sábado, 31 de dezembro de 2016

Não acaba nunca: último minuto de 2016 terá 1 segundo a mais; entenda fenômeno

É fato: 2016 foi um ano totalmente atípico. Após diversas conturbações políticas e tragédias irreparáveis, há mais um fator para acrescentar para a listinha de esquisitices deste ano: 2016 vai acabar um segundo mais tarde do que todos os outros anos.


Ou seja, é melhor segurar a rolha da champanhe e não comemorar o Ano Novo assim, tão cedo…

Abaixo, entenda o motivo do fenômeno

Por que 2016 vai durar 1 segundo a mais?

Santi Rodriguez/Shutterstock
Os países adeptos ao Tempo Universal Coordenado (UTC) – principalmente os da África Ocidental e da Europa – vão somar o segundo extra já na contagem regressiva para o fim do ano.

Cronometristas destes países farão este ajuste por conta da irregularidade da rotação da Terra. As demais nações, inclusive o Brasil, devem acompanhar esta mudança por conta do fuso horário.

Contribuem para essa irregularidade do tempo fatores como as forças gravitacionais da Lua, que interferem nas marés oceânicas.
Adicionar um segundo ao cronômetro não é um fenômeno novo: ocorre a cada dois ou três anos. A última vez em que tivemos um segundo a mais foi em 30 de junho de 2015.

Este segundo extra torna possível alinhar o tempo astronômico, segundo comunicado do Observatório de Paris, que abriga o Serviço Internacional de Referência e Rotação da Terra, responsável pela sincronização do tempo em todo o mundo.

Relógios atômicos

ShutterStock
Com isso, antes de dar 00:00, os relógios devem registrar 23:59:60 antes da virada pra 2017.

“Os relógios atômicos são mais de um milhão de vezes melhores em manter o tempo do que somente a rotação da Terra”, disse ao jornal The Guardian o pesquisador sênior do Laboratório Fisico Nacional (NPL na sigla em inglês) da Grã-Bretanha.

“O ajuste dos segundos é necessário para evitar que o tempo civil se afaste do tempo terrestre. Embora a alteração seja pequena – levando cerca de 1.000 anos para acumular diferença de 1h – se ela não for corrigida, acabaria resultando em relógios registrando meio-dia antes do nascer do Sol”.

São cerca de 400 relógios atômicos espalhados pelo mundo para serem alterados com a mudança.

Fonte: VIX - Escrito por Tiago Ferreira

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