quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Outubro Rosa: tudo o que você precisa saber sobre o Câncer de Mama

Outubro rosa: tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama

O mês de Outubro está aí e isto significa que começou a campanha Outubro Rosa: mês de conscientização sobre o câncer de mama. Esse movimento surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990, como forma de alertar as mulheres acerca da necessidade do diagnóstico precoce da doença.  No Brasil ele surgiu em 2002, com a iluminação do Mausoléu do Soldado Constitucionalista, em São Paulo. Este é o tipo de câncer mais comumente diagnosticado em mulheres e, por muitas vezes, por falta de informação, acaba sendo descoberto tarde demais e reduzindo as suas chances de cura total.


Se você não sabe muito sobre o câncer de mama ou tem algumas dúvidas sobre o tema, confira nosso artigo de hoje sobre o assunto! Vamos falar um pouco de tudo que você precisa saber sobre o câncer de mama!


O que é o câncer de mama

O câncer de mama é um tumor maligno desenvolvido na região das mamas. Ele pode ser diagnosticado com a ajuda do exame do toque, quando se percebe que há um nódulo (um caroço) nos seios. Porém, para que ele ganhe um tamanho possível de ser encontrado pelo exame do toque, o tumor pode estar presente no organismo feminino e a mulher não perceber. Essa situação, entretanto, não tira a importância do exame do toque, principalmente para as mulheres que não estão ainda na faixa de idade recomendada para a realização de mamografias anuais.


Chance de cura e fatores de risco

O câncer de mama é um quadro clínico com alto índice de cura (95%) quando é encontrado no seu estágio inicial e, por isso a importância de ficar atenta com a realização dos exames clínicos para que ele possa ser descoberto ainda no seu início.


Existem alguns fatores de risco que podem contribuir para o surgimento do tumor nas mamas e que não podem ser controlados pela mulher, como por exemplo, fatores genéticos e hormonais. Se, por exemplo, você tiver algum parente que teve câncer de mama antes dos 50 anos, é importante observar constantemente os sinais da doença, pois esse é um forte indício de que você tem componente genético para desenvolver esse tipo de tumor. Há também as mulheres que possuem problemas hormonais que potencializam o surgimento da doença: fatores como ter menstruado com menos de 12 anos, ter a primeira gravidez após os 30 anos ou vivenciar a menopausa tardia (após os 55 anos) também podem ser sinais de risco para a doença.


Prevenindo o câncer de mama

Excluindo os fatores que falamos anteriormente, há diversas formas de prevenir-se do câncer de mama. Para começar, garantir a manutenção de hábitos saudáveis como não beber, fumar, praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável contribuem para evitar que a mulher apresente maiores riscos de desenvolver tumores na região mamária. Deve-se também evitar o uso de anticoncepcionais orais e tratamento de reposição hormonal com estrogênio sintético em mulheres que apresentam histórico familiar da doença.


É claro que ainda assim, com todos esses cuidados, é possível que o câncer de mama apareça no seu organismo. A manutenção desses cuidados, entretanto, contribui para que a doença não apareça de forma agressiva ou que seja diagnosticada tardiamente.


O diagnóstico precoce do câncer de mama também é importante. Para isto, é preciso a combinação do autoexame de toque e da realização mamografia, principalmente para as mulheres acima de 40 anos e para aquelas que têm histórico de câncer de mama em parentes diretos antes dos 50 anos (mães e avós). Qualquer alteração suspeita deve ser imediatamente relatada ao seu médico.

Tratando o câncer de mama diagnosticado

O tratamento do câncer de mama normalmente corresponde à retirada do tumor nos casos mais brandos da doença, aliada com radioterapia (para prevenção de reincidência local) e quimioterapia (quando há suspeita de que possa ocorrer reincidência em outros locais do corpo). 


Já nas ocorrências mais agressivas ou quando o câncer de mama está em estágio mais avançado, pode-se recomendar a mastectomia total. Como cada caso é um caso, o tratamento ideal do câncer de mama deve ser sempre decidido junto ao mastologista e oncologista responsáveis pelo paciente.

Dúvidas mais comuns sobre o câncer de mama

Mesmo com tanta informação veiculada sobre o assunto na mídia, muitas dúvidas ainda preenchem a cabeça das mulheres quando o tema é câncer de mama. Vamos responder algumas dessas questões abaixo!

O câncer de mama tem cura?

Sim. Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, mais chances de cura ele tem.

Como ele se alastra?

Quando há o alastramento do câncer, ocorre o que é chamado na medicina de “metástase”. Ela pode acontecer através de alastramento direto (câncer aumenta de tamanho e afeta as células em sua volta); alastramento linfático (as células cancerígenas entram nos vasos linfáticos, fazendo estas glândulas se inflamarem) e alastramento sanguíneo (quando as células viajam pelo corpo e atingem outros órgãos, como cérebro, pulmão, estômago). 


Isto acontece apenas nos estágios mais avançados da doença – por isso, novamente, a importância do diagnóstico precoce.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Algumas mulheres podem sentir dor na região mamária, mas que não está relacionado com o câncer de mama em si, mas sim com a ação hormonal que ele está causando na região. Os principais sintomas são nódulos na área das mamas ou axilas, alterações no formato e visual dos seios e liberação de secreções papilares espontâneas na região.


Como esse é o mês da prevenção de uma das doenças que mais atinge mulheres em todo o mundo, continuaremos falando sobre o câncer de mama nos nossos próximos artigos.

Fonte: Saudável e Feliz

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