina Tomida Shaletich membro do Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região
Químico industrial Edy Brito, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Fonte: Minha Vida - POR BRUNA STUPPIELLO

Vertigem e tontura não são sinônimos

Vertigem e tontura são termos usualmente empregados como sinônimos para designar a sensação de desequilíbrio. Há, no entanto, muitas diferenças entre as duas manifestações, tanto no que é sentido, quando nas causas. A sensação de estar rodando caracteriza a vertigem clássica, enquanto a tontura é definida principalmente como a sensação de instabilidade ou de estar flutuando no ar. Também é muito importante não confundir o desequilíbrio advindo da tontura ou vertigem com o causado pela perda da força em um dos lados do corpo, característico do acidente vascular cerebral (AVC).


Os episódios de vertigem e tontura podem durar de alguns segundos a vários minutos e serem acompanhadas de outras manifestações, como vômitos. O desequilíbrio também pode ser leve ou intenso, o que aumenta o risco de quedas. Os episódios de tontura simples podem ocorrer por uma queda aguda da pressão arterial (hipotensão) – que pode ocorrer por vários motivos, como a desidratação – ou por baixos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia).



 Pessoas que ficam longos períodos sem comer ou que ingerem doces em excesso tendem a sentir tontura com maior frequência. Reduzir o consumo de açúcares de absorção muito rápida, como mel e açúcar industrializado (sucos de fruta não são de absorção rápida, exceto quando adoçados com açúcar), e alimentar-se a cada três horas são condutas que normalmente levam à remissão dos episódios. Outros casos de tontura podem se originar de problemas no labirinto – estrutura do ouvido interno formada pelo vestíbulo (responsável pelo equilíbrio) e pela cóclea (responsável pela audição). 

Labirintite?

A vertigem indica obrigatoriamente a existência de afecções no labirinto. Por isso, vertigens e problemas auditivos, como zumbido, sensação de pressão e surdez, usualmente ocorrem juntos. A vertigem costuma ser popularmente atribuída à labirintite, o que é um equívoco. “A labirintite é uma doença infecciosa, grave e muito rara”, afirma o Dr. Pedro Luiz Mangabeira Albernaz, otorrinolaringologista do Einstein.

Existem cerca de 300 afecções do labirinto – ou labirintopatias – que podem ocasionar vertigens. Uma delas, e que está entre as que mais são definidas erroneamente como labirintite pelos pacientes, é a neurite vestibular, relativamente rara, sendo responsável por apenas cerca de 1% a 2% das ocorrências. De origem viral ou vascular, caracteriza-se pelo surgimento súbito de vertigem intensa, algumas vezes acompanhada por náuseas e vômitos. Os sintomas são tão fortes que os pacientes precisam ficar em repouso por vários dias ou até semanas. Ela acomete principalmente adultos entre 20 e 60 anos que, na grande maioria dos casos, terão apenas um único episódio em toda a vida.

Uma das labirintopatias mais comuns – responde por aproximadamente metade dos casos – é a vertigem postural paroxística benigna (VPPB), que se manifesta quando se muda a posição da cabeça. A VPPB é provocada pelo deslocamento de um ou mais otólitos, pequenas pedrinhas de carbonato de cálcio presentes no vestíbulo. Impactos ou quedas estão entre as causas mais comuns para o deslocamento dos otólitos, mas ele pode ocorrer sem qualquer causa aparente. 


Doença de Menière

É outra afecção do labirinto de grande incidência, representando cerca de 20% do total de casos. Até meados do século XIX, acreditava-se que a origem era cerebral. A descoberta de que se tratava de uma desordem do ouvido interno coube ao médico francês Prosper Menière. Causada pelo excesso de endolinfa, líquido existente no interior do labirinto, a doença pode se originar de outras metabólicas e, além de vertigem, tem como sintomas zumbido, audição flutuante e sensação de pressão, em geral apenas de um lado.

As crises podem durar de alguns segundos a vários minutos e são bastante recorrentes. Ela acomete principalmente adultos, tanto homens quanto mulheres. "É uma patologia típica dos grandes centros urbanos, de quem vive em estado de agitação e estresse. Não há relatos de doença de Menière em pessoas que moram no campo, que vivem da agricultura, por exemplo", observa o Dr. Pedro Mangabeira.

