quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Rio São Francisco escondia cidade submersa da década de 80; fotógrafo encontrou ruínas

Itaú Cultural/Divulgação
A cada dia, o Rio São Francisco ganha mais importância e se torna um bem natural imprescindível para os brasileiros. Desta vez, ele é palco de uma descoberta fascinante: existem cidades submersas no “Velho Chico”. E elas dizem muito sobre a história do desenvolvimento do Nordeste.

O mapeamento destas cidades faz parte do projeto São Francisco Submerso, criado pelo fotógrafo Luiz Netto e contemplado pelo programa Itaú Cultural. Foi mergulhando nas águas de um dos rios mais famosos do Brasil que ele e sua equipe encontraram as antigas cidades de Itacuruba, Pernambuco, e Rodelas, Bahia.




Veja abaixo o que foi encontrado dentro do Velho Chico, o que aconteceu com estas cidades que desapareceram e fotos incríveis de Netto.

Ruínas submersas no Velho Chico

Luiz Netto/Itaú Cultural/Divulgação
Em 2012, o fotógrafo Luiz Netto resolveu explorar o patrimônio submerso do Rio São Francisco, para contar um pouco mais sobre a história dos moradores de algumas cidades nordestinas.

Ele e sua equipe encontraram ruínas de cidades inteiras que foram inundadas pela construção de hidroelétricas na década de 80.

Os mais recentes achados são dos antigos centros históricos das cidades de Itacuruba, em Pernambuco, e de Rodelas, na Bahia, localizadas na região do Sertão de Itaparica.

Detalhes

Luiz Netto/Itaú Cultural/Divulgação
Os detalhes encontrados pelos exploradores impressionam.
“Em Itacuruba nós já finalizamos. Achamos tudo que nos foi informado: a caixa d'agua, os escombros da igreja, a praça e até um carro que foi deixado pra trás”, conta o fotógrafo.

O segundo passo do São Francisco submerso foi registrar a antiga Rodelas que, segundo o profissional, deixou pistas que facilitam o trabalho.

“Será mais fácil, pois a caixa d'agua da cidade ainda está de pé até hoje e fica com a ponta para fora da água, o que está facilitando o nosso trabalho”.

Foram localizadas as praças da cidade, o cemitério com túmulos intactos e diversas ruínas de casas.

Construções e ruínas

Na primeira fase do projeto, as sondagens e as fotos de ruínas se espalharam por Glória (BA), Distrito de Brejinho (PE), Distrito de Barreiras (PE), Distrito do Torquato (BA), Terra Indígena Truká (PE) e Petrolândia (PE), onde foram encontradas construções de grande porte ainda de pé, como a Igreja do Sagrado Coração e a Fábrica da Charqueada.

O que aconteceu com as cidades

As cidades foram inundadas para construção da hidroelétrica Luiz Gonzaga, na década de 80. Seus moradores tiveram que reconstruir a vida em outros lugares. Na época, somente em Itaparica, o reassentamento impactou 10,5 mil famílias que moravam na área inundada pela usina.

Muita gente, entretanto, retirou tijolos e telhas das casas para serem reutilizados nas novas cidades. Este fato fez com que o grupo encontrasse apenas os alicerces das casas em muitas ruínas.

Na galeria de fotos abaixo, divulgadas pelo Itaú Cultural, você vê o que sobrou destas moradias, além de embarcações naufragadas, currais de gado, passagens molhadas, postes, ente outros.

Fonte: VIX - Escrito por Nathália Geraldo

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