sexta-feira, 21 de julho de 2017

Novo Zika? Borrachudo espalhará outro vírus potencialmente perigoso, diz pesquisador

sandrosalomon/shutterstock
Com sintomas parecidos com os da dengue, a febre tropical oropouche foi identificada como potencialmente perigosa para a saúde pública no Brasil. Ela já é a segunda doença febril mais frequente no País, atrás apenas da dengue.
O risco aumenta pelo fato de o vírus ser transmitido por um mosquito facilmente encontrado nas áreas rurais que chega recentemente aos centros urbanos: o borrachudo, também conhecido como mosquito-pólvora ou maruim.


O alerta foi dado pelo professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, segundo a Agência Fapesp, na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


Ele também destacou os problemas no diagnóstico da febre oropouche, já que o paciente que contrai a doença apresenta os mesmos sintomas que dengue (que também se assemelha à Chikungunya e ao Zika vírus), entre eles, febre e calafrios, manchas e dores musculares, na lombar e fotofobia.

Febre Oropouche: disseminação viral no Brasil

Concentrado na região amazônica brasileira, o vírus Oropouche (Culicoides paraenses) tem se adaptado ao meio urbano e avançado pelas grandes cidades do País – e é aí, segundo o especialista, que mora o perigo.


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“Ele é um vírus que tem um grande potencial de emergência, porque o Culicoides paraensis está distribuído por todo o continente americano. O vírus pode sair da região amazônica e do planalto central e chegar às regiões mais povoadas do Brasil”, explicou Luiz, durante o evento. 


 “É um vírus que potencialmente pode emergir a qualquer momento e causar um sério problema de saúde pública no País”.

dmitry_7/iStock
 

Diagnóstico e sintomas da doença

O oropouche é um vírus da Amazônia transmitido pelo mosquito popularmente conhecido como borrachudo, pólvora ou maruim. Nas últimas quatro décadas, já foram registrados 500 mil casos na região.


Os sintomas são bem parecidos com os da dengue e, segundo o professor de Virologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Eurico Arruda, em matéria da Rádio Nacional da Amazônia, duram de quatro a cinco dias. Entre eles: febre, calafrios, manchas, dores musculares e na lombar e fotofobia (aversão à luz).


A preocupação é que em um terço dos casos pode haver uma recaída e os sintomas podem durar mais cinco dias. 

O tratamento é sintomático e depende de uma avaliação médica adequada, pois é muito comum confundir o quadro com dengue e outras doenças febris. 

Já para se prevenir, o ideal é usar repelentes, roupas que cubram a maior parte do corpo e evitar exposição em áreas que há proliferação do mosquito.

Fonte VIX - Escrito por Nathália Geraldo

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