sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Afinal, por que nós bocejamos? Razão fisiológica vai te impressionar

Lapina/Shutterstock
Basta levantar da cama logo de manhã para sentir uma vontade incontrolável de bocejar. Ao longo do dia, bocejamos tanto que fica difícil contabilizar usando apenas os dedos das mãos.

Mas, afinal, por que será que bocejamos? Engana-se quem pensa que abrir o bocão é apenas sinal de noites mal dormidas e sono acumulado. O bocejo tem uma razão fisiológica para existir: ele tem capacidade de refrescar nosso cérebro.

Essa foi a constatação de um estudo da Universidade Estadual de Oneonta (EUA), liderado pelo professor de biologia Andrew Gallup: “É um mecanismo de refrigeração do cérebro”.

Duração do bocejo: 6 segundos

Gallup e um grupo de pesquisadores estudaram a forma com que o bocejo interfere nos mamíferos. Ele argumenta que a duração de nosso bocejo está ligada à variação de tamanho e complexidade do nosso cérebro, além do número de neurônios.

Como os seres humanos possuem cerca de 10 bilhões de neurônios no córtex do cérebro, a média do nosso bocejo é de 6 segundos. A efeito de comparação, os ratos, que têm quantidade menor de neurônios, bocejam por cerca de 2 segundos.


Existe uma explicação pra isso: “Primatas tendem a ter durações mais longas e variáveis de bocejo comparado a outros mamíferos”, diz a pesquisa. Como viemos dos macacos… Está explicado!
A refrigeração mencionada pelos cientistas impacta toda a estrutura do nosso cérebro, respondendo a um aumento das capacidades cognitivas (ou seja, de raciocínio).

“Bocejar é algo sob o controle de diferentes neurotransmissores no núcleo do hipotálamo”, explica Gallup, citando a parte de nosso cérebro que controla todo o sistema nervoso. Noutras palavras, vai muito além do sono (e da preguiça).

Bocejar é contagioso

Além de fisiológico, o bocejo também e contagioso. E, de acordo com estudos, quem não costuma bocejar ao ver outra pessoa bocejando pode ter indícios psicopatas. Ficou curiso? Faça o teste

Fonte: VIX - Escrito por Tiago Ferreira

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