quinta-feira, 11 de maio de 2017

Parto natural ou cesárea: qual é o mais adequado para a mãe e o bebê?

Partos normais e humanizados ocupam cada vez mais espaços em grupos e discussões entre as mulheres. Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número de partos vaginais totalizou 44,49% dos nascimentos realizados no Brasil em março deste ano e esse é o maior índice desde 2010.

Já o número de cesáreas diminui em relação aos últimos quatro anos, totalizando em 55,51% dos nascimentos. Para desmistificar o medo e o receio das mães sobre o parto natural, a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) criou o Projeto Parto Adequado com o objetivo de reduzir o percentual de cesarianas desnecessárias e valorizar o parto normal mais seguro e com embasamento científico.

Segundo a gestora de Qualidade da Maternidade Brasília, a pediatra Sandi Sato, o Brasil é campeão mundial quando o assunto é o número de cesáreas. “Foi criada uma cultura no país que favorecia a cesariana em todos os aspectos somada à insegurança e ao medo da mãe na hora de ter o bebê por vias naturais”, esclarece.

A especialista também destaca que a iniciativa tem a finalidade de reduzir a taxa de mortalidade materna e infantil. “Para a mãe os riscos de uma infecção ou hemorragia são menores, assim como a possibilidade de complicações obstétricas”. A médica reforça que a chance de permanecer internado em uma unidade neonatal ao nascer por vias normais é ainda menor.

“Quando a mulher entra em trabalho de parto, quer dizer que o bebê alcançou maturidade suficiente para viver no ambiente extrauterino. Por isso o risco de uma internação na UTI neonatal é menor”. A meta do projeto é oferecer a possibilidade de um nascimento natural.

“Sempre que possível e sem oferecer riscos, buscamos dar à mãe e à família a oportunidade de um parto normal. É possível que, mesmo assim, exista a necessidade de uma cesariana por condição materna ou fetal, mas a mãe precisa ter opções”, enfatiza.

Parto natural e amamentação

O parto normal também influencia diretamente na amamentação, pois favorece o contato pele a pele, momento em que o bebê é colocado sobre o corpo da mãe logo após o parto. Além disso, as chances de algum tipo de complicação na primeira amamentação diminuem em 85%, quando o ato é realizado no contato pele a pele.

“O nascimento natural favorece esse contato na primeira hora de vida. Vários fatores positivos são proporcionados, como o clampeamento do cordão umbilical no momento certo, a regulação da frequência respiratória e cardíaca do bebê, além de um controle maior à temperatura da criança”, conta. Doação Qualquer mulher saudável que esteja amamentando e deseja doar de forma voluntária é muito bem-vinda.

Para doar, a mãe precisa estar em um ambiente limpo, usar touca, máscara, lavar bem as mãos, esterilizar o recipiente e, principalmente, evitar que qualquer tipo de pelo, poeira ou sujeira entre em contato com o leite. Caso a doadora tenha dificuldades, o Banco de Leite da Maternidade Brasília está de portas abertas para instruir e ajudar na coleta adequada desse material. “A doação é uma entrega e exige cuidados na hora da coleta, pois o leite pode facilmente ser contaminado”, alerta.
 
Fonte: Jair Gomes

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