Diagnóstico

O caráter limitante que as crises de tontura ou vertigem impõem a quem é acometido por essas afecções torna praticamente obrigatória a consulta a um médico especialista. Em cerca de 60% dos casos é possível definir o diagnóstico apenas com o exame clínico e as informações da entrevista na qual o paciente descreve o tipo de sensação, frequência e intensidade. Para confirmação diagnóstica podem ser realizados exames como o otoneurológico, que avalia o sistema auditivo e o do vestíbulo, a eletrococleografia para avaliação específica da função auditiva e bastante empregada na confirmação diagnóstica e acompanhamento nos casos de doença de Menière, e também exames de imagem para fazer o diagnóstico diferencial de patologias mais complexas, como doenças neurológicas, como o AVC, por exemplo, ou tumores.

"Perda auditiva unilateral pode ser um indício da existência de tumor. Nesses casos, a conduta indicada é prosseguir a investigação por meio da realização de exames como a ressonância magnética", destaca o Dr. Pedro Mangabeira. Segundo ele, tumores que se originam nos nervos vestibulares (schwannoma vestibular) raramente provocam vertigem ou tontura. Os meningiomas que atingem o saco endolinfático dão sintomas típicos de doença de Menière. Tanto os schwannomas como os meningiomas são de natureza benigna, mas de remoção complexa devido à localização de difícil acesso.

Tratamento

A grande maioria das labirintopatias apresenta boa resposta ao tratamento clínico com drogas antivertiginosas e antieméticas (que bloqueiam náuseas e vômitos), utilizadas na fase aguda dos sintomas. Outros tipos de medicamentos são usados para prevenir os episódios de vertigem. A VPPB pode exigir a realização de manobras de reposicionamento realizadas por fonoaudiólogos ou médicos e se destinam principalmente à recolocação dos otólitos em sua posição original. Alguns pacientes com doença de Menière podem apresentar VPPB associada, por isso são tratados ao mesmo tempo com medicamentos e manobras de reposição. “Os achados encontrados na manobra diagnóstica informam qual é o canal semicircular (labirinto) acometido e a fisiopatologia da VPPB. É com base nessas informações que o profissional selecionará a manobra de reposicionamento mais adequada para a reabilitação labiríntica do paciente”, diz a fonoaudióloga Flávia Salvaterra Cusin. Segundo ela, as manobras de reposicionamento geram melhora parcial ou total em 85% a 90% dos pacientes.

Indivíduos que apresentam outros tipos de tontura ou sintomas como sensação de instabilidade, flutuação, desequilíbrio corporal, oscilopsia (distorção visual) também podem ser tratados com a reabilitação vestibular personalizada. Esses pacientes são submetidos a exercícios físicos repetitivos (cabeça, olhos, tronco e membros) para o treino de fortalecimento do labirinto. Os exercícios devem obrigatoriamente causar um leve desconforto inicial. “O tratamento deve ser realizado sob a supervisão de um fonoaudiólogo”, explica Flávia Cusin. Quando é realizado um plano de tratamento direcionado e personalizado às queixas do paciente, observa-se melhora dos sintomas em mais de 80% dos casos. O tempo de resposta à terapia depende do paciente, mas a grande maioria que se submete à terapia clínica evolui para a remissão total ou parcial dos sintomas e, em alguns casos, sem necessidade de manutenção de medicamentos.

Quando as vertigens tornam-se tão intensas e frequentes que afetam drasticamente a qualidade de vida do indivíduo ou quando a perda auditiva decorrente da labirintopatia é igual ou superior a 70 decibéis, pode ser necessário recorrer-se à cirurgia. Atualmente, a técnica cirúrgica que consegue associar índice de êxito próximo a 80% ao menor índice de danos ao sistema auditivo é a descompressão do saco endolinfático, estrutura encarregada de absorver a endolinfa. É indicada principalmente para conter a progressão da doença de Menière, evitando o agravamento da perda auditiva.

