sexta-feira, 2 de junho de 2017

Câncer ginecológico: doença feminina tem sintomas facilmente confundidos

Eraxion/istock
Pesquisas apontam que cânceres que acometem os órgãos sexuais são responsáveis por 19% dos diagnósticos de câncer em todo o mundo anualmente. A incidência aumentada pode ser explicada, por exemplo, pela descoberta tardia, já que a doença tem sintomas facilmente confundidos com condições mais simples.


O câncer ginecológico pode afetar colo de útero, ovário, vagina, vulva e endométrio. Entenda como cada um pode aparecer, os principais sintomas e o que fazer para prevenir o detectar mais rapidamente cada um deles.


Como identificar os tipos de câncer de ginecológico

Magic mine/Shutterstock
Câncer de colo de útero: o terceiro tumor mais comum entre as mulheres já é a quarta causa de morte por câncer no Brasil. Em 99% dos casos, a doença está relacionada ao vírus HPV, sexualmente transmissível em relações desprotegidas. Além da vacina contra o vírus, o uso de camisinha em todos os contatos íntimos é essencial para evitar a doença.


Corrimento com cheiro desagradável e coloração diferente, sangramento vaginal fora do período da menstruação, dores pélvicas e durante as relações sexuais são os sintomas mais frequentes do câncer de colo de útero. Em casos mais graves, a mulher ainda pode experimentar emagrecimento acentuado e falta de ar.


Câncer de ovário: menos frequente e mais difícil de ser diagnosticado, a doença não apresenta sintomas específicos em sua fase inicial. Em 75% dos casos, a maioria dos tumores malignos do ovário só se manifesta em estágio avançado.


O crescimento do tumor pode provocar sintomas como aumento do volume abdominal, constipação intestinal ou diarreia, dores difusas, além de massa abdominal palpável. Exame ginecológicos de rotina e ultrassonografia podem ajudar no diagnóstico. Em seguida, uma cirurgia é indicada para identificar o estágio da doença e o melhor tipo de tratamento.

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Câncer de endométrio: o principal sintoma da doença é o sangramento uterino anormal, especialmente após a menopausa. Se for observada alteração do endométrio, uma biópsia deve ser realizada para um diagnóstico certeiro.

O tipo de câncer não é raro entre as mulheres e médicos recomendam investigar todo e qualquer tipo de sangramento depois da menopausa para que seja descartada a suspeita da doença.

Câncer de vagina: bastante raro, representa apenas 1% dos tumores ginecológicos. Corrimento com mau cheiro, sangramento fora do período menstrual, dores nas relações sexuais, sangramento após contato íntimo e incômodo e ardência ao urinar, sintomas também comuns em condições mais simples, como infecções bacterianas, podem indicar o problema.

A semelhança das características da doença com problemas menos graves, portanto, é um dos fatores que dificulta o diagnóstico real. O tratamento para o câncer de vagina varia de acordo com cada paciente e pode ser adotado métodos cirúrgico ou radioterápico para a cura.

Sogno Lucido/Shutterstock

Câncer de vulva: a doença que afeta o órgão genital externo da mulher, entrada que abriga o canal da urina e da vagina, é mais comum entre mulheres após a menopausa, mas também pode afetar as mais jovens, em menor incidência.


Manchas ou feridas que não cicatrizam, não desaparecem e vão aumentando com o tempo na região íntima devem ser investigadas por um médico, pois podem ser sinais da doença. O tratamento normalmente é cirúrgico e consiste na remoção do tumor. O tamanho da operação varia de mulher para mulher, pois depende também do tamanho do tumor.

Fonte: VIX - Escrito por Paulo Nobuo

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