sábado, 12 de novembro de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre a morte, mas sempre teve medo de descobrir

Lightspring/shutterstock
Falar sobre a morte é algo fácil pra você? A grande maioria das pessoas evita o assunto, que é encarado mundialmente como algo triste e muito difícil de lidar. É verdade que perder entes e amigos queridos é extremamente dolorido. Pensar na própria morte também não é nada agradável. Mas, assim como tudo na vida, também é possível encarar a questão com uma visão diferente. 

O psicólogo Aurélio Melo, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, levantou alguns pontos reflexivos que podem te ajudar a entender a morte de um jeito novo, e melhorado. Tá afim de superar esse medo e curtir a vida sem se preocupar tanto? 

Questões sobre a morte

Você tem medo da morte? “Ninguém nasce com medo da morte. A criança mal sabe distinguir o que é vida e o que é morte”, explica Melo. Então, é provável que o medo que você sente não seja seu. “Nós o absorvemos por uma questão cultural”, diz.


Segundo ele, é só na adolescência que passamos a entender a morte como um evento natural, universal e irreversível.

Fato é que, ainda que inconscientemente, todo mundo tem medo de morrer. Mas, é preciso manter a calma e racionalizar o tema, ao invés de se deixar ser domado pelas emoções. “O medo da morte é, na verdade, o medo do fim, de sofrer, do desconhecido, da separação, do abandono”, explica o psicólogo.
Publicidade

A morte não acontece só com o corpo físico

Vários eventos da vida podem ser considerados mortes, como a aposentadoria (morte profissional), a velhice (morte social), menopausa (morte da fertilidade) e a separação (morte do outro). São as tais “mortes diárias”. 
Então, se morremos um pouquinho todos os dias, na prática, já estamos acostumados com a sensação. 

kaisorn/shutterstock
Para Melo, logo o jeito de falar sobre a morte deve mudar. No século 19, a morte era desejada pelos jovens, por exemplo, porque era glamoroso morrer jovem e apaixonado. “Mas hoje lamentamos a morte como se ela fosse uma falha tecnológica, um acontecimento que poderia ter sido evitado se a medicina fosse mais avançada”, diz ele.


A morte está caindo no esquecimento. “Os rituais funerários são cada vez mais rápidos e esvaziados de carga dramática. A morte atrapalha”, diz ele.

Fonte: Vix - Escrito por Patrícia Beloni

Nenhum comentário:

Postar um comentário