Por afetarem principalmente pessoas de maior faixa etária, as labirintopatias devem ser investigadas tão logo ocorram as primeiras manifestações. Além de evitar a progressão da perda auditiva, determinante para a deterioração da qualidade de vida, o diagnóstico e tratamento precoces reduzem a ocorrência de vertigens e tonturas e uma de suas consequências mais temidas: as quedas, que hoje representam a maior causa de morte acidental acima dos 65 anos de idade.

Via Blog da Lucineide Medeiros

Pâncreas inflamado: sintomas que você tem que conhecer






Pancreatite é o nome oficial da doença que caracteriza o pâncreas inflamado. Este órgão é fundamental para o bom funcionamento do organismo, por isso qualquer inflamação que identifiquemos nele deve ser tratada com a devida atenção.



O pâncreas está localizado na parte superior da região abdominal, atrás do estômago e do intestino delgado, e é responsável pela criação de enzimas usadas na digestão dos alimentos.


Estas enzimas são produzidas nas células pancreáticas e transportadas por pequenos dutos até o duodeno, parte do intestino localizada logo após o estômago. Elas se mantêm inativas quando ainda estão no pâncreas, e são ativadas ao chegar ao duodeno para iniciar a digestão.


Um outro duto transporta a bile do fígado para o intestino, e é ligado ao duto pancreático logo antes da chegada ao duodeno.

Tipos de pancreatite

A inflamação no pâncreas pode ser aguda ou crônica.
A pancreatite aguda ocorre quando a inflamação se desenvolve rapidamente, em um período de poucos dias. Ela pode ser severa, mas em muitos casos costuma ser eliminada completamente e não causar danos permanentes.


A pancreatite crônica é uma inflamação recorrente, e pode causar danos permanentes e severos ao pâncreas. A inflamação cria tecidos cicatriciais que, em excesso, podem fazer com que o órgão pare de produzir a quantidade normal de enzimas digestivas e o organismo tenha dificuldade em digerir as gorduras que ingerimos.


Causas da pancreatite

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As duas causas principais da pancreatite, que são responsáveis por cerca de 85% dos casos, são o consumo exagerado de álcool e os cálculos biliares.


Os casos relacionados ao álcool geralmente ocorrem em indivíduos que têm um histórico de alcoolismo por um período entre 5 e 7 anos. Já as situações causadas por cálculos biliares ocorrem com mais frequência em mulheres com mais de 50 anos.


Os cálculos biliares podem bloquear o duto pancreático, fazendo com que as enzimas e sucos digestivos fiquem presos dentro do pâncreas. Se forem ativadas lá, as enzimas podem começar a “digerir” o pâncreas, causando a inflamação.


O restante dos casos pode ocorrer devido aos seguintes fatores:


  • Medicação
  • Doença hereditária
  • Trauma abdominal decorrente de queda forte ou acidente de carro
  • Cirurgia abdominal
  • Tabagismo
  • Fibrose cística
  • Nível alto de triglicérides no sangue

Sintomas do pâncreas inflamado

A inflamação no pâncreas pode evoluir para condições mais sérias e até se tornar fatal, por isso é importante ficar atento aos possíveis sintomas e procurar um médico se começar a sentir alguns deles.


A dor abdominal é o principal sintoma da pancreatite, e ocorre na parte superior do abdômen. Ela pode se espalhar pelo lado esquerdo chegando até as costas, e geralmente se agrava quando comemos, principalmente se ingerirmos alimentos gordurosos.


Ela pode ser uma dor aguda que ocorre de forma repentina, ou uma dor inicialmente leve que vai evoluindo até chegar a níveis insuportáveis.


dor-pancreas
Os outros principais sintomas são os seguintes:

  • Inchaço e distensão na região abdominal, que se torna muito sensível ao toque
  • Febre e calafrios
  • Náusea e vômitos, sendo que o vômito não causa alívio nem atenua a dor
  • Indigestão
  • Aumento dos batimentos cardíacos
  • Tontura e fraqueza, que podem evoluir para um desmaio
  • Perda de peso involuntária, causada pela má absorção de nutrientes
  • Mudança nas fezes, que se tornam mais oleosas e gordurosas devido à má absorção de gordura

Tratamento para o pâncreas inflamado

O tratamento da pancreatite severa geralmente envolve hospitalização e prescrição de antibióticos, cujo período pode variar dependendo da intensidade da doença.


