domingo, 22 de janeiro de 2017

Como prevenir a candidíase vaginal

Ainda que o fungo cândida habite em nosso organismo de forma natural, se seus níveis se desequilibram, podemos sofrer com a candidíase vaginal. Para preveni-la, a higiene íntima é fundamental.

A candidíase vaginal, provocada por fungos da espécie Cândida, é mais frequente do que se supõe.

Ela faz parte do grupo de doenças superficiais (junto com a oral), ainda que também existam a sistêmica e a mortal (que afetam as pessoas com o sistema imunológico prejudicado).


Neste artigo, contaremos como preveni-la e tratá-la.

O que saber sobre a candidíase vaginal

Quando a cândida cresce de forma excessiva em nosso corpo, pode causar várias doenças, como a candidíase vaginal (também causa transtornos no sistema respiratório, na pele ou aparato gastrointestinal).

Vale dizer que esse micro-organismo vive em nosso corpo e não nos afeta em absoluto se seus níveis se mantêm estáveis.

Os sintomas mais frequentes da candidíase vaginal e aos quais devemos não apenas prestar atenção, como também consultar um ginecologista, são:

  • Coceira e irritação
  • Feridas (por causa da coceira)
  • Dor, inflamação e vermelhidão
  • Secreção vaginal densa e de cor leitosa
  • Ardor ao urinar e dor durante as relações sexuais (ou depois)
  • Mau odor frequente
A candidíase vaginal é um problema muito comum entre as mulheres; portanto, você não deveria se preocupar demais se é a primeira vez que aparece.

Ainda que os sintomas sejam incômodos e, às vezes, dolorosos, você terá que prestar mais atenção neles caso se repitam com frequência.

Cerca de 75% da população feminina com mais de 15 anos já sofreu ou sofrerá uma infecção vaginal por cândida em sua vida.

Há momentos e situações específicas nas quais é mais provável sofrer de candidíase vaginal:
  • Gravidez
  • Diabetes
  • Tratamentos com antibióticos ou corticoides
  • Problemas do sistema imunológico
  • Mudanças hormonais

Como prevenir a candidíase vaginal?

O tratamento para curar esse tipo de infecção genital pode incluir medicamentos e ser um pouco longo.

Como diz o ditado popular: “é melhor prevenir do que remediar” e, é claro, isso também se aplica à candidíase vaginal.

Os hábitos ou mudanças que devem ser realizados para evitar o aumento de cândida em seu organismo são:

Ter cuidado com os medicamentos ingeridos

Se você sofre de uma doença que requer um certo tipo de antibióticos, consulte seu médico sobre as consequências dos químicos que entram no seu organismo. Muitos deles destroem as bactérias encarregadas de equilibrar a proliferação de leveduras, como a cândida.


Pergunte se você pode consumir outro tipo de remédio com o mesmo efeito sobre sua patologia, mas que sejam menos prejudiciais para seus micro-organismos benéficos.

Manter a higiene íntima

Essa é uma medida muito importante para evitar a candidíase vaginal. Aconselha-se utilizar sabão branco ou neutro (nenhum que tenha perfume ou pH ácido), e não se recomendam os banhos de espuma.

Por sua vez, não se aconselham as duchas vaginais, e sim a limpeza após as relações sexuais.
A higiene também deve ser perfeita toda vez que você for ao banheiro. Para evitar transferir os germes do reto à vagina, limpe-se sempre de frente para trás.

Trocar absorventes e tampões

 

Durante a menstruação, é necessário ser muito cuidadosa com a higiene pessoal.
Não é bom manter por várias horas o mesmo absorvente ou tampão. Troque-o toda vez que estiver sujo ou que você usar o banheiro.

Usar toalhas limpas

As toalhas de banho também podem ser um bom ambiente para o desenvolvimento da candidíase vaginal. No caso de não serem constantemente trocadas, ficarão sujas e úmidas.
Recomendamos que você use uma “nova” a cada dia, ou a cada um dia e meio.

Usar calcinhas de algodão

Certos materiais sintéticos, como a lycra, aumentam a transpiração na região genital, algo que leva à proliferação de bactérias e de fungos.

É sempre melhor que a roupa íntima seja de algodão natural e que não seja muito justa. Assim, você favorecerá o ingresso de ar e evitará a umidade.


O mesmo ocorre com as calças, já que, se forem muito justas, não ajudam na evaporação do suor, e sim no aumento da temperatura (que aumenta a reprodução da cândida).


Manter os níveis de açúcar controlados

Existe uma relação muito estreita entre a diabetes e a candidíase vaginal. Quando os níveis de açúcar no sangue estão desequilibrados, as leveduras aumentam sua população e, portanto, temos mais risco de sofrer com uma infecção.

Remédios naturais para a candidíase vaginal

Se atualmente você está sofrendo com uma infecção por cândida, lembre-se dos conselhos de prevenção quando tiver se curado por completo. Enquanto isso, experimente qualquer um destes remédios caseiros para a candidíase:

Iogurte

Consuma bastante esse lácteo, já que os probióticos que contém são eficazes para combater vários fungos. Pode também ser uma maneira de evitar a infecção. Algumas mulheres optam por aplicar iogurte natural de forma tópica na zona afetada.

Água oxigenada

Tem a capacidade de curar feridas no caso de haver ferimentos ou se as mucosas genitais estiverem machucadas por causa da candidíase.

Basta aplicar com um algodão. Se quiser uma solução mais suave, misture com uma parte igual de água.

Ervas naturais

Recomendamos especialmente dois chás para esses casos: o de equinácea e o de confrei. O primeiro tem a capacidade de fortalecer o sistema imunológico e o segundo de aliviar o ardor e a coceira.

Você pode bebê-los diariamente enquanto durar a infecção.

Óleos essenciais

Também aconselhamos dois: o de melaleuca e o de coco. Não se esqueça de que, para utilizá-los, devemos diluí-los com água ou com um óleo mais suave, como o de amêndoas ou o azeite de oliva.

São excelentes para combater fungos vaginais e se aplicam com um algodão, após o banho. Não é preciso enxaguar depois.

REFERÊNCIAS
Melhor com Saúde

Nenhum comentário:

Postar um comentário