Como o pâncreas precisa descansar para se recuperar, o primeiro passo é iniciar um jejum, e o paciente irá se alimentar através de fluídos e nutrientes administrados de forma intravenosa, ou por um tubo conectado ao estômago.


Após receber alta, o paciente deve manter uma dieta majoritariamente líquida, com caldos, sopas e gelatinas, para estressar o mínimo possível o sistema digestivo. O médico irá dar as recomendações específicas para a dieta, além de prescrever suplementos vitamínicos para garantir a ingestão dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.


Para curar a doença e prevenir seu reaparecimento, é fundamental fazer uma mudança no estilo de vida e nos hábitos alimentares. Cortar o consumo de álcool e o cigarro são ações cruciais para a recuperação total.


Além disso, é importante manter uma dieta balanceada e pobre em gordura, para não prejudicar novamente as funções pancreáticas que já foram comprometidas.


 Fonte: Melhor com Saúde

Irritação coloca o coração em perigo

Vem aí um alerta para os mais estourados: o risco de sofrer um ataque cardíaco aumenta em 8,5 vezes imediatamente após uma explosão de raiva — e, mesmo duas horas depois do episódio, a probabilidade de uma pane continua nas alturas. Esses achados vêm da Universidade de Sydney, na Austrália, onde pesquisadores analisaram as respostas de voluntários sobre a própria rotina e eventuais situações em que a irritação falava mais alto.


Em primeiro lugar, os experts verificaram que as brigas em família ou com conhecidos eram as que mais desencadeavam os surtos, seguidas de discussões no trânsito e no trabalho.


 Mas aí que está: logo depois dos acessos de fúria, a frequência cardíaca subia, a pressão dentro dos vasos ia às alturas e o risco de formar coágulos crescia. Em outras palavras, a raiva disparou reações no organismo que elevam a probabilidade de indivíduos padecerem com um piripaque cardíaco. Por essas e outras é tão importante conter os ânimos e buscar atividades que sirvam como válvulas de escape para o estresse do dia a dia.

Fonte: Revista Saúde É Vital

Você conhece os sinais do câncer de ovário?

Infelizmente, de acordo com um estudo desenvolvido pela organização Cancer Australia, apenas 45% das mulheres sabem quais são os sintomas do problema. Como exames mais corriqueiros, a exemplo do papanicolau, não servem para flagrá-lo, a situação se torna ainda mais preocupante (vale frisar que mesmo assim ele é importante, porque ajuda no diagnóstico dos tumores no colo do útero).

 Ou seja, cabe ao doutor indicar checagens mais específicas, como o ultrassom transabdominal. Agora, como o próprio levantamento destaca, há indícios para identificar precocemente a doença, como aumento no volume abdominal e dor na região, falta de apetite, sensação de “estar cheia”, vontade constante de urinar, indigestão e azia frequentes, além de fadiga. Se perceber esses sinais, o ideal é recorrer ao ginecologista e fazer os testes.

Agora queremos saber: você já conversou com seu médico sobre esse tipo de câncer?

Fonte: Revista Saúde É Vital

Calcinha fio dental oferece riscos à saúde íntima da mulher?

Se você gosta do modelo e costuma usá-lo com frequência, vale a pena conferir as advertências dos especialistas acerca de seus riscos

Considerada uma das peças mais sensuais no guarda-roupa feminino (se não a mais!), a calcinha fio dental divide opiniões. Há mulheres que adoram usá-la, por se sentirem mais sensuais, e também as que evitam vesti-la por uma questão de conforto.

Porém, uma coisa é certa: esse tipo de peça é muito apreciado entre os homens. Por isso, costuma-se dizer que uma calcinha fio dental pode fazer maravilhas na vida a dois!

No entanto, as mulheres que têm o costume de usar esse tipo de calcinha com certa frequência (e não somente em ocasiões a dois) devem se atentar ao fato de que a calcinha fio dental pode ser prejudicial à saúde.

Jurandir Passos, ginecologista e obstetra do Lavoisier Medicina Diagnóstica, explica abaixo quais são os riscos que esse tipo de calcinha pode oferecer à mulher e indica quais são os modelos mais adequados para usar sem prejudicar a saúde.

Riscos que a calcinha fio dental pode oferecer

Passos explica que, devido à sua menor espessura, a calcinha fio dental tende a ter maior contato com a região anal e vaginal, podendo assim expor a vagina a maior risco de infecção do que as calcinhas tradicionais.

“Devido à movimentação ao longo do dia, a umidade local e a presença de bactérias e fungos de origem perianal, a vagina fica exposta a infecções que normalmente seriam dificultadas por outro tipo de roupa íntima. Sendo assim, as calcinhas fio-dental aumentam o risco para infecções vaginais bacterianas e fúngicas, bem como facilitam a ocorrência de infecções urinárias também”, destaca o ginecologista.

Vale ressaltar que a calcinha fio dental pode ser perigosa à saúde da mulher quando é usada com frequência: diariamente ou quase todos os dias! Caso contrário, não oferecerá riscos.

Detalhes que a tornam “mais perigosa”

Alguns pontos podem tornar o fato de a mulher usar calcinha fio dental com frequência mais perigoso. Passos explica que, quanto mais sintético for o tecido, maior o risco de infecção. “Pois além de favorecer a contaminação, os tecidos sintéticos fazem com que a mulher fique mais úmida por dificultarem a evaporação natural do suor e da secreção vaginal”, diz.

O ginecologista destaca que os tecidos à base de algodão absorvem melhor o suor, mas não impedem a ocorrência de infecções.

Além disso, acrescenta Passos, roupas muito justas e grossas, como o jeans, podem traumatizar a mucosa vaginal ou mesmo a pele vulvar e perianal e facilitar infecções pela quebra da barreira de proteção que a pele ou mucosa representam. “Se estiverem associadas a calcinhas fio dental, esse risco se agrava ainda mais”, explica.

Cuidados redobrados no período menstrual

O período menstrual, naturalmente, pede mais atenção da mulher. Passos explica que o sangue menstrual é alcalino e a vagina normalmente tem um PH mais para o ácido. “Essa alteração do ph por si só já favorece a ocorrência de infecções genitais, daí contraindicarmos relações durante o período menstrual, principalmente sem a utilização de preservativos”, diz.

“Se a infecção está facilitada pelas características vaginais no período menstrual e você ainda utilizar um fator que sabidamente aumenta o risco de infecção vaginal, como a calcinha fio dental, com certeza a chance de desenvolver uma infecção está aumentada”, alerta o médico.

Diferentes modelos de calcinhas
A calcinha fio dental é, de fato, sensual. Mas existem outros modelos que ajudam a valorizar o corpo da mulher e/ou que podem ser excelentes opções para o dia a dia.
A chamada “calcinha biquíni”, por exemplo, é uma boa opção para o cotidiano. A largura da lateral é média e a cintura, razoavelmente baixa, com a parte de trás mais comportada. É uma peça que veste muito bem, por isso, indicada para todos os tipos de corpo.
As tangas também são muito conhecidas. Existem as que têm a lateral e a parte de trás maiores, e as que têm a lateral um pouco mais fina. Ambos os tipos são confortáveis.

A calcinha string também é uma boa dica, especialmente para os momentos a dois. A lateral é bem fininha, se resumindo à grossura de uma fita, enquanto que a parte de trás é parecida com a tanga.

Qual é o modelo de calcinha mais indicado?
Passos destaca que a calcinha ideal é aquela que permite o máximo de ventilação da região genital, que absorve o suor e a umidade vaginal e permite a evaporação. “Além disso, deve ser macia, maleável e respeitar o corpo da mulher, evitando traumas como as do tipo fio dental”, diz.

“Saliento que a calcinha fio dental pode ser utilizada para ‘apimentar’ uma relação, já que seu desenho enaltece as formas do corpo feminino, mas deve ser evitada para o uso diário”, finaliza o ginecologista.

Via Blog professor José